Gramado – tudo o que você precisa saber da cidade

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Gramado tem uma aura especial que parece estar presente em qualquer época do ano, não é possível! Já estive lá duas vezes durante o Natal Luz. E em 2014 voltei para curtir uns dias no Outono. E, uau!, como a cidade fica linda.
Claro que, antes de ir, me programei bastante. E, óbvio, lá surgiram diversas surpresas (boas) pelo caminho. Juntei as melhores dicas e compartilho aqui com vocês, separando por: como chegar, onde ficar, onde comer, o que beber, como se locomover, onde ir. O post está grande, eu sei, mas se deixem levar pelas imagens de Gramado e pelo conteúdo. Prometo que vai valer a pena 😉

COMO CHEGAR A GRAMADO
Do Aeroporto de Porto Alegre saem ônibus executivos diretos para Gramado. São muito pontuais, confortáveis, seguros e possuem bagageiro. A passagem custa entre R$26 e R$35 e pode ser comprada pelo site ou na hora, em um guichê dentro do aeroporto. A companhia que faz o trajeto, de 115 km, é a Citral. Veja os horários do ônibus aqui.
 
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ONDE FICAR EM GRAMADO
Em primeiro lugar, aquilo que faz a diferença numa viagem: o hotel. Venho com duas dicas. A primeira foi onde me hospedei: Hotel Recanto da Serra. Pertinho do centro e também da rodoviária de Gramado, é uma excelente opção para quem viaja em família. Os chalés são um charme! E tenho dúvidas para destacar o diferencial de lá. O atendimento. O café da manhã. A localização. O pub dentro do próprio hotel. A infra-estrutura. Complicado, viu! O quarto mais simples atende muito bem um casal. Possui varanda e o banheiro é ótimo. A área do hotel é enorme, com piscina, sauna, piscina aquecida, spa, área infantil com jogos, parque com brinquedos, pub.
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O café da manhã é de se perder de tanta comida. Tortas, pães, bolos, geleias, queijos, sucos, frutas, tudo em muitas variedades e sabores. Para chegar à Rua Borges de Medeiros (a principal do Centro de Gramado), basta andar uns 3 minutinhos. Da rodoviária, apenas 3 minutos também. O que achei legal é que ficava fora da muvuca e do barulho, mas sem estar isolado. Ele possui o selo Travaller´s Choice, do TripAdvisor.
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Para fazer sua reserva no Recanto da Serra, clique aqui.

Outra opção é o Hotel Modevie, onde um casal de amigos se hospedou na mesma semana em que estive lá. Eles adoraram o hotel boutique, com atendimento personalizado, bem romântico, excelente localização, café da manhã de primeira.  O quarto é arrumado tanto de manhã como à noite, sendo que neste segundo turno eles ainda deixam um chá com biscoitinhos, o que é um mimo especial. O café da manhã, que vai até 13h, é tipo degustação, existe um menu específico a cada dia. Conta ainda com um mini Spa, sendo que a hidromassagem não era cobrada à parte, e com um restaurante próprio de comida contemporânea, o Le Sens, que privilegia a gastronomia local. Indicadíssimo para casais!

Para fazer sua reserva no Hotel Modevie, clique aqui.

Veja aqui outras opções de hotel em Gramado. Pesquise por preço, localização, avaliação ou número de estrelas e encontre os melhores preços.

PASSEIOS EM GRAMADO

Sobre os passeios, tenho várias dicas legais. Vou começar pelos gratuitos (que são muitos por lá!).
Um clássico: a Catedral de São Pedro, no centro de Gramado. Linda, me encantou até mais que a Catedral de Pedra, de Canela. Achei o local mágico. E, de quebra, contava ainda com uma Fonte do Amor logo ali ao lado, no melhor estilo europeu, com diversos cadeados simbolizando juras de amor eterno. Não é para se apaixonar?

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Depois, um dos passeios imperdíveis é o Lago Negro. Se alguém te disser que ir a pé é super tranquilo, tome cuidado! Aconteceu comigo, e, confesso, andamos bastante. Não achei a sinalização tão eficaz para chegar, além do percurso contar com um bom pedaço de subida. Se arrisque apenas se seu objetivo for um exercício ou se tiver um mapa com a indicação certinha. A volta, descendo, até que foi rápida (dizem que, para baixo, todo Santo ajuda! Rsrs). Portanto, fique alerta. De resto, o local é lindo. Você pode alugar pedalinhos e curtir a lagoa, correr, fazer piquenique, lanchar por lá ou mesmo contratar um tour guiado. E você acredita que ali tudo é artificial? Juro que não parece! O Lago Negro foi construído em 1953 após um incêndio destruir a mata da região. Todas as árvores no entorno do lago foram importadas da Floresta Negra da Alemanha. Vale muito a pena passar um dia ali!

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Outro passeio com entrada gratuita é o Templo Budista Chagdug Gonpa Khadro Ling. Sim, fica a cerca de 30 km de Gramado – na cidade de Três Coroas. Mas é um local fantástico. É o primeiro e maior templo tibetano tradicional da América Latina dedicado ao budismo. Pena que, no dia em que estive lá, a cerração estava bem forte. Ao mesmo tempo que a neblina deu um aspecto mágico ao lugar, acabou atrapalhando um pouco as fotos. Mas aqui no blog Matraqueando você vê imagens lindíssimas de lá. Se possível, vá. Dica que recebi para quem quer ir de ônibus: Pegue o que eles chamam de “pinga-pinga”, que é basicamente um ônibus parador. Ele sai de Três Coroas em direção a São Francisco de Paula, percorrendo um trajeto de paralelepípedo + terra de chão de cerca de 5km. Atenção aos horários de visitação: de quarta a sexta, das 9h30 às 11h30 e de 14h às 17h; sábados e domingos de 9h às 16h30; não abre às segundas e terças-feiras. Perto dali tem ainda um restaurante de culinária tibetana, chamado Tashi Ling – Sabores do Tibet. Não conheci, mas ouvi recomendações positivas.

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Outra dica gratuita é o Le Jardin, o primeiro parque de lavandas do Brasil. A floração acontece apenas na primavera, mas o lugar é lindo em qualquer época do ano. O gramado de lá é um convite a tirar os sapatos e ficar descalço para sentir a energia. Inexplicável. Possui ainda uma lojinha com diversos cosméticos feitos com lavanda e uma pequenina casa de chás com uma vista bem bonita. Fomos de ônibus para lá, saindo da rodoviária de Gramado – cerca de 5km de distância. Pegue o ônibus no sentido de Várzea Grande. Você vai descer praticamente em frente. Para voltar de ônibus foi bem simples e rápido também. O Le Jardin funciona de terça a domingo, das 9h30 às 17h30. Horário de verão: 10h às 18h.

 

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Chegando aos passeios pagos, há a linda Vinícola Ravanello – uma das duas que ficam próximas a Gramado (apenas 3km). A entrada custou R$22 e incluiu um tour pela fábrica e uma degustação ao final. As visitas guiadas acontecem de segunda a sábado, às 10h, 11h, 14, 15h ou 16h. Aos domingos e feriados, verifique a disponibilidade. Toda artesanal, a Ravanello fica em uma construção de 2009 e prima pela altíssima qualidade de seu vinho. A época da colheita geralmente vai de dezembro a fevereiro, mas, em minha opinião, a visita é válida em qualquer época do ano. Foi o proprietário quem nos levou pela vinícola e nos contou um pouco de sua história, o que reforça a sensação de que você está visitando um ambiente familiar.

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Para completar as atividades imperdíveis, há o maravilhoso Parque Estadual do Caracol, em Canela. Sua entrada custa R$12. É imenso, perfeito para trilhas, atividades físicas ou um piquenique e conta ainda com um espaço próprio para fazer churrascos. Possui visuais deslumbrantes e um clima bem fresco. A Cascata do Caracol é um encanto! Diquíssima: o lugar é isolado, portanto seu acesso é complicado. O taxi até lá, desde o Centro de Canela, custa uns R$40! Uma alternativa é pegar o único ônibus que leva até lá. Anote bem os horários! Rodoviária -> Caracol: 8h10, 12h10, 17h30. Caracol -> Rodoviária: 08h30, 12h25, 17h45. O trajeto leva uns 15 minutinhos e é bem tranquilo. Os ônibus são pontuais, não se atrase. Horários de funcionamento: de segunda a sexta, das 8h45 às 17h45. Sábado, domingo e feriados, se estende até 18h.

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COMO SE LOCOMOVER EM GRAMADO

Uma dúvida que fica é: alugar carro, andar de taxi, de ônibus, a pé?  O que é melhor? Como eu e minha mãe pretendíamos visitar vinícolas, tomar um vinho, e não nos preocuparmos com direção, aceitamos a dica de nosso hotel e contratamos um motorista da cidade, o Ricardo, da Alto da Serra Turismo. Foi bastante válido, pois ele ficou à nossa disposição das 9h às 18h e ainda indicando novos passeios que não conhecíamos. O preço foi R$200 pelo carro – qualquer atividade paga não estava incluída neste valor. O que ele nos apresentou de novo, além do nosso roteiro pré-estabelecido: um Museu dos Cristais, um Museu dos Perfumes e Outlets de sapatos.

O primeiro, chamado Cristais de Gramado, achei inicialmente que seria bem chatinho, mas acabou sendo um aprendizado sobre como é o processo de produção de um cristal. E saí dali entendendo porque o bichinho custa tão caro! É legal e tal, mas nada imperdível não. A cada 30 minutos é feita uma apresentação gratuita do processo. Aposto que eles faturam bastante com as pessoas que saem dali impressionadas e se acabam em compras. Rsrsrs..

O segundo, o Fragram, não passava de uma loja com produtos próprios, bem decorada e com bom atendimento. Como o Ricardo estava à nossa disposição, valeu a parada rápida ali. Os preços não eram altos e era interessante para comprar uns souvernirs.

Já as outlets de sapatos, em geral, ficam espalhadas em vários pontos de Gramado. Eles nos levou a umas que ficavam bem próximas das outras. Os preços eram relativamente mais baixos que nas lojas, mas não encontrei nenhuma pechincha – pelo menos comparando aos preços do Rio de Janeiro.

No resto dos dias, andamos praticamente de ônibus para todos os lados. Era fácil, seguro, barato, rápido, prático e super pontual. A passagem custou , em geral, entre R$2,50 e R$3. Como nosso hotel ficava perto da rodoviária, era muito cômodo para nós. Se quiser andar de taxi, prepare o bolso. Achei BEM caro.

 

ONDE COMER EM GRAMADO

Antes de começar a falar das dicas de onde comer, vale ressaltar um detalhe: na época em que fui a Gramado, todos os restaurantes fechavam por volta de 15h e reabriam às 19h. Abra o olho para não ficar sem almoço (nós ficamos um dia…). Agora vamos falar de coisa boa. Quem gosta de comida pode se esbaldar em Gramado! Oh meu pai, como eu comi bem nesse lugar. Se te indicarem a cantina La Pastasciutta, vá sem hesitar. A comida é sensacional, uma das melhores massas que já comi. O prato, juro, servia bem umas três pessoas. Eu e minha mãe pedimos a massa à Primavera e sobrou bastante coisa, por mais que tenhamos tentado nos esforçar para dar conta de comer tudo. Rs. O lugar é tradicional e a decoração é um charme à parte. Não deixe de reparar o banheiro! O cuidado com os adornos está em todos os cantos.

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Uma segunda dica é o Divino, mais badaladinho, com música ao vivo a partir de quinta-feira, é um ambiente para ver e ser visto. Gente bonita, decoração elegante, comida boa, atendimento de primeira. Servia o chopp Rasen, próprio da região. Gostei bastante.

Também estivemos no Il Piacere, onde a pizza é carro chefe, mas acabamos optando por uma massa. Foi ali que descobrimos que, para quem não é um enólogo ou grande conhecedor de vinhos (como nós!!! Hahaha), é só pedir o vinho da casa, que vem numa jarra de vidro mesmo e é bem gostoso. Isso rola em vários restaurantes de Gramado. O preço é ótimo, pois a região é propensa a originar vinhos de primeira. O atendimento ali também foi muito bom.

Para uma refeição de ótimo custo-benefício, vá ao Sabor de Frutas, na Rua Coberta. A indicação para esse restaurante veio desse post com dicas econômicas do blog Matraqueando. Obrigada, adorei todas as dicas! Nosso pedido foi uma comida no estilo brasileiro mesmo, arroz, feijão, contra-filé, batata frita – para repor as energias depois de tantas andanças.

Por fim, o meu restaurante queridinho: Casa Alves. Discretamente localizado ao lado da Catedral de São Pedro, me chamou a atenção desde o primeiro dia. E, somente no último dia, acabamos cedendo a um almoço tardio naquelas mesas charmosas. Percebia-se que o local era frequentado por clientes fiéis, a comida era preparada sob a supervisão da dona , as tortas eram irresistíveis, o sorvete artesanal fazia salivar mesmo em meio ao frio.  Toda a comida era impecável. E os preços, uma maravilha! Super recomendo uma passada ali, mesmo que seja para um chocolate quente acompanhado de um docinho. Um detalhe fofo: eles vendem os cadeados do amor, para serem colocados na Fonte do Amor, que fica ali em frente ao bistrô.

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CERVEJAS ARTESANAIS DE GRAMADO

Além dos conhecidos vinhos da Serra Gaúcha, Gramado conta também com muitas cervejas artesanais saborosíssimas. A mais popular é a Rasen, presente em 90% dos cardápios da região. Também experimentei a Polar. Mas a minha preferida foi a Gram bier, que bebi no restaurante Sabor da Fruta. Trouxe ainda, como souvenir, a cerveja Incomum, mais difícil de encontrar. Ela é mega caseira e feita nos mais diversos sabores. A de mel lembra demais a Paulaner!

 

DICAS GERAIS DE GRAMADO

Em Gramado há o famoso BusTour, que leva a diversos pontos turísticos da região. Não andei nele, mas pode valer a pena, pois você pode descer onde quiser e depois tomar o próximo BusTour que passasse. O preço era de R$60 por pessoa.

E outra: na época em que fui, início de maio, estava acontecendo a Festa da Colônia, no Parque de Exposições de Gramado. Fomos um dia e adorei. Imigrantes italianos e alemães são lembrados nessa festa. Jantares temáticos, apresentação de danças típicas e venda de produtos coloniais que lembram as origens gramadenses. Geleias, cervejas, massas, pães, sucos de uva, atraem mais de 300 mil visitantes todos os anos.

 

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Carla Boechat é jornalista, mestranda, curiosa que só, carioca da clara, inquieta e turista por vocação - e criação. Sempre com a mochila e um sorriso prontos, aposta que toda estrada pode esconder uma dica em potencial. E aqui é assim: se ela foi e gostou, virou post!

Discussion6 Comentários

  1. Amei o outono e quero voltar no inverno e na primavera também!!! Aliás, a vontade é de comprar uma daquelas lindas casinhas que existem por lá e por lá ficar! Seu post me fez voltar no tempo…parabéns!!!

  2. Eu viveria numa daquelas casinhas para sempre… Gramado é um charme! Precisamos voltar na primavera agora.. Rs…

  3. Oi..
    Meu marido e eu vamos pela primeira vez à Gramado e o melhor é que será em comemoração no nosso primeiro ano de casados,estou muito feliz e amei todas suas dicas..Obrigada!!! Bjs

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