Alugando carro em Cancun – cuidado com a polícia!

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Esse blog foi criado para trocarmos dicas, sejam elas de experiências boas ou não. Infelizmente, toda viagem pode trazer um imprevisto desagradável. Então aproveito para compartilhar meu maior alerta sobre Cancun: cuidado com a polícia de lá!

Aluguel
Foto: Joe’s Life Thru Pictures…

Os policiais são cheios de malícia e se aproveitam do fato de vc não conhecer a lei local, não compreender 100% da língua e querer evitar dor de cabeça com uma multa, por exemplo. No meu caso, eles tomaram a minha carteira de habilitação, fizeram algumas ameaças de problemas com imigração e disseram que teríamos que pagar uma multa absurda – o problema era simplesmente que a scooter que havíamos alugado ainda estava sem placa por ser nova. Por sorte, meu espanhol ajudou bastante e, depois de uma hora conversando e tentando nos explicar, o policial pediu, na cara de pau, 100 dólares para nos liberar. Dois dias depois, um casal de amigos foi parado por mais policiais por ter ultrapassado um sinal amarelo. Foram extorquidos também.

Meu alerta não é para vc não alugar carro. Pelo contrário!!! Só não vale a pena se vc não for sair de Cancun. Mas como as praias de lá são uma tentação à parte, alugar carro se torna essencial para o seu grito de independência. Eu mesma, depois desse stress todo, aluguei um jeep para rodar a Riviera Maia. Mas o trauma e a revolta foram grandes, que eu andava sempre em velocidade compatível, atenta a qualquer carro de polícia e com toda a documentação em mãos.
Dito isso, dou a dica sobre aluguel de carro: vale a pena! Alugamos um Jeep Wrangler para três dias por 2.600 pesos (cerca de 210 dólares na cotação da época – fevereiro de 2013), já com todas as taxas incluídas. Há outros carros bem  mais baratos, mas, ah, por esse preço, né? Nos jogamos! A gasolina também é mais barata que no Brasil. Alugamos na agência do nosso próprio hotel para evitar qualquer dor de cabeça a mais (ficamos no Krystal Cancun, falei dele nesse post). Última dica: pechinche sempre e em qualquer lugar. Vc sempre vai conseguir um desconto, seja em barraquinhas, em passeios ou aluguel de carro.
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Carla Boechat é jornalista, mestranda, curiosa que só, carioca da clara, inquieta e turista por vocação - e criação. Sempre com a mochila e um sorriso prontos, aposta que toda estrada pode esconder uma dica em potencial. E aqui é assim: se ela foi e gostou, virou post!

Discussion2 Comentários

  1. Francisco Carlos Pereira

    Eu e minha esposa tivemos férias maravilhosas no México na segunda quinzena de junho/2018.

    Roteiro bem planejado, com antecedência, adquirimos passagens, hospedagem e aluguel de carro com mais de 3 meses de antecedência. O destino: Riviera Maya.

    Nosso voo pousou em Cancun, numa quarta-feira à noite, e após os tramites de migração e alfândega, retiramos nosso carro na Hertz e fomos em direção a Playa del Carmen, onde tínhamos reserva de hotel.

    Estranhamos que a estrada tinha uma variação muito grande de limites de velocidade. Já havíamos pesquisado anteriormente, e aquela região seria uma “armadilha” para turistas, onde policiais desonestos achacam turistas, sob argumento de que foi cometida alguma infração de trânsito. Sabendo disso, dirigi muito atento a toda e qualquer placa de alteração de velocidade, e mesmo com o GPS indicando uma velocidade diferente, o que determinava o ritmo era a sinalização da rodovia.

    A viagem entre Cancun e Playa del Carmen foi tranquila, sem qualquer sobressalto. Chegamos por volta da meia noite, e nos hospedamos tranquilamente no hotel.

    Os dias seguintes foram de exploração da região, com passeios pelas belas praias locais, visita a Cozumel via ferry boat, alugando um segundo carro na ilha (carro em péssimo estado, mesmo solicitando sua substituição na locadora), mas sem qualquer contratempo.

    Fomos ainda a Tulum, visitar as ruinas, as praias e os magníficos restaurantes, também sem qualquer problema.

    No retorno para Cancun, onde tínhamos um resort reservado por mais 5 noites, passamos por Chichen Itza, conforme havíamos planejado. Ruínas magníficas, com estrada bem sinalizada, em excelentes condições, mas com pedágio altíssimo (250+70+75+305 pesos, todos cash).

    Chegando em Cancun, já na zona urbana no final da tarde, mas ainda à luz do dia, em uma avenida onde o limite de velocidade era de 70 km/h. Estava trafegando a 60 km/h quando percebi que havia uma viatura da polícia emparelhado ao meu carro, com dois policiais em seu interior, sem que as luzes estivessem acesas ou tocando a sirene, apenas sinalizando manualmente para que encostássemos.

    Fiz o procedimento em segurança, e sem sair do carro, peguei os documentos de locação do carro e minha CNH. O policial se aproximou, e começou a falar que aquela era uma zona de 40 km/h de limite de velocidade, e que eu estava bem acima do limite. Antes de pegar os documentos, já foi anunciando que teria que pagar uma multa de US$200 na delegacia na próxima 5ª. feira. Era a tarde de uma 2ª. feira, e eu imediatamente me desculpei, informando que a sinalização que eu havia percebido indicava uma velocidade diferente, mas que não teria problemas, eu assumiria meu erro e compareceria na 5ª. feira na delegacia, bastando que me desse o endereço e o horário.

    Após essa conversa o policial pegou meus documentos, informando que os mesmos seriam retidos e que só na delegacia seriam liberados, após o pagamento da multa. Ao verificar os documentos, identificou que eu era estrangeiro, e começou a preencher o auto de infração, se afastando em direção à viatura.

    Veio então ao meu encontro o segundo policial. Falando em tom amigável, pelo fato de sermos estrangeiros e para facilitar a nossa vida, bastaria que eu pagasse os US$200 para que eles nos liberassem sem a necessidade de irmos até a delegacia.

    Apesar de termos o montante solicitado em dinheiro, informei que não teríamos esse valor naquele momento, mas insisti em comparecer na delegacia na data inicialmente definida. O policial que no início estava solícito começou a ficar nervoso, falando que ele estava tentando ajudar, me perguntando quanto dinheiro eu teria. Mostrei minha carteira que tinha apenas 160 pesos, no que ele informou que seria muito pouco, teria que ter mais do que isso. O policial então falou que nos acompanharia até um caixa eletrônico para sacarmos o valor. Me recusei a ir a um caixa eletrônico, informando que retiraria o valor necessário somente no hotel, e que compareceria na delegacia na 5ª. feira.

    O policial começou a ficar nervoso, e começou a manusear a arma, que estava na altura da janela do carro, onde eu permaneci o tempo todo. Forma flagrante de intimidação. Após esbravejar mais um pouco, voltou para a viatura, momento em que peguei mais 200 pesos que estava em outro bolso.

    Quando o policial retornou, informei que tinha encontrado mais dinheiro, totalizando 360 pesos. O policial se mostrou satisfeito, me devolveu os documentos e mandou seguir.

    Inconformado com a situação, pedi um recibo do pagamento da multa ou o endereço da delegacia para que eu fosse buscar o recibo da multa. O policial ficou ainda mais nervoso, voltando a manusear a arma, perguntando para que eu precisaria desse recibo, pois já estava liberado. Argumentei que poderia ser parado mais adiante por outro policial, e que poderia me cobrar essa “multa” que estava pagando naquele instante. Ele informou que já estava atualizado no sistema, e para eu ir embora.

    Foi uma situação absolutamente perturbadora. Me senti assaltado pela própria polícia mexicana. Não insisti mais com o recibo, pois poderia ser acusado de desacato ou até de algo pior, mas fiquei inconformado. Estava a 5 minutos do resort, em plena zona hoteleira de Cancun, e o que mais queria era devolver o carro na locadora e ficar o tempo restante relaxando para esquecer essa situação.

    Fica o alerta para todos os que forem passear por esse país magnífico que é o México. O povo é muito receptivo, cortês, e essa foi minha terceira visita ao país. Retornarei outras vezes, mas tenho certeza que essa sombra ainda vai me acompanhar.

    • Puxa, Francisco! Eu sinto muito mesmo que isso tenha acontecido com vocês. Me lembro até hoje da sensação de impunidade, da raiva que eu senti. Essa é uma prática bastante comum lá, infelizmente, e por mais que a gente já vá preparado psicologicamente para caso aconteça, é diferente quando você está em outro país com um policial te intimidando.
      Obrigada por compartilhar o seu relato aqui, para que alertemos mais pessoas!

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