Viagem em família na França: Paris, Aquitaine e Midi-Pyrénées – com pit stop em Lisboa

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Essa temporada morando no Atacama me trouxe muitas coisas boas. Além de ter tido a oportunidade de vivenciar o dia-a-dia no deserto mais árido do mundo, ganhei muita experiência trabalhando numa das agências turísticas mais antigas da cidade, juntei uma boa grana e, o melhor de tudo, fiz amigos e conheci pessoas incríveis.

Entre elas, uma família carioca super querida e mega viajada. Durante nossos bate-papos diários antes dos tours deles, comentei sobre o blog e acabei descobrindo que a mãe, a Andrea, gosta de escrever sobre suas viagens. Logo abri espaço para ela aqui no Fui, Gostei, Contei, pois eles já fizeram viagens incríveis. Qual não foi minha surpresa em ver que ela mal chegou de volta ao Brasil e já me enviou um roteiro redondinho pela França, super bem escrito e com fotos lindas. Eu adorei! E é claro que não poderia deixar de compartilhar aqui com vocês, para que também se inspirem nos relatos dela.

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Olá, amigos.

Decidi compartilhar minha viagem, pois fomos a lugares lindos, os quais, tenho certeza vão encantar, também, os amigos deste blog.

Para contextualizar, viajamos em três: eu, marido e filho adolescente. Fomos no final de julho/início de agosto, ou seja, plena temporada do verão europeu.

Recebemos convite pra visitar o interior da França, hospedados na casa da família de um amigo. A cidade chama-se Tonneins, é bem pequena, mas próxima de muitos lugares turísticos incríveis.

A França se divide em Regiões, das quais visitamos, além de Paris, que fica na Região de Île de France, as Regiões de Aquitaine (onde fica Bordeaux) e Midi-Pyrénnés (onde fica Toulouse). Estas Regiões, por sua vez, se subdividem em Departamentos, dos quais falaremos mais adiante.

Vamos lá?

Passagens aéreas

O primeiro passo foi comprar as passagens e aqui fiz uma besteira. Seduzida por um preço mais barato, comprei bilhetes aéreos ida e volta Rio de Janeiro – Paris, com parada em Lisboa, pela TAP. Achei besteira, por vários motivos:

Na ida, foi uma chatice passar seis horas mofando no aeroporto de Lisboa. Meu marido queria sair para almoçar fora do aeroporto, mas fiquei com medo de perder o avião e acabamos ficando por lá mesmo.

Na volta, o erro ficou mais visível. Primeiro, tivemos que sair de Tonneins para Bordeaux, de Bordeaux pra Paris, de Paris pra Lisboa e de Lisboa para o Rio de Janeiro. Nem precisa explicar, né? Teria sido bem melhor sair de avião de Bordeaux para o Rio de Janeiro. Além disso, tivemos que passar a noite em Lisboa, o que foi legal por um lado, pois adoramos Lisboa, mas, por outro, jogou a minha economia, definitivamente, por água a baixo.

Paris

Eu e meu marido já conhecíamos Paris, mas nosso filho não. Tentamos, portanto, levá-lo aos lugares que tínhamos gostado mais.

Aluguei um apartamento através do Mon Paris, dica de um amigo. O apartamento, quarto e sala, era, além de confortável, super bem localizado, em Saint Germain. Fizemos muitos passeios a pé, uma delícia. Além disso, podíamos cozinhar em casa e usar o telefone livremente, até mesmo para o Brasil (exceto celulares).

No geral, gostei do serviço deles. Atendem em português e as meninas foram muito solícitas, tanto antes quanto durante a estadia. Só uma coisa me deixou insatisfeita. Havia uma obra na fachada do prédio, com operários passeando na varanda pela manhã. Não pudemos usar a varanda; na verdade, mal deu pra abrir as janelas, a não ser de noite, e mesmo assim com a tela da obra atrapalhando a vista. Pedi um desconto a eles – já que a obra mudava, em muito, o contrato anteriormente feito. Nem me deram resposta.  Uma pena, pois, se não fosse por isso, diria que tudo foi perfeito.

A principal dica de Paris, pra mim, é o Paris Museum Pass.  Esta é a dica das dicas para a Paris. Com o passe, você fura fila em quase todos os lugares e, além disso, acaba entrando em outros que, do contrário, passariam despercebidos.

Outra dica é tentar ir aos lugares mais cheios de manhã, é bem menos lotado.

Por fim, tome cuidado nos pontos mais populares – Torre Eiffel e Montparnasse – e sua estadia na cidade mais linda do mundo, com certeza, será bem tranquila.

Bordeaux

Fomos para Bordeaux de TGV. Como compramos o bilhete com bastante antecedência, conseguimos preços excelentes; na ida, conseguimos ir de primeira classe. Um aviso importante: o site da SNCF é complicado para aceitar cartões internacionais, por isso é importante comprar com antecedência.

Fomos da estação de trem de Bordeaux para o hotel de transporte público. Sempre preferimos essa opção por vários motivos. Primeiro, porque é mais barato; segundo, porque é um atestado da civilização da cidade; terceiro, porque é uma forma de começar a conhecer o lugar, interagir com sua gente e entender sua geografia. O esforço inicial de localização já nos deixa ligados na lógica na cidade e se torna muito útil para o restante do passeio.

Bordeaux tem um sistema muito agradável de VLT (parecido com o que temos no Centro do Rio de Janeiro!) e a passagem é comprada numa máquina, na saída da estação de trem. A nota curiosa é que, a despeito da enorme boa vontade que todos tiveram para nos ajudar com indicações e mesmo na compra das passagens, tivemos que fazer uma baldeação desnecessária, mas que valeu para começar a conhecer essa encantadora cidade.

Nosso hotel (Quality Hotel Bordeaux Centre, reservado pelo booking.com) ficava em um ponto estratégico, na esquina da grande rua de pedestres e de compras (St Catherine), que os moradores locais orgulhosamente anunciam como a maior rua de pedestres que existe. Perto de lá, a uma curta distância a pé, estavam vários pontos turísticos, que não são poucos nessa cidade que já foi das mais ricas da França… Recomendamos muito este hotel, era espaçoso para três pessoas, bem localizado e muito, muito silencioso (as janelas tinham vidro antirruído).

Bordeaux é uma cidade monumento da Unesco e com méritos. Por onde se caminha se encontra beleza e harmonia arquitetônica. Destaque para a imponente Praça da Bolsa (uma das mais lindas que já vimos), a qual, para duplicar sua beleza, a noite é refletida por um espelho d´água na beira do rio. 

Place de la Bourse

Lindas também são as portas medievais, o monumento aos girondinos E o Grand Théâtre de Bordeaux, que fica ainda mais interessante graças a feliz e ousada combinação com uma escultura moderna do catalão Jaume Plensa. Se por acaso você for visitar a cidade fora do verão, fique atento à programação do Grand Théâtre, que é de ótima qualidade para música clássica, ópera e balé.

Porte Cailhau
Monumento aos Girondinos
Grand Théâtre de Bordeaux/Sanna-Jaume Plensa

Há um parque muito agradável (Jardin public de Bordeaux), onde nos deitamos na relva e esquecemo-nos do tempo, cercado de alguns museus. Infelizmente não tivemos tempo de explorar estes museus, mas tivemos informação de que valem a pena.

Jardin Public de Bordeaux

Nossa dica de restaurante em Bordeaux é o indiano Le Taj Mahal, que ficava bem em frente ao nosso hotel. O ambiente era agradável, a comida gostosa e o atendimento atencioso (facilitado pelo fato de que os indianos geralmente falam inglês muito bem). Ah, sim, esta dica parece meio fora de contexto, mas adoramos comida indiana e não perdemos a oportunidade de desfrutá-la, seja onde for.

Seguindo viagem para o campo

Antes de contar nossas aventuras no campo, uma observação geral. Como eu disse no início, fizemos uma viagem muito peculiar, nos hospedando na casa de amigos na campanha francesa, em Tonneins, que fica entre Bordeaux e Toulouse e não é uma cidade turística.  De lá saíamos de carro para os passeios.

Entretanto, é possível montar um roteiro para quem irá visitar a região sem o benefício da “casa de amigos”, porque geograficamente o tour tem uma lógica muito clara: um quadrilátero cujos vértices são as cidades de Bordeaux e Toulouse e os Departamentos de Gers, de um lado, e Dordogne/Lot-et-Garrone do outro. Assim, é possível tomar estes pontos como etapas da viagem.

A partir daqui, fizemos todos os passeios de carro. As estradas são ótimas, mas é necessário pagar muitos pedágios. Tenha sempre dinheiro vivo, são aceitos cartões de crédito, mas somente cartões franceses.

Saint Émilion

No primeiro vértice do roteiro, saindo de Bordeaux, a sugestão é visitar Saint Émilion, que fica a 47 Km, ou seja, numa distância perfeitamente compatível para o bate e volta, sendo necessário passar o dia inteiro. A cidade é linda e caminhar é de novo o método de se conhecê-la e se encantar. Uma boa pedida é beber um vinho local nas ruínas da abadia.

É impossível ir a Saint Émilion e não comprar pelo menos uma garrafa de vinho. Vai a dica: no alto da cidade existe a loja que reúne todos os produtores da região e, além de ofertar uma variedade incrível de vinhos, tem preços bem legais. É uma dica dos locais que vale a pena conferir.

Abadia
Vista Panorâmica Saint Émilion

Aqui vale lembrar uma dica importante para toda a viagem. Os restaurantes melhores fecham quase todos às 14 horas, por isso procure se programar para chegar às cidades a tempo de almoçar.

La Brède – o Castelo de Montesquieu

Ainda partindo de Bordeaux, é possível visitar o Château de La Brède, que fica a apenas 25 Km de distância. Basta uma manhã ou uma tarde para a visita.

Neste lindo castelo, perfeitamente preservado, viveu Montesquieu. O lugar é um sonho, sendo possível fazer uma visita guiada em francês, onde a simpática guia nos explicou tudo da construção e um pouco da vida de Montesquieu. Ah, acho que foi o único castelo que eu vi que tem um fosso de verdade – cheio de água e com acesso por ponte.

Castelo de Montesquieu/Château de La Brède

Departamentos de Dordogne e Lot-et-Garrone

O segundo vértice da viagem é nos Departamentos de Dordogne/Lot-et-Garrone (vide mapa acima).

Como eu disse, me hospedei em Tonneins, mas, se tivesse que ficar em hotel, com certeza escolheria uma das lindas micro cidades (Bastides – ver abaixo) para me hospedar e fazer os passeios. Há muitas possibilidades de acomodações aconchegantes e a preços razoáveis (http://www.dordogne-perigord-tourisme.fr/).

A seguir, explico o passeio que fiz por estas cidades, de carro, começando de manhã e terminado a noite. É importante lembrar que, no verão francês, a noite só cai pelas 20 h, e às 21 h ainda há um pouco de claridade, o que possibilita que o passeio seja bem mais longo. Não é recomendável circular pelas estradas à noite, há perigo de animais selvagens soltos, como javalis. No entanto, durante o dia, se revezam na paisagem vinícolas, castelos e plantações de girassóis. Prepare sua máquina fotográfica!

Marché de Laparade

Antes de tudo, vale lembrar o maravilhoso fim de dia que passamos em Laparade. Assim que nos alojamos na casa em que ficamos hospedados, partimos para o Marché de Laparade, que acontece toda terça-feira, de 07 de julho a 01º de setembro.

Talvez a melhor comparação para explicar este mercado de produtores locais seja uma quermesse. Numa quadra de esportes desta cidadezinha muito pequena, reúnem-se europeus de todas as partes (muito ingleses, holandeses, belgas…), para comer, beber e dançar ao som de música ao vivo. São muitos food trucks e barraquinhas vendendo espetinhos de pato com foies gras, peças de carne local (tudo orgânico, ou bio, como eles dizem) que você escolhe e depois são assadas na sua frente, queijos maravilhosos, frutas, escargots, crepes com recheio de avelã… Há mesas espalhadas e cada um faz o piquenique de acordo com suas possibilidades (trazendo toalhas de mesa, talheres e copos). Depois de algumas horas desse festim gastronômico, até o Michel Teló cantado em um português pra lá de estranho, parecia Tom Jobim. Imperdível.

Marché de Laparade

As Bastides

Nessa área há muito para ver, mas no encantamos com as Bastides. As Bastides são cidades medievais construídas entre os séculos XIII e XIV, planejadas como uma unidade por um só fundador, sendo sua principal característica um mercado central, geralmente quadrado, cercado por arcada coberta.  Existem várias delas e todas as que vimos parecem saídas de um conto de fadas. Para uma pesquisa sobre o assunto, vale visitar o site “Les plus beaux villages de France”.

A primeira Bastide foi Monflanquin. Nenhuma dica é necessária aqui: basta andar pelas ruelas estreitas da cidade, admirar a praça central do mercado, a igreja, as flores nas fachadas das casas.

Saindo de Monflanquin, parada estratégica no Château de Biron, um dos muitos castelos da região. Não entramos, apenas tiramos algumas fotos do lado de fora. A programação era intensa e não queríamos perder o almoço, na próxima cidade.

Château de Biron

Fomos então para Monpazier, onde almoçamos no Bistrot 2. Ambiente agradável, bom preço, comida típica francesa saborosa e vinho de qualidade. Faltou alguma coisa? Para digerir, um passeio pelas lindas ruas da cidade.

Monpazier – Praça do Mercado

Seguimos para La Roque-Gageac, que não é uma Bastide, como as duas anteriores. Também construída na Idade Média e integrando Les Plus Beaux Villages de France, La Roque-Gageac tem como principal característica o fato de ter sido construída na pedra, com casas de um amarelo quase dourado. Devido a sua localização, a cidade também foi um importante ponto de defesa, e ainda podemos ver os vestígios do Fort troglodytique.

La Roque-Gageac

Finalizando este dia, fomos ao Château de Beynac. Construído no século XII, foi sendo modificado ao longo dos séculos seguintes. Não foi possível entrar, pois, como era tarde, já tinha fechado. Mas pudemos tirar fotos de fora e aproveitar a vista, já que o castelo fica bem no alto.

Château de Beynac

Explorando Lot-et-Garrone

Pujols

Pujols é outra Bastide a qual, na verdade, ficava mais perto do lugar onde eu estava hospedada. Também está incluída na lista “Les plus beaux villages de France”. É tão charmosa como as demais, talvez um pouco menor.  No dia que fomos a Pujol, voltamos pra casa cedo e passamos a tarde na piscina. Queríamos descansar um pouco, era sábado e estávamos reservando energia para o jantar especial que fizemos em Agen.

Jantar no Marriotat – Agen

Este restaurante Marriotat – Agen merece um capítulo especial na nossa viagem, por vários motivos. É necessário fazer reserva com antecedência. O lugar é bem concorrido, já que eles ostentam uma estrela no Guia Michelin.

Antes de mais nada, o lugar é lindo de viver, um casarão do século XIX, na cidade de Agen. Optamos pelo menu degustação completo, que vinha com sete pratos. Uma experiência única de sabores, com uma apresentação primorosa. O atendimento foi impecável. Enfim, o tipo de experiência que ajuda a tornar seu passeio inesquecível.

Departamento de Gers

Partimos agora para o terceiro vértice da viagem, no Departamento de Gers (vide mapa acima). O passeio a seguir foi todo feito em um dia.

Fourcès – a Bastide redonda

Neste dia, seguimos inicialmente para Fourcès, que, ao contrário das outras Bastides, tem um mercado central redondo e não quadrado, como as demais que visitamos. É um lugar muito bonito, com murada e fosso na entrada. Acho que, das Bastides, foi uma das mais graciosas que visitamos.

Larresingle

Larresingle, por sua vez, se destaca pela sua murada fortificada, o que torna seu visual muito impressionante e diferente. É uma micro cidade, onde você realmente esquece o tempo.

Condom

Esta cidade é bem maior que as duas anteriores. Seus principais pontos são a Catedral de Saint-Pierre e seu convento. A catedral foi construída no final do século XIV, em estilo predominante gótico.

Perto da catedral existe uma escultura representando os Três Mosqueteiros e D’artagnan, bem interessante e fotogênica. Acho que os personagens de Dumas são da região, mas não propriamente desta cidade.

Almoçamos em Condom um ótimo cassoulet, em um restaurante simples e honesto: Les Mille Colonnes.

Auch

Terminamos o dia em Auch, onde tivemos a sorte de assistir a um concerto de órgão na Cathédrale Sainte Marie D’Auch, cuja construção perdurou por dois séculos.
Dá pra entender porque demorou tanto, pois a catedral é realmente enorme, com uma arquitetura complexa.

Toulouse e adjacências

Partimos agora para o último vértice, em Toulouse. Esta é uma cidade muito diferente das demais; com suas construções, em usa maioria, de tijolos, é conhecida como a cidade rosa.

Recomendamos passar alguns dias hospedado em Toulouse, pois de lá dá para fazer vários passeios, além de explorar a cidade em si, que é bem interessante e conta com bons museus.

Um ponto negativo foi que, como já era agosto, muitas das lojas estavam fechadas. Geralmente não compramos quase nada em viagens, mas sempre é mais animado ver o comércio aberto.

Albi

Albi fica a 77 Km de Toulouse, ou seja, um ótimo bate e volta. É um lugar especial e singular. Os dois pontos imperdíveis são a Catedral de Albi e o Museu Toulouse-Lautrec.

Depois de ter ido a tanta igreja, ainda tem graça visitar mais uma? Pois é, a Cathédrale Sainte-Cécile é diferente de todas as outras. É a maior catedral de tijolos do mundo, construída como uma casa forte. Suas paredes são grossas e as janelas muito altas, para proteger quem estivesse no seu interior de ataques inimigos. O interior é todo decorado com mural de pinturas.

Só a catedral valeria a visita a Albi, mas essa linda cidade ainda tem o Museu Toulouse-Lautrec. O famoso pintor nasceu em Albi. O museu foi instalado no Palais de la Berbie, que era o antigo palácio onde morava o bispo, um imponente forte, cuja construção terminou no final do século XIII. No final da visita há um lindo jardim em estilo francês, onde podemos tirar fotos panorâmicas da cidade.

Cathédrale Sainte-Cécile

Jardim do Museu Toulouse-Lautrec
Vista panorâmica de Albi

Nosso almoço em Albi foi especial, no L’Epecurien e também merece destaque. Escolhemos o menu do almoço e não poderia ser mais perfeito. Todos os pratos eram deliciosos. O atendimento foi excelente, o garçom/sommelier extremamente gentil e paciente para explicar os pratos, mesmo com o restaurante cheio. Gostaria de poder voltar muitas vezes para experimentar todo o menu! Este restaurante é recomendado em guias gastronômicos e turísticos, inclusive no Michelin. É necessário fazer reserva para conseguir lugar.

Final da viagem – pit stop em Lisboa

Como eu expliquei acima, fiz uma epopeia voltando pra casa. De Tonneins peguei o trem para Bordeaux, onde pernoitei perto da estação de trem, no Ibis Budget Bordeaux Gare Saint Jean. Um Ibis é um Ibis, ainda mais budget. Serviu ao meu propósito: pequeno, limpo, em ordem.

De Bordeaux peguei o trem para Paris e de Paris, avião para Lisboa, onde passamos uma noite, hospedados no Orange 3 House BB (reserva pelo booking.com). Escolhi este BB por ser localizado no Bairro Alto, um lugar que nós ainda não tínhamos explorado bem em Lisboa. Achamos muito bom para nosso grupo de três, com pequenos quartos separados. O café da manhã, incluído no preço, era muito bom e fomos muito bem atendidos. Eles indicam taxistas excelentes, que nos cobraram um preço ótimo para traslados ida e volta do aeroporto e, se a pessoa quiser, também levam para passeios. Prometi que ia indicar o nome dele aqui: Sr. Carlos Carrilho, carloslanzinha@gmail.com, tel. + 351 96 431 76 47.

Voltamos para casa com um gostinho de quero mais, pois essa região ainda tem muitos outros lugares que não tivemos tempo de ir. Esperamos poder voltar outra vez.

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Andrea, muito obrigada por compartilhar conosco a viagem de vocês! Foi realmente inspirador!

Para pesquisar hospedagens em toda a França, você pode clicar aqui.

E também pode ler aqui no blog mais sobre Paris, pelos relatos da Gisele, que morou lá por cinco meses:

Dicas de Paris por uma insider – Parte 1: pontos turísticos

Dicas de Paris por uma insider – Parte 2: gastronomia

Dicas de Paris por uma insider – Parte 3: vida noturna

E tem beeeem mais posts sobre a Europa aqui no blog (mais de 20 países visitados por lá!). É só ir na aba “Europa” lá em cima 😉

Carla Boechat é jornalista, mestranda, curiosa que só, carioca da clara, inquieta e turista por vocação – e criação. Sempre com a mochila e um sorriso prontos, aposta que toda estrada pode esconder uma dica em potencial. E aqui é assim: se ela foi e gostou, virou post!

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