Rota do Café: cultura com aprendizado, lazer e encanto no Norte do Paraná

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Vinho negro. Bebida da razão. Ouro verde. Ou simplesmente café, a bebida que se encontra na casa de quase todo brasileiro.

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O café permeia a história do Brasil desde que esse se entende por gente, e eu nunca tinha parado pra pensar qual região representaria melhor essa bebida clássica e que teria um roteiro inteiramente dedicado a ela, onde o turista pudesse ver de pertinho seu modo de produção, experimentar diferentes grãos, conferir seu histórico em museus, conversar com baristas (profissionais especializados em café). Sempre há um ingrediente que se destaca e representa a cultura local. É assim com as trufas brancas em Alba, na Itália, as trufas negras de Perigord, na França, os vinhos de Mendoza, na Argentina, as cervejas da Alemanha, e por aí vai. Por que o café não mereceria posição de destaque, com uma rota exclusiva e reconhecida dentro do turismo brasileiro?

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Foi tudo isso que passou na minha cabeça quando recebi o convite do SEBRAE-PR para conhecer a Rota do Café, no norte do estado paranaense. Confesso que ainda não conhecia a Rota do Café, que foi oficialmente lançada em 2009 e em 2011 ficou em primeiro lugar na categoria Roteiro Turístico em premiação do Ministério do Turismo. A Rota do Café tem mais de 30 atrativos em 9 cidades, num raio de até 200 km. São pousadas charmosas, restaurantes, fazendas históricas, produtivas, cafeterias. Desde 2012 o café do Norte do Paraná possui Indicação Geográfica de Procedência (certificação internacional que garante origem, processos de produção e características sensoriais dos cafés). Basicamente isso significa que o café dessa região possui características exclusivas e não pode ser encontrado em nenhuma outra parte do mundo. No Brasil, apenas o Cerrado Mineiro e a Serra da Mantiqueira (ambos em MG) possuem essa certificação.

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Em fiquei baseada em Londrina e passei três dias desvendando alguns desses lugares. Viajei mais de 700 km nesse tempo, isso apenas dentro do Paraná (e ainda tem a distância entre Niterói, RJ, onde vivo, e Londrina, hein!). E aprendi muito sobre como beber o melhor café! Por exemplo, você sabia que o recomendado é guardar o pó na sua própria embalagem, para manter suas propriedades? E que o filtro de papel tira boa parte da saúde do café, pois retém seus óleos essenciais? O recomendado é usar filtro de pano sempre! Também não se deve comprar café extra forte, pois, ao invés da ideia que nos vendem de que ele nos deixará mais acordado (eu acreditava nisso!!! rsrs), a verdade é que ele apenas está queimado, e com isso perdeu seus óleos essenciais – e boa parte de sua saúde. Quem me ensinou tudo isso foi a querida Cristina Maulaz, da Cafeteria O Armazém, que nos recebeu numa manhã no Museu Histórico de Londrina e deu um show de conhecimento sobre a bebida! Ela utiliza apenas os melhores grãos de café em seu estabelecimento e é uma querida. Quando cheguei ao meu hotel, ela havia deixado em meu quarto um cupcake de cappuccino. Vocês não fazem ideia do que era aquilo!!! Recomendo fortemente prová-lo quando estiverem na cidade – acompanhado de uma boa xícara de café, claro! Ela vende uma Edição Especial dos Melhores Cafés do Paraná, que ganhou o Concurso Café Qualidade 2013. É para beber sem adoçante ou açúcar, hein! Um café de qualidade não deve ser adoçado jamais – Sim, mais um aprendizado nessa viagem (voltei toda metida a barista, hahaha).

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Agora vamos descobrir o que mais a Rota do Café nos reserva? Primeiro vou falar dos atrativos que conheci, dividindo-os por região para facilitar, e depois indico quais são todos os atrativos, como reservá-los, melhor época e etc. Vamos lá!

LONDRINA, PR

Em Londrina me hospedei no Cedro Hotel. Este é um hotel parceiro da Rota do Café e tem instalações ótimas. Meu quarto (o apartamento luxo) tinha um espaço legal, com duas camas (uma de casal e uma de solteiro), um armário, frigobar, ar condicionado, WiFi, TV por assinatura e banheiro bem arrumadinho. O atendimento foi muito bom. O hotel conta ainda com sala de ginástica, sauna, lavanderia. O café da manhã era bem variado, mas sem muitas surpresas.

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Mas quero destacar a refeição que fiz lá no primeiro dia. Cheguei lá num horário ruim (às 16h) e a cozinha do restaurante estava funcionando. Oba! Optei pela meia porção de espaguete a bolonhesa, sem muita expectativa, com aquele pensamento de “vou pedir algo fácil e que não tenha erro!”. E, rá!, me surpreendi. Estava delicioso! E muito bem servido. Podem contar com a cozinha de lá, não é daquelas insossas apenas para o hóspede ter uma opção prática de comida. Apesar de simples, eles têm um tempero especial. Um ponto negativo do hotel: não tinha elevador.

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Depois da dica de onde ficar, vamos às dicas dos atrativos da Rota do Café dentro de Londrina. Lá eu conheci o Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss. É lindo, novíssimo e é o local ideal se você quer saber TUDO sobre a história do desenvolvimento do café no Norte do Paraná. É super completinho, com direito a um guia para nos mostrar os detalhes de lá – e a entrada é gratuita.
Se você tem interesse no assunto, reserve no mínimo uma hora para percorrê-lo com calma. Logo na entrada fica uma locomotiva restaurada que rende várias fotos lindas. E na parte de trás uma plantação de café, onde você poderá conhecer as ferramentas utilizadas em seu cultivo. O casarão como um todo é lindo, preservando sua influência inglesa da época da colonização.

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Em Londrina também conheci alguns dos cafés servidos na Cafeteria O Armazém, como comentei na abertura desse post. A barista Cristina Maulaz utiliza apenas os melhores grãos de café do Paraná e sabe tudinho sobre a bebida, portanto espere por xícaras e mais xícaras de café da mais alta qualidade – e por histórias contadas pela própria Cristina, por doces maravilhosos, por um ambiente acolhedor. Ela prepara ainda oficinas de cafés especiais para quem deseja se aprofundar no assunto.

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Aliás, esse foi um detalhe que me chamou muito a atenção em todos os lugares que passei: como o povo dessa região é atencioso! Fui muitíssimo bem recebida em cada cantinho e percebi que as pessoas ali têm realmente paixão pelo que fazem. Beijo especial para a Lu, a responsável por nos acompanhar durante essa press trip, que foi uma fofa e que é absolutamente apaixonada por tudo o que envolve a Rota do Café. Pessoas assim fizeram a diferença nessa viagem!

E já que falamos tanto de café por aqui (dá licença que vou dar um gole aqui no meu café gourmet com grãos especiais do Paraná enquanto escrevo para vocês 😛 ), que tal um restaurante com menu preparado especialmente para a Rota do Café? Não, eu não estou exagerando. Sim, tudo levava café. E, acredite, os sabores eram impressionantes. Estou falando do menu especial que o Brasiliano Bar & Cozinha preparou, e que conta com preciosidades como ceaser coffee salad, fettuccine ao cappuccino de funghi, risoto expresso de lombinho e queijo coalho, brownie com calda de chocolate e café. Que experiência mágica! Destaco aqui o risoto (não nego minhas raízes italianas) e o brownie (não nego minhas raízes gordinhas). Hahahaha…

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Fora a comida, o ambiente do Brasiliano é delicioso. Tudo muito bem decorado e de muito bom gosto. Talvez um dos melhores restaurantes da região. E o atendimento também foi 10! Acho esse Menu um dos Must Go da Rota do Café,  pois é uma experiência realmente diferente e que tem tudo a ver com a proposta do roteiro.

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IBIPORÃ, PR

Esta é uma cidadezinha super fofa de apenas 50 mil habitantes que está a 15 km de Londrina. Há ônibus que levam até lá e também é bem fácil chegar de carro. Lá conheci o Museu do Café de Ibiporã, pequeno e simples, mas de um cuidado que chama a nossa atenção. É o único patrimônio da cidade e tombado pelo IPHAN – e sua entrada é gratuita. Ele traz fotos e histórias de como se iniciou o cultivo de café na região e o mais legal é que vários dos objetos são doações dos próprios moradores, que quiseram colaborar com a iniciativa e enriquecer a história da cultura cafeeira do Paraná.

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Logo atrás do museu passam os trilhos do trem, já que ali funcionava o Terminal Ferroviário da Cidade.

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E bem ao lado está o Centro de Artesanato de Ibiporã, onde me encantei com as bonecas vestidas com temáticas de café, além de outras lembrancinhas, como panos de prato, chaveiros, quadros. Tudo feito com muito charme, uma ótima oportunidade para comprar souvenirs 🙂

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Ibiporã também possui um Circuito Cultural, que inclui um roteiro que pode ser realizado a pé mesmo. Fazem parte dele o Cine Teatro Padre José Zanelli, um Museu de Esculturas ao Ar Livre e a Igreja Nossa Senhora da Paz (que recebeu muitas doações dos produtores de café e é toda ornamentada pelo artista sacro Henrique de Aragão, que viveu por muitos anos em Ibiporã).

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No Cine Teatro Pe. José Zanelli assisti a uma peça de teatro infantil e a um espetáculo de dança com diversos ritmos. E me impressionei com a estrutura do teatro e a competência dos atores e dançarinos! Sou de cidade pequena, no interior do Rio, e sei como é difícil ver esse investimento em arte e cultura. Os idealizadores estão de parabéns por proporcionar esse desenvolvimento ao povo local, e, consequentemente, aos turistas, que têm à sua disposição um teatro de primeira. A peça de teatro a que assisti falava sobre a importância do café, e não tinha nada de caricato ou chato, apesar de ser direcionada ao público infantil. Já o espetáculo de dança era empolgante, gostei muito de participar desse momento. Realmente recomendo uma visita ao teatro. Abaixe as expectativas, não espere por uma apresentação no estilo Bolshoi e, prometo, você não se arrependerá.

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ROLÂNDIA, PR ~ POUSADA RURAL MARABU

A Marabu tem uma proposta super ecológica e com a qual me identifiquei muito. Eles usam apenas produtos orgânicos, prezam por uma alimentação vegetariana e mantêm uma fazenda linda e aconchegante (quantas vezes já usei essa palavra nesse post?). A árvore frondosa que nos dá as boas-vindas já mostra que estamos chegando a um lugar de paz e descanso. A Marabu funciona desde 2006 no município de Rolândia, a 22 km de Londrina, e fica em meio a uma área verde de 72 mil metros quadrados, com trilhas, cachoeiras, muitas frutas.

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Seu proprietário, o suíço Adrian Saegesser, buscou manter as características antigas da fazenda. Além disso, a Marabu participa da WWOOF, uma organização mundial com mais de 99 países envolvidos e milhares de viajantes e propriedades filiadas. Achei a ideia bem ousada e promissora. Propriedades filiadas, como a Marabu, recebem jovens viajantes do mundo inteiro, que desejam conhecer o Brasil de uma forma diferente “aprendendo, fazendo e participando”. Basicamente eles ajudam com trabalhos diários e em troca recebem hospedagem gratuita. Cada um colabora com suas próprias habilidades, beneficiando um intercâmbio cultural entre todos. (Quem já quer viajar assim, levanta a mão! o/ Hahahaha)

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Ah, e se você quiser levar um pouquinho do sabor da Marabu para casa, eles têm produtos artesanais e orgânicos, como geleias, patês, licores, sucos, compotas – tudo feito sem colorantes, conservantes químicos ou aromas artificiais. As opções que a Marabu oferece para lazer são café rural, o almoço, um day use com educação ambiental e trilhas. Livre-se de qualquer preconceito com comidas vegetarianas e se jogue no almoço com lasanha de berinjela, feijão azuki, batata com molho de café, salada de feijão fradinho e… Adivinhe! Trouxinhas de urtiga recheadas com farofa de cenoura. Sim, eu comi. E não morri! Rs.. Bom demais, adoro experimentar comidas diferentes.

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RIBEIRÃO CLARO, PR ~ FAZENDA MONTE BELLO E RESTAURANTE MICHELLA SERV

Dessa vez eu fui longe! Viajei mais de 200 km, a partir de Londrina, até a Fazenda Monte Bello, que fica perto de Ribeirão Claro, já na divisa com São Paulo. E faria todo o trajeto novamente. A Monte Bello é um primor, fundada no início dos anos 1900 e com instalações muito bem cuidadas e de qualidade. A Monte Bello também é uma grande produtora de noz macadâmia e lichia e tem geleias e compotas deliciosas.

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Foi maravilhoso caminhar em meio à floresta da propriedade, ainda mais quando me deparei com uma figueira de mais de 300 anos. Ótimo para fazer uma caminhada através da trilha ecológica guiada, principalmente após experimentar o típico café rural oferecido por eles – onde tudo é delicioso e fica difícil não repetir o pãozinho com geleia caseira. Ah, e em dezembro ainda rola um “colhe-paga” de lichias na fazenda. Já fiquei com vontade de voltar… (Amo lichia!).

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Na volta para Londrina, paramos para almoçar no Restaurante Michella Serv (não me julguem por ainda conseguir almoçar após um café completíssimo desses! Estava apenas seguindo a programação da press trip e garantindo os quilinhos a mais que ganho em qualquer viagem, rs). Ele fica na estrada que liga Ribeirão Claro a Londrina. É simples, mas oferece uma comida no fogão a lenha deliciosa. Achei ótimo para uma refeição rápida entre um atrativo turístico e outro. Lá ainda experimentei um refrigerante local chamado Fabiane, fabricado desde 1930 em Ribeirão Claro e a base de guaraná. Não bebo refrigerante há mais de três anos, mas não resisto a experimentar comidas e bebidas regionais. Não sei se meu paladar desacostumou, mas achei beeeem doce.

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SANTA MARIANA, PR ~ FAZENDA PALMEIRA

Essa preciosidade abriga nada menos (aliás, até mais) do que 200 hectares de plantação de café. Parece não ter fim… A Palmeira é mais uma fazenda histórica linda da Rota do Café e fica no município de Santa Mariana, a 90 km de Londrina.

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O encantamento já começa na estrada que leva até a fazenda, que passa por um túnel de bambus lindo. Na Palmeira são produzidos cafés comerciais e também os especiais, destinados a consumidores mais exigentes. Aliás, o café deles ganhou o prêmio Cup of Excellence 2013. É delicioso e dispensa ser adoçado (juro que não é papo furado).

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Fundada por empreendedores suíços e de grande valor histórico e social para a região, ela mantém até hoje os hábitos de preservação ambiental e ações sociais. Por ali há uma capela fofa, cultivam-se flores tropicais e, mais recentemente, deu-se início ao artesanato com taboa. É uma fazenda para se passar o dia, degustando um delicioso café colonial, com sucos de frutas curiosas e geleias surpreendentes. O bolo de cappuccino também é um fenômeno! Adoraria voltar a esta fazenda, onde o cafezal me encantou por sua grandiosidade.

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ENFIM…

Imagino que vocês tenham se encantado através de algumas fotos da Rota do Café – assim como eu voltei impressionada e falando de lá para um monte de gente. Acho muito importante valorizarmos nossa cultura brasileira, divulgar destinos interessantes e apoiar iniciativas bem articuladas que exaltem nossas belezas e recursos naturais. Achei a estrutura da Rota do Café, mesmo sendo tão recente, bem implementada e todos os profissionais estavam preparados para receber o turista – diferente de alguns destinos lindos, porém infelizmente com serviço amador que a gente vive indo por aqui, sabe? Meu único alerta aqui é: prepare-se para ganhar uns bons quilinhos. E seja feliz! 🙂

INFORMAÇÕES COMPLETAS DA ROTA DO CAFÉ

Atrativos:
– Agroindústria: Artesanu Agroindustrial, Casa Muller, Itamaraty, Pousada Rural Marabu, Sítio Morada do Sol
– Agronegócio: A. Rural Corretora de Café, Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina, Embrapa Soja, Fazenda Palmeira, Fazenda Terra Nova – Café Terrara, Iapar
– Artesanato e Cultura: Casa da Boneca – Arte & Decoração, Centro do Artesanato de Ibiporã, Circuito Cultural de Ibiporã, Livraria da Silvia
– Cafeterias: Dual, O Armazém
– Educação Ambiental: Casa Muller, Embrapa Soja, Fazenda Palmeira, Fazenda Platina, Parque Estadual Mata dos Godoy, Pousada Rural Marabu
– Fazendas: Monte Bello, Palmeira, Platina
– Hospedagem: Fazenda Monte Bello, Fazenda Platina, Pousada e Restaurante Victor, Pousada Rural Marabu, Pousada Ruvina
– Museus: Museu do Café de Ibiporã, Museu Histórico de Londrina, Museu Sociedade Rural do Paraná
– Restaurantes: Brasiliano Bar & Cozinha, Chácara Xororó, Kisaki Restaurante & Café, Pousada e Restaurante Victor, Recanto Dá Licença, Restaurante Michella Serv, Restaurante o Casarão

Como reservar: Entre em contato com uma das sete agências especializadas e credenciadas da Rota do Café clicando aqui. O passeio pode ser tanto personalizado, como se encaixar em uma atividade previamente programada.

Duração do passeio: pode levar de uma tarde apenas a uma semana inteira – depende dos seus interesses e disponibilidade. Eu visitei esses lugares que contei em três dias, mas foi uma correria louca para dar conta de tudo! Se quiser repetir os mesmos passeios, indico pelo menos quatro dias para poder curtir com calma.

Dá para fazer por conta própria?: Dá e não dá. Alguns dos atrativos que você pode fazer sozinho são ir à cidadezinha fofa de Ibiporã (onde há museu, casa de artesanato e um circuito cultural), ao Museu Histórico de Londrina, aos restaurantes Brasiliano e O Casarão, às cafeterias Dual e O Armazém. Tudo isso é simples de fazer, tanto de carro como de taxi/transporte público e sem necessidade de efetuar reserva, mas recomendo que se hospede na cidade de Londrina para ter fácil acesso a todos estes locais. Já para conhecer uma das fazendas, indico pesquisar bem sua localização para verificar se é fácil chegar por conta própria ao local (ainda falta sinalização nas estradas). E, caso resolva ir por conta própria, faça sua reserva com um mínimo de dois dias de antecedência.  É que a maioria dos produtos são feitos no próprio local e os proprietários precisam de algum tempo para se organizarem para receber o turista.

Boa notícia aos viajantes independentes: O SEBRAE-PR está planejando uma estrutura para auxiliar o turismo auto-guiado, bem como pretende lançar um aplicativo da Rota do Café, o que ajudaria bastante quem deseja explorar o destino por conta própria.

Melhor época: A qualquer época do ano a Rota do Café está preparada para receber o turista em qualquer de seus atrativos. No entanto, vai da última semana de maio à primeira de agosto a época em que é possível ver os grãos nos pés de café.

ATENÇÃO LEITOR: Visitei a Rota do Café junto a um grupo de blogueiros e jornalistas a convite do SEBRAE-PR, que arcou com passagens aéreas, hospedagem, refeições e atrativos turísticos. Também estiveram lá comigo os blogueiros da ABBV Fábio Pastorello, do blog Viagens Cinematográficas, Renata Luppi, do blog Mala Inquieta, Letícia Biccas, do blog Giros Por aí, e Tatiana Dornelles, do blog Destino Mundo Afora. No entanto, qualquer relato feito aqui no blog reflete com transparência minhas impressões sobre o local visitado.

Clique aqui para ver matéria que saiu no G1 sobre nossa visita à Rota do Café e para a qual deu uma rápida entrevista.

Carla Boechat é jornalista, mestranda, curiosa que só, carioca da clara, inquieta e turista por vocação - e criação. Sempre com a mochila e um sorriso prontos, aposta que toda estrada pode esconder uma dica em potencial. E aqui é assim: se ela foi e gostou, virou post!

Discussion2 Comentários

    • Nini, eu nunca imaginava fazer essa viagem aqui no Brasil! Me surpreendeu MUITO e eu espero um dia voltar para conhecer as outras fazendas históricas que eu não tive tempo de ir. É uma parte da nossa história, né. E além da parte cultural, a gastronômica é tipo: Uau! Hahaha Engordei bons quilinhos nos 3 dias em que fiquei lá 😛

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