Dicas de restaurantes na Ilha do Mel, Paraná

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Mesmo tendo estrutura mais rústica (tipo nada de postes ou carros, por exemplo), existem ótimas opções de restaurantes e bares na Ilha do Mel. Não dá para negar que os moradores e o governo do Paraná souberam manter a natureza quase intacta e ao mesmo tempo oferecerem uma infraestrutura legal para os visitantes. Come-se e bebe-se bem por lá, muitas vezes ao som de bandas locais tocando MPB, sambinha de raiz, forró. A maioria dos estabelecimentos fica dentro dos hotéis e pousadas, o que facilita na hora de buscar referências. Aproveitei a semaninha em que estive lá para conhecer o máximo de opções possíveis – sempre em nome do blog, claro. Não é por acaso que a maioria das minhas indicações fica na região de Nova Brasília, já que me hospedei lá. Mas também atravessei os 6 km até Encantadas para fazer um apanhado geral da Ilha. Confere só como se dar bem gastronomicamente na Ilha do Mel:

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Foto: .Lírica Aragão.
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– Beehouse (Nova Brasília): atendimento sempre sensacional e um cardápio de pegada mais saudável. O açaí de lá é maravilhoso, mas sugiro a opção chamada Dois Amores, que reúne açaí e cupuaçu. Pedacinhos de banana, uma granola super crocante e mel acompanham a tigela. Para comer, vários sanduíches (fomos de Tuna e Frango Chic, muito bons). Também há opção vegetariana que leva cogumelos. Os sucos são outra boa surpresa. O Azedinho agrada numa mistura de maçã, limão e gengibre. À noite costuma ter música ao vivo. Para acompanhar, sangria ou a cerveja Vosgerau, fabricada em Curitiba.

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– Astral da Ilha (Nova Brasília): localizado na pousada mais badaladinha da Ilha, é claro que é um dos restaurantes mais movimentados da região, né? Horários de pico: entre 13h e 16h e depois das 20h. Aí é que está o problema: o cardápio é fantástico, mas o atendimento é sofrível nessas horas de rush. Na primeira vez em que fui era um pós praia, por volta das 17h. Me encantei com o lugar, o atendimento e os pratos. A refeição mais pedida é o prato Surfista Especial (presente na maioria dos cardápios da Ilha) que reúne peixe e camarão à milanesa, fritas, arroz, feijão e salada. Esse foi o meu escolhido e me surpreendeu pela fartura. Mas, já na segunda vez em que estive lá, num desses horários de pico, foi pura decepção. Demorou muito e o prato não veio tão bem servido, além de ter faltado alguns ingredientes. Outras ótimas opções são os risotos, as massas, as saladas e a comida japonesa. Eles também servem a cerveja artesanal Astral da Ilha. Há ainda excelentes opções de drinks e sucos terapêuticos. O drink feito com hibisco e canela é sensação por lá. Já, entre os sucos, há criações para queimar gordura, desinchar, para hidratar, bronzear, para digestão e até anti-stress.

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– Grajagan (Nova Brasília): é considerado o melhor hotel da Ilha, porém o atendimento foi bem fraco nas duas vezes em que estive lá para comer. Já a comida em si agradou em cheio. À noite rola buffet ou massas e pizzas à la carte. Fomos de pizza de camarão e posso dizer que foi a melhor que já comi na vida. Massa levíssima, temperos perfeitos. Quando voltei lá, em outro dia num fim de tarde, pedi o cação grelhado, acompanhado de legumes, arroz, feijão e salada verde com palmitos. Também bem servido e extremamente saboroso. A música ambiente é super agradável. O único porém é que a cerveja sempre estava bastante quente, assim como o vinho branco que pedi para acompanhar o peixe.

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– Pousadinha (Nova Brasília): fui pela fama do bom custo benefício. Está sempre cheia e foi um dos únicos lugares onde tomei uma cerveja gelada de verdade. Aqui também pedi o famoso prato Surfista Especial, semelhante ao da Astral da Ilha, porém menos “farto”, digamos assim.

–  Café das Meninas (Nova Brasília): para relaxar enquanto toma um suco ou café e se delicia com uma das tortas, ao mesmo tempo em que lê as revistas disponíveis sobre moda, arquitetura, decoração. A torta integral de banana com sorvete de creme que pedi agradou em cheio.

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-Treze Luas (Nova Brasília): o restaurante tinha acabado de ser adquirido por um novo dono quando fomos, por isso ainda estavam reformulando o cardápio. Mas os drinks eram todos maravilhosos. A sobremesa Maracolate é um must-eat: chocolate amargo e maracujá geladinhos e crocantes. Este doce é o mais tradicional da Ilha do Mel. E, de quebra, a Treze Luas fica em frente à Astral da Ilha, então você aproveita a música ao vivo deles e ainda é bem atendido. Fica a dica, rs.

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– Fim da Trilha (Encantadas): tem uma fama ótima, mas não comporta atender bem a todas as mesas. Pedi anéis de lula com mariscos de entrada, mas levou uma hora para que fossem servidos (e veio tão pouquinho no prato que não deu para entender o motivo de tanta demora…). Aqui a cerveja era gelada e a música ambiente legal. Adorei o caipikult, invenção deles que mistura caipirinha com yakult. É refrescante e nada enjoativo. Um detalhe que me incomodou no restaurante: o banheiro é compartilhado para homens e mulheres.

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– Orquídeas (Encantadas): pequeno e simples, mas serve uma moqueca de pescada amarela com frutos do mar maravilhosa. Já a cerveja estava muito quente e o caipisaquê não convenceu. Voltaria simplesmente pelo tempero daquela moqueca!

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Dicas gerais:

– Você está na Ilha do Mel e não em São Paulo. Não espere o mesmo atendimento que teria no Rubayat ou no D.O.M. Relaxe e curta. No stress! 🙂
– Pelo visto quase ninguém lá toma cerveja realmente gelada. Se você encontrar uma na temperatura que o verão pede, fique fiel a este lugar.
– Peixes sempre são ótimas pedidas. Lembre-se: você está numa ilha.
– Coma a sobremesa Maracolate da Beehouse! Eu enrolei e acabei não comendo. Dizem que é a melhor da Ilha, pois leva uma receita secreta na preparação da massa do doce.
– Na ilha do Mel você vai andar MUITO. Não se preocupe tanto com os quilinhos extras da viagem.
– Se estiver saindo à noite, não esqueça a lanterna.
– Se estiver saindo de dia, não esqueça a garrafa de água.

Para saber como chegar à Ilha do Mel, clique aqui
Para conhecer o réveillon da Ilha do Mel e outras dicas gerais para se dar bem, clique aqui
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Carla Boechat é jornalista, mestranda, curiosa que só, carioca da clara, inquieta e turista por vocação - e criação. Sempre com a mochila e um sorriso prontos, aposta que toda estrada pode esconder uma dica em potencial. E aqui é assim: se ela foi e gostou, virou post!

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