Roteiro de 2 dias em Budapeste: o que fazer, onde ficar, o que comer e beber, quanto custa?

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Já falei por aqui que Budapeste, capital da Hungria, foi uma das minhas cidades preferidas nesse roteiro que fiz de Zagreb x Budapeste x Bratislava x Viena x Praga (nesse post aqui conto mais detalhes desse itinerário). Cheguei lá de ônibus vindo de Zagreb, na Croácia, após cinco horas de viagem.

Budapeste é cheia de vida, é linda, é rica em histórias, tem uma noite incrível. E já foi considerada pela revista Forbes como a nona cidade mais bonita do mundoEu me apaixonei. Fiquei lá apenas duas noites, mas queria ter ficado, no mínimo, três. Eu fui embora com um gostinho de quero mais, de que ainda faltou explorar muita coisa.

Vamos conhecer um pouco mais da cidade?

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O QUE FAZER

Cheguei a Budapeste já à noite, então só passei no hostel e a segunda parada foi conhecer os famosos Ruinpubs de lá. Não faz ideia do que seja isso? Eu também não fazia. Numa tradução minha, são lugares que parecem um ferro velho com uma decoração sem sentido, mas super animados e frequentados por uma galera cool que só quer tomar umas e se divertir. Hehehe Esses Ruinpubs estão virando tendência em Budapeste já há alguns anos, e na verdade são Pubs em prédios bem antigos, com uma decoração irreverente e que bombam.

O ruim é que muitos só abrem na alta temporada (um pouco antes, durante e um pouco depois do verão). Como fui lá no final do outono, alguns já estavam fechados. Mas o pioneiro deles (e meu Pub preferido em Budapeste) estava aberto, o Szimpla kert. O lugar é muito lou-co! É tipo uma galeria meio a céu aberto, com vários bares dentro dela. O segundo andar parece um labirinto. Alguns bares são mais especializados em vinho, outros em cerveja, outros em comida, outros em narguilé (uma galeeeera lá estava fumando narguilé). Você compra sua bebida em algum balcão e se senta em uma mesa (se ainda tiver lugar). Ou em um carro (!!!). Hahaha Sim, na parte dos fundos do Szimpla tem um carro todo estilizado que foi transformado em mesa. Eu achei esse lugar sensacional.

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Hahaha esse é o bar dos narguilês – reparem no pescoço do bicho 😀

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Do Szimpla, fomos para o Instant, outro Ruinpub mas com mais cara de noitada. Dizem que é o maior Ruinpub de Budapeste. E, para não perder o costume, é mais um labirinto louco. Numa sala você entra e está rolando night, na outra tem mesa de totó, na outra um espaço grande com um bar e mesas e cadeiras, na outra mais uma night. A ideia é você ir subindo as escadas e se perdendo. Não deixe de reparar nos grafites e nas artes pelas paredes. Nos divertimos muito lá, fizemos amigo do Brasil, da Turquia e até um louco que parecia a cópia daquele chinês de “Se beber não case”. Hahaha.. Sim, Budapeste me surpreendeu nos quesitos diversão e night.

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No dia seguinte, claaaaro que acordamos tarde. E fomos direto almoçar no Étkezde, uma indicação do nosso hostel. Não poderia ser melhor! Local pequeno e aconchegante, comida húngara tradicional excelente e preço ótimo. Chegue até meio dia para não pegar fila, pois eles não fazem reservas e depois disso lota mesmo. Eu comi um prato tradicional húngaro galuska com páprikas csirke. É uma massa com frango e molho cremoso de páprica (e no meu prato ainda tinha champignon!). Já galuska é uma massa feita de pedaços bem pequenininhos, e também é chamada de nokedli. Meu prato era muuuito bem servido e estava ma-ra-vi-lho-so. Para acompanhar, fui de suco de limão (super comum pra gente no Brasil, mas li no blog Janelas Abertas que esse suco era o mais tomado lá, e é verdade, ele está em qualquer cardápio da cidade). Aliás, nesse blog tem várias dicas ótimas de Budapeste. A autora já morou lá e conhece vááários bares legais. Minha conta deu 2300 HUF.

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Depois, foi a vez de fazer um tour pelo lado Buda da cidade, onde fica o Buda Castle e a Matthias Church e com uma vista incrível de Budapeste. Para quem não sabe, Budapeste é dividida pelo Rio Danúbio entre o lado antigo Buda, com suas colinas, e o moderno, chamado de Peste. Eu estava hospedada no lado Peste e atravessei para o Buda andando pela ponte Zséchenyi Lánchíd, ou Ponte das Correntes (Budapeste possui dez pontes, e essa é uma das mais famosas).

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Enquanto Buda mantém a aura aristocrática, com suas construções imponentes, Peste é uma mistura de prédios de linha soviética e outros ainda estragados pela guerra.  Para ir ao Buda Castel não pegamos o teleférico (que custa 1200 HUF só para subir ou 1800 HUF ida e volta e funciona das 7h30 às 22h diariamente). Subimos andando e não foi tão ruim quanto eu imaginava, foi bem de boa.

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De lá, descemos de ônibus para o lado Peste (não foram mais que 10 minutos de busão num trânsito bem chatinho, dava perfeitamente para ir andando, ainda mais que pra baixo todo santo ajuda) e fomos ao monumento Shoes on the Danuber, um memorial idealizado pelo diretor de cinema Can Togay às margens do rio Danúbio em homenagem aos judeus que foram assassinados durante a Segunda Guerra Mundial. Essas vítimas foram obrigadas a retirarem os seus sapatos e logo depois executadas. Seus corpos caíram no Danúbio e foram levados pela correnteza. É forte estar ali sabendo dessa história.

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Dali, mais uns passos e chegamos ao enorme Parlamento, que dizem ser o mais bonito da Europa (o maior fica em Bucareste, capital da Romênia). É lindo mesmo.

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Não fiz a visita guiada, pois nosso tempo era mais curto e ainda queríamos curtir as maravilhosas piscinas de águas termais do Széchenyi Thermal bath, o mais famoso de Budapeste – sabia que a capital húngara possui o maior sistema de água termal do mundo? São cerca de 125 nascentes que produzem 70 milhões de litros de água termal por dia, com temperaturas variando até 58 °C! Fomos para Széchenyi de ônibus. E, acredite em mim, esse lugar é tudo isso que você vê nas fotos sim. Aliás, é muito mais. É muito maior e, além das piscinas a céu aberto, há muiiitas outras internas, saunas, massagens (esses pagos à parte). As fotos no interior não ficaram legais por causa do vapor da água quente.

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Eu fiquei lá umas três horas, mas ficaria fácil um dia inteiro. O clima estava bem agradável, uns 16 graus em temperatura ambiente– no verão deve ser tenso ficar dentro dessas piscinas de água quente. Nas piscinas abertas há jatos de água, tipo um hidromassagem tamanho XXXL. E a parte que eu mais curti é uma no meio da piscina que tem correnteza. Eu chamei de liquidificador humano. É um círculo e, se você entra ali, a própria correnteza te carrega e você fica dando voltas. Muito divertido! Lá é mesmo lindo e é um passeio que você precisa dar um jeito de encaixar na sua visita a Budapeste. Para quem passa o dia lá, eles vendem refeições, sanduíches e bebidas (inclusive alcóolicas), com preços bem tranquilos. O que eu fiquei morrendo de vontade de ir foram as SPARTY, mais especificamente festas no Spa, com DJ, geral nas piscinas e tudo o mais que se pode imaginar. Sério, isso deve ser incrível. Se você já foi ou planeja ir, me conta aqui no blog se é tão maneiro assim mesmo, please! Na baixa temporada, as SPARTY acontecem todos os sábados, mas na alta com mais frequência. Custam a partir d 35 euros por pessoa. Eles têm também uma festa de ano novo (que esse ano vai ser dia 30 de dezembro) que deve ser tu-do-de-bom. Vejam as infos nesse link aqui.

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Dicas básicas para esse passeio ser um sucesso: leve ao menos uma toalha por pessoa (se possível, duas, uma para usar à beira da piscina, outra seca para você se enxugar depois quando for trocar de roupa), coisas básicas para um banho (tipo sabonete, xampu e condicionador), desodorante, pente de cabelo, chinelo de dedo (tanto para andar entre as piscinas, como para tomar banho depois), uma sacolinha de plástico para colocar sua roupa molhada. Lá no Széchenyi Thermal bath tem uns secadores de cabelo horrorosos à disposição, fazem mais vento do que secam de verdade. Eu desisti e saí com meu cabelo molhado. Então se você tiver um daqueles secadores pequenininhos de viagem, também indico levar (caso esteja frio do lado de fora, nada pior que sair com o cabelo molhado assim). Ou então faça como eu: leve apenas uma toalha para duas pessoas, se enxugue com ela meio molhada, não tenha nada pra tomar banho depois, saia com o cabelo úmido e cheio de cloro, sem desodorante e seja feliz sem carregar todo esse peso na sua bolsa Hahaha.. #Fail #NãoIndicoSerComoEu 😛

 

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Olha os senhorzinhos no canto da foto jogando xadrez… <3

Preços Széchenyi Thermal bath: 17,50 euros por pessoa por dia, para ficar lá quanto tempo quiser. O valor do combo ingresso + massagem varia de 33 a 120 euros por pessoa.  Veja as opções de massagem aqui. A vantagem de comprar online é que o uso da cabine individual (para se trocar e deixar suas coisas em segurança enquanto curte as piscinas) já está incluso no preço. Compre seu ticket online aqui. Mas atenção: quem compra online, precisa chegar lá entre 9am e 6pm (e pode ficar até fechar, às 10pm). Portanto, se você for chegar lá depois das 6pm, deixe para comprar na hora.

À noite, quando saímos do Széchenyi Thermal bath, fomos ao bar Durer kert, era mais ou menos perto do spa e fomos andando. Comemos um sanduíche delicioso lá e baratex (2 euros!) e mais tarde ia rolar algum show de rock. Como chegamos lá cedo, ainda estava vazio, mas esse é mais um dos infinitos Ruinpus de Budapeste e era bem grande. Imagino que fique legal mais tarde (a partir de umas 20h).

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Dali pegamos um ônibus e descemos próximo à avenida Andrássy útca. É uma rua de compras com diversas lojas de luxo, como Louis Vuitton, Hermés, Burberry. Depois de lá, adivinhem só!, terminamos nossa noite no Szimpla kert para despedir. Não teve jeito, esse foi o meu Ruinpub queridinho.

Esse foi o mapa do que fizemos nesse dia:

No dia seguinte, antes de partir, tomamos café da manhã no Café Vian (meu hostel oferecia voucher de café da manhã com eles por 5 euros). Você pode escolher entre algumas opções como café continental, americano e outras com omelete. Eu fui no continental e vem uma cesta bem grandinha de pães, frios, geleia, manteiga, uma bebida quente e suco. Meu amigo pediu o omelete com suco e bebida quente. No fim eu comi metade do omelete dele e ele metade dos meus pães Hahaha. Foi um café da manhã mais que completo para depois seguirmos viagem para Bratislava.

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ONDE FICAR

O lado Peste é onde estão mais opções de hospedagem, restaurantes, cafés, lojas. Fiquei em frente à Basílica de Santo Estevão, bem próximo à Ponte das Correntes, e achei a localização perfeita. Eu me hospedei no Pal´s Hostel, que tem dormitórios, suítes e apartamentos. Eu fiquei num dos apartamentos (acomoda muito bem até 4 pessoas, tem mini cozinha toda equipada, é espaçoso), com varanda de frente para a Catedral de Santo Estevão, localização excelente. Falo com mais detalhes dele nesse post aqui.

O QUE COMER E BEBER

Aí em cima já comentei do prato galuska com paprikás csirke, delicioso!

Mas você também encontra Langós em qualquer barraca de rua em Budapeste (ainda não acredito que eu não comi!). Eles chamam de a pizza da Hungria, e é uma uma massa redonda frita coberta com queijo ralado e sour cream. Huuummm!

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Tem também o chocolate Túró Rudi, que eu catei em tudo que foi mercado e não consegui encontrar o danado! O único lugar em que vi foi numa parada do meu ônibus a caminho de Budapeste, mas não comprei lá achando que seria fácil de encontrar depois. Depois me dei conta de que não o encontrei porque ele fica perto de coisas frias nas geladeiras, porque é para comer gelado – e eu sempre buscava nas prateleiras normais. Que arraso! E, sim, esse chocolate só é vendido na Hungria.

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Esse post aqui do blog Janelas Abertas é ótimo para saber tudo o que comer em Budapeste.

E já que falamos de comida, vamos incluir uma bebidinha aqui também, né. Então, quandof em Budapeste, beba Pálinka. É tipo a cachaça deles, é 100% feita de frutas e é foooorrrrrte.

E se quiser tomar cervejas locais, as mais populares são a Dreher, a Arany Ászok e a Soproni.

E se quiser sobre ainda mais bebidas típicas, leia esse outro post do blog Janelas Abertas.

QUANTO CUSTA

Budapeste não é uma cidade cara. 1 euro = +- 300 HUF (Forint, moeda da Hungria). Alguns preços para ter uma ideia:

– quarto compartilhado em hostel: a partir de 6 euros

– 1 cerveja no bar: 700 HUF

– 1 dose de Palinka: 1100 HUF

– ticket de ônibus municipal: 350 HUF cada viagem, ou 1.650 HUF para viagens ilimitadas por 24h

Para fazer sua reserva no Pal´s Hostel, clique aqui.

Para pesquisar hospedagens em Budapeste, clique aqui.

Para pesquisar hospedagens na Hungria, clique aqui.

Atenção, leitor: estive no Pal´s Hostel e no Széchenyi Thermal bath como um convite para conhecer seus serviços e divulgá-los no blog. Não aceito parcerias que não tenham o perfil do blog e sou absolutamente transparente em meus relatos sobre cada um desses lugares. Obrigada pela confiança!

 

 

Carla Boechat é jornalista, mestranda, curiosa que só, carioca da clara, inquieta e turista por vocação - e criação. Sempre com a mochila e um sorriso prontos, aposta que toda estrada pode esconder uma dica em potencial. E aqui é assim: se ela foi e gostou, virou post!

Discussion10 Comentários

  1. Cristine Brambatti

    Adorei seu blog e já anotei todas as dicas para Budapeste Viena e Praga. Moro em Dublin e recomendo que venha visitar a Irlanda é linda.

  2. OI Carla, tudo bem ??

    Me chamo Marco li seu blog e vou fazer esse roteiro, são 25 dias com 23 livres vou entrar por Viena e voltar por Veneza.
    Então seria a principio Viena, Bratislava, Budapest, Zagreb, Liubliana e Trieste , Veneza eu ja conheco e Praga tambem mas penso em voltar porque ficou faltando alguns lugares que fui.,
    Se puder dar algumas dicas de quantos dias em cada cidade ou as que devo ficar mais ou ainda tem alguma outra proxima que mereça uma esticada. O periodo é de 15/08 a 09/09.
    Abraço

  3. Oi Carla, sou Fernando Towata, sou médico residente em ortopedia, e estou tirando minhas férias em Agosto deste ano. Antes das férias e no começo delas foram um pouco corridas, agora que deu uma tranquilizada! Gostaria antes de tudo, te agradecer e muito pela qualidade do seu blog, e das dicas. Grande parte da minha viagem estive me baseando nos seus conselhos. Já estive na Croácia e acabei de chegar de Viena, onde bebi uma cerveja e comi um lanche no 1516, e um joelho de porco com degustação de cerveja no Salm Brau. Tive que voltar uma outra vez no 1516, pois realmente a cerveja de lá é fora de série. A partir de hoje, começo Budapeste, vou ter apenas 2 dias, pois dedicarei 2 dias para o festival Sziget que tá rolando aqui, depois partirei pra Praga, Berlim e por fim, Amsterdã. Grande beijo, obrigado pelas dicas!

    • Ei, Fernando!
      poxa, muito obrigada. Escrevo esse blog com o maior carinho, e fico muito feliz quando as dicas ajudam outros viajantes.
      O 1516 é incrível, né?!? Amei aquele lugar!
      Desculpe a demora em reposnder, estive trabalhando nas Olimpíadas Rio2016 e sem tempo nem mesmo para respirar hehehe
      Mas espero que sua viagem tenha sido maravilhosa. Ainda quero muito ir ao festival Sziget. Depois me conta como foi?? Vale mesmo a pena ir?
      Seu roteiro esteve incrível. Amei todos esses lugares (só em Berlim que estava frio demais quando fui, rsrs)
      Beijos!

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