Como é a travessia Teresópolis-Petrópolis, na serra fluminense

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Hoje temos uma viajante especial aqui no blog para contar uma super aventura pra gente, a Gabriela Martins, que há pouco tempo fez a travessia Petrópolis-Teresópolis, na serra fluminense. E eu fiquei só babando nas fotos dela no Instagram e querendo me programar para ir também. Ela topou escrever um relato aqui para o Fui, Gostei, Contei com algumas dicas básicas para quem está planejando ir. As fotos são inspiradoras! Espero que gostem 😉
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“Primeira dica: tem que ir com muita disposição e ter bastante fôlego, pois não é fácil. São 34 km ao todo e o cume mais alto fica a 2.275 metros (Pedra do Sino). Nós fizemos a travessia em três dias. Foram 8 horas no primeiro dia, 9 horas no segundo e 5 horas no último – sendo que esse é só descida com muitas pedras. Você atravessará todo o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, um dos mais bonitos do Brasil. Inicia-se na sede de Petrópolis e segue no sentido de um conjunto de pedras chamado Açú. Não são caminhadas em piso plano, são subidas e mais subidas e com muita pedra.
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Os ingressos para o Parque podem ser comprados direto na portaria ou através do site deles. Em feriados prolongados é bom comprar com bastante antecedência, pois os ingressos esgotam rapidamente, especialmente se você deseja dormir nos abrigos do parque. O horário de funcionamento das bilheterias é de 8:00 às 17:00, todos os dias. A compra antecipada dos ingressos permite a entrada no parque no horário das 6:00 às 22:00. Veja aqui a tabela de preços.
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Achei que a travessia tem dois pontos críticos, que são o elevador e o cavalinho. Esse elevador eu pensei que fosse morrer, sério mesmo. Sozinha não dá. É fundamental ter um guia! No site do Parque você também encontra uma lista de guias credenciados.
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Pegamos frio de 3 graus – fomos no inverno, que é a época mais indicada. Mas lá costuma ficar negativo direto. Acessórios que aconselho levar: uma segunda pele, um casaco corta vento e um polar, além de meias próprias para esse tipo de atividade, luva, gorro, uma legging e blusa de dryfit.
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Pra comer, levamos macarrão instantâneo, biscoito recheado, nescafé, barra de cereal, salaminho, queijos, vinho. Tudo que fosse prático! E não pode esquecer de panela, garfo, faca, copo, um botijãozinho. Não tem nada disso lá em cima e você precisa estar preparado para se virar e fazer comida. Ah! E, pelo caminho, tem uns pontos certos onde você pode ir parando e pegando água de graça.
No meu grupo, eu era a única mulher no meio de 5 homens. Cansa bastante, tem que ter um preparo físico. Eu comecei a me preparar uns dois meses antes, somente correndo e caminhando. Não é uma atividade para iniciantes, é bem puxado.
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Quando fui, tinha bastante gente fazendo a travessia. Dá também para ficar em dois albergues lá em cima, mas nós optamos por acampar. Dá tanto para alugar uma barraca ou levar a sua própria. Aqui você consegue algumas informações sobre o pernoite. Para tomar banho, tínhamos que usar os banheiros do albergue. As filas eram enormes! E tem que ser chuveirada de no máximo 10 minutos, senão a água esfria. Mas, enfim, faz parte.
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O visual é perfeito! Vale muito, muito, muito a pena, mesmo com todo o esforço. Estar num grupo unido e no mesmo nível de disposição fez uma grande diferença para mim. É tão pertinho do Rio, nem dá pra acreditar que muita gente mal conhece essa travessia. Acho que todo mundo tinha que fazer esse percurso ao menos uma vez na vida!”

Obrigada, Gabi!!!

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Obs.: Todas as fotos são da viagem relatada pela leitora e foram enviadas pela própria.

Carla Boechat é jornalista, mestranda, curiosa que só, carioca da clara, inquieta e turista por vocação - e criação. Sempre com a mochila e um sorriso prontos, aposta que toda estrada pode esconder uma dica em potencial. E aqui é assim: se ela foi e gostou, virou post!

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