Caminho da Luz, Minas Gerais – Dias 1 e 2

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Gosto muito de escrever enquanto ainda estou no calor da viagem, porque assim a memória fica mais viva e me lembro melhor de cada história. E quantas estou vivendo aqui em Minas Gerais enquanto percorro o Caminho da Luz!

Você pode ler mais sobre esse percurso no post Caminho da Luz, Minas Gerais – preparação para o Santiago de Compostela brasileiro. Mas, num resuminho, essa é uma rota de peregrinação na zona da mata mineira que percorre cerca de 195km e pode ser feita em 7, 8 ou 9 dias a pé, saindo de Tombos e chegando a Alto Caparaó.

Estou fazendo esse percurso com o apoio da Rastros de Luz, agência oficial do Caminho da Luz há mais de dez anos. O pacote inclui a inscrição para o caminho, acomodação para nove noites, café da manhã e jantar todos os dias, um lanche no meio do percurso, dois guias, transporte de carro das nossas bagagens, ingresso para entrar no Parque Nacional do Caparaó, um guia para acompanhar a subida até o topo do Pico da Bandeira, um cajado, uma blusa oficial do Caminho da Luz. É um luxo! Custa R$1800 por pessoa, mas eles também oferecem pacotes mais enxutos e baratos.

Começamos nossa peregrinação em Tombos e seguimos por sete dias até chegar a Alto Caparaó, passando por lugares lindos e conhecendo pessoas incríveis. A cada dois dias fiz um diário de como foi nossa rotina durante o Caminho da Luz, ehoje vou contar como foram os dois primeiros dias.

DIA 1

Um dia antes de iniciar a caminhada, cheguei em Tombos de madrugada após uma longa viagem de ônibus desde o Rio de Janeiro (foram cerca de 8 horas e meia viajando) e me hospedei no Hotel Serpa – onde são feitas as inscrições para a credencial do Caminho da Luz (R$120 por pessoa). O hotel fica bem ao lado da rodoviária, numa localização excelente. Tombos é uma cidade pequenininha, mas o povo de lá parece animado! Rolou muito sertanejo e arrocha na rua até altas horas da madrugada. Um atrativo nada convidativo para quem precisa madrugar às 5h30 da manhã para começar toda a caminhada. Mas, como eu estava bem cansada, logo dormi.

O Hotel Serpa é bem simples, como são a maioria das acomodações durante o trajeto do Caminho da Luz. Fiquei sozinha num quarto, com banheiro compartilhado no corredor. Mas eles também possuem o que chamam de apartamento, com banheiros nos quartos.

No sábado, primeiro dia do Caminho da Luz, acordamos cedinho e fui conhecer o resto do grupo que faria o percurso comigo. Tinha gente de Brasília, do Mato Grosso, de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio. Uma turma boa e animada! Gente super graduada em peregrinações pelo mundo. Outros iniciantes como eu. Mas todos com uma vontade de vencer juntos aquele desafio e com sede de estrada.

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Mal tomamos nosso café da manhã no hotel e nos mandamos para a rota. 24km nos esperavam. E o dia estava lindo de morrer! Com um céu azul incrível, poucas nuvens, um calor na medida.

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Os primeiros 20km foram relativamente tranquilos. E foram quebrados com um lanchinho top no meio do caminho, com direito a uma barraca para aliviar o sol, banquinhos pra descansar a perna e muitas comidinhas gostosas (quando se fala em comida, Minas Gerais não brinca em serviço). Frutas, granola, iogurte, suco, café, aipim, inhame, melado, mel, bolo de açúcar mascavo, biscoitinhos. O Rodrigo, um dos guias, me indicou experimentar inhame cozido com melado. Nossa mãe do céu! Ô trem bão demais! Deu uma energia boa pra seguir caminhada.

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Mas os últimos quase 5km que faltavam judiaram. Era uma subida íngreme, cansativa, com muito mato. Mesmo com o tempo já mais nublado, o suor respingava. Errei o caminho por três vezes. Esse ir e voltar cansou mais ainda. Eu ia procurando e seguindo as setinhas amarelas que indicam o percurso a ser feito. Quando cheguei lá no alto, sem fôlego e com as pernas bambinhas, avistei a gruta da Pedra Santa. Para chegar perto da santa, tinha uma escada. Ou um morro. Meu corpo pedia pra eu fingir que não li a placa e seguir em frente. Minha mente falou mais alto e quando eu vi, já estava subindo as escadas.

Vale a pena o desvio mínimo para ir até ali. Você verá uma estátua de Nossa Senhora de Lourdes abençoando uma peregrina. E logo atrás uma gruta conhecida por sua força energética, que proporciona um sentimento de profunda paz e onde antes era um altar de espiritualidade e religiosidade. Soube que todos os anos no terceiro domingo de Julho há uma grande celebração ali que atrai muuuuitos fiéis.

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Fiz a minha oração e segui em frente, sabendo que a próxima cidade, Catuné, estava próxima.

Quando cheguei lá, me lembrei que não sabia o nome da minha hospedagem. E havia esquecido de perguntar para o pessoal da agência o que eu deveria fazer, para onde ir, quem procurar. Fui andando meio sem rumo e sem saber o que fazer, procurando os outros caminhantes do meu grupo.

Até que duas senhorinhas me chamaram. Perguntaram se eu era peregrina. E me mostraram uma mesinha ao lado delas com suco fresco, café, bolos, bolinho de chuva. Falaram para eu me servir à vontade, pois era tudo preparado para esperar os peregrinos. Perguntou como havia sido meu dia, batemos uma prosa. Ao final, perguntou meu nome, conferiu uma listinha que ela tinha em mãos, e me disse. “Ah, você é a Carla! Hoje você vai dormir na casa da Dona Eva. Sua mochila já está lá te esperando. Fica logo ali, peraí que meu netinho vai te acompanhar até lá”. Que organização! O carinho com que fui recebida chamou minha atenção. E saber que eu não precisaria me preocupar com nada, pois a agência estava organizando TUDO para mim foi um afago na alma. Principalmente depois de um dia cansativo como aquele.

Cheguei à casa da Dona Eva e ela era uma querida. Me ofereceu uma água gelada, mostrou meu quarto, que dividi com outras duas peregrinas do meu grupo, bateu um papo comigo . O povo em Catuné adora uma prosa! E acho que a origem indígena do nome do lugarejo tem um quê de culpa nisso: Catuné significa “pessoa que fala bonito”. Tomei banho, descansei um pouquinho e logo me mandei pra pracinha onde tem Wifi de graça. Mais uma surpresa agradável! Catuné tem só 3 mil habitantes e tem Wifi de graça na praça. É pra matar de emoção essa blogueira viciadinha em internet cujo celular, da Oi, não pegava em nenhum trecho até então!

Com a Dona Eva na porta da nossa acomodação em Catuné
Com a Dona Eva na porta da nossa acomodação em Catuné

Dali fomos jantar em grupo e a senhorinha que nos recebeu era daquelas que dá vontade de pegar pela mão e levar pra casa, de tão amável. A comida estava deliciosa e com a sustância que precisávamos. Arroz, feijão, macarrão, aipim frito, carne de panela, sobrecoxa de frango, muita salada, suco de manga. E, de sobremesa, doce de mamão, queijo minas e arroz doce. Repus todas as energias gastas ao longo do dia – e mais um pouco!

Me chamou a atenção uma coisa que a Dona Dulce, a senhorinha, nos contou durante o jantar. Ao perguntarmos sobre como era a vida ali, ela disse que era simples, mas muito alegre. “Não há ninguém muito rico, mas também não tem ninguém na miséria. E, quando sabemos que alguém está em dificuldades financeiras, todos se unem para ajudar, por exemplo fazendo um bingo para arrecadar dinheiro”, contou, calmamente. É muito bom ouvir isso no Brasil, um país onde a desigualdade social é absurda. E numa época em que vemos tanta gente querendo passar por cima das outras para se dar bem.

Dali, voltamos para a pracinha. Estavam montando uma mesa com caixa de som e por alguns minutos pensamos que fosse começar um forró ou algo do tipo – afinal, era sábado! Mas que nada. Adivinhe só o que era… Um bingo! Quando nos ofereceram uma cartela, nem titubeamos. Cada um comprou uma, por R$2 cada, pegamos palitinhos para marcar os números e esperamos começar. Nisso me lembrei de perguntar qual seria o prêmio (me empolguei tanto que comprei uma cartela sem nem saber para o que era). Me responderam: se for terna, uma garrafa de Coca cola de 2 litros. Se for quadra, uma bandeja de coxinha. Se for quina, uma bandeja se sobrecoxa de frango.  “Ah, fala sério. Tô perguntando sério, po!”, retruquei, rindo. Era sério. Rimos demais nos divertindo lá. E uma das nossas peregrinas, a Cely, ganhou o frango. É mole! Mas precisou deixar por lá porque.. Enfim, ninguém aguentava comer mais nada, né!

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Bingo vai, Bingo vem, o cansaço se achegou. Cada um se espalhou para suas casas. Antes de dormir, a Dona Eva, minha anfitriã, veio oferecer uma pomada para dor que ela tinha. Disse que era excelente, e que ela usava muito. Passei na panturrilha e massageei um pouco. Estava bem dolorido. Fiquei pensando em que hotel alguém me ofereceria aquilo sem eu nem mesmo pedir. E ali, no meu quartinho simples, na minha cama de colchão mole, com o cobertor velhinho, dormi como um anjo.

DIA 2

Antes das 5h30 minhas companheiras de quarto já estavam de pé. Lá fora ainda estava friozinho e isso impediu que nossa roupa, que lavamos no dia anterior, tivesse secado. Começamos a nos arrumar e às 6h30 já tomávamos café da manhã lá na casa da Dona Dulce novamente. Lá carimbei a minha credencial do Caminho da Luz comprovando mais uma etapa concluída e segui caminho.

O dia prometia ser mais cansativo. Apesar da distância um pouco menor, cerca de 19km, havia muuuuita subida e descida. Num trajeto bem descampado. E, àquela hora, o friozinho da madrugada já tinha dado lugar a um sol de lascar.

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O dia foi longo. Mas não foi tão cansativo porque tive a companhia da Zezé, uma veterana dos caminhos de peregrinação e com quem estou aprendendo bastante. A começar pelo ritmo dela. Com problema no joelho, ela anda mais devagarzinho. É a desculpa perfeita para eu desacelerar meu passo sempre rápido, descansando mais e curtindo o visual. Ela já fez o Santiago de Compostela, o Caminho do Sol (em São Paulo), o Caminho da Fé (em SP também), o Caminho Franciscano da Paz (na Itália) e se bobear mais alguns outros que nem me lembro. E todos tatuados na perna dela, para se lembrar de cada percurso e aprendizado. São momentos de reflexão. Ela me contou que volta desses caminhos com a mente esvaziada. E concordo com ela. Parece que a nossa mente se abre para pensar mais.

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No meio da nossa rota, cruzamos com o Ian, um menino novinho que estava fazendo o Caminho da Luz sozinho. Trocamos umas palavras rapidinho e cada um seguiu seu caminho, ele um pouco mais à frente. E a Zezé comentando “ele está mancando, olha a perna esquerda dele, ele está puxando a perna esquerda”. Eu nem tinha reparado, mas estava mesmo. Coitado, ainda no segundo dia de caminhada e já mais debilitado.

Quando deu, nos aproximamos dele e ela perguntou se ele estava com bolha no pé. Ele disse que não, que era na verdade uma tendinite antiga no joelho que estava voltando a incomodar muito. Já havia tomado remédio, mas não resolveu de nada. A Zezé disse que tinha uma joelheira muito boa, que dava maior apoio, e ofereceu a ele. No que ele aceitou, ela se abaixou, levantou a barra da calça e tirou a que ela estava usando. Entregou a ele. Ele era alguém que ela havia acabado de conhecer e não sabia nem se encontraria novamente, sendo que ela ainda teria mais cinco dias de caminhada pela frente e sentindo o próprio joelho machucado. Uma atitude admirável e que mostra um pouco do que vivemos nesses caminhos: um ajuda o outro e todos chegaremos lá juntos.

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Quando chegamos à metade do percurso do dia, lá estava nossa barraquinha com lanches e água geladinha. Banana da terra assada, batata doce cozida, biscoitinhos fritos, suco de acerola, torta de espinafre, frutas. E nessa parada, que foi feita em frente a uma Igreja dentro de Água Santa, um lugarejo bem pequenininho, recebi a informação de que mais à frente havia uma gruta de onde saía uma fonte de água milagrosa. Mas precisaria desviar uns 3km do meu percurso, e ainda com mais subidas íngremes.

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Bom, quem me conhece já sabe que eu fui. Só que fui sozinha. E, quem me conhece de verdade mesmo, já deve ter imaginado que eu errei o caminho mais uma vez. Simplesmente não há placas indicando onde fica essa gruta (mas se você quiser ir, peça informação a qualquer pessoa na vila e eles terão o maior prazer em ajudar). Perguntei a um rapaz no caminho onde ficava o tal lugar e ele disse que eu estava subindo o morro errado. E se ofereceu para me levar até lá. Esse “lá” se referia aos 3km seguintes de subida, no sentido contrário ao que ele vinha andando.

Aceitei e lá fomos nós, eu e o Joaquim. Por fim, descobri que ele já foi guia do Caminho da Luz há muitos anos atrás. E ele me contou várias histórias sobre a gruta. A água que jorra daquela fonte é milagrosa, dizem que rejuvenesce (mergulhei a cara nela, juro!) e teria seus poderes ainda mais intensificados todo ano na Semana Santa. E por isso muuuuuuitos fieis costumam ir até lá à pé à meia noite para beber da água. Ali também fica a Santa de todos os Homens, achada há muitos anos na região. E, se você reparar na parede da pedra, verá umas marcas que formam um retângulo com várias listras. E mais ao lado, um buraco. O Joaquim me explicou que dizem que o retângulo é um caixão e o buraco seria a cova. E que a cada 15 dias ou um mês, aquelas formações mudariam de lugar na pedra e ninguém sabia explicar aquilo. Pelo Caminho encontramos muitos “causos”, absurdos para alguns, verdade absoluta para outros.

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Após essa visita à gruta, foi a hora de encarar os morros seguintes. Essa parte foi tensa, com muita subida e com o sol rachando. Quem nos deu o maior apoio foi o Rodrigo, o outro guia que acompanha nosso grupo de bicicleta. Por fim, dos 19km que andaríamos nesse dia, acabamos percorrendo uns 22km por causa do desvio até a gruta. Mas passando por lugares lindos demais!

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Faltando menos de 2km para chegar ao nosso  hotel seguinte, uma cachoeira nos esperava. E com toda a estrutura de quiosque vendendo comidinhas e bebidas. Não aguentei. Corri e fui direto dar um mergulho naquela água! E completei a caminhada com uma cervejinha e um aipim frito ao som de sertanejo.

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Quando saímos de lá, viemos andando por dentro de Pedra Dourada, nosso destino nessa noite, em direção à nossa hospedagem, o Dourada Parque Hotel. Pedra Dourada é linda! É daqueles lugares que você passa e vê qualidade de vida. Bem cuidada, com muito verde, uma cachoeira no centro da cidade.

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E o nosso hotel surpreendeu. Depois de duas noites de simplicidade em lugares familiares, chegamos a um hotel mais “chique”, com uma piscina linda, quarto com camas muito confortáveis, ar condicionado, frigobar, ammenities no banheiro. Me senti no filme “Em Busca de um Caminho” (The Way nome original), que mostra um grupo fazendo o Santiago de Compostela juntos e que, depois de muitos perrengues, eles resolvem se hospedar por uma noite num hotel mais luxuoso. Para mim, um balanço perfeito nessa viagem, em que nossos dias são muito árduos devido às caminhadas longas, e onde faz todo sentido mesclar pernoites em casas de famílias super amáveis e receptivas com lugares onde o conforto dá um descanso ao nosso corpo calejado.

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Aqui almoçamos e dormiremos para amanhã partir para Faria Lemos, nosso próximo destino. 25km nos afastam de lá (ou mais, caso eu me perca novamente, rsrs). Mas dessa vez com menos subidas e descidas íngremes. Faltam apenas cinco dias e cerca de 150km para chegar até o topo do Pico da Bandeira, em Alto Caparaó. E nós vamos conseguir! Continuem acompanhando por aqui e nas redes sociais 😉

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Dicas desses primeiros dias:

  • sempre que você vir uma casa com a placa “Família iluminada”, saiba que você pode bater lá para pedir uma água ou para utilizar o banheiro. Eles têm o maior prazer em ajudar os peregrinos do Caminho da Luz!
  • se você pensa em fazer o caminho por conta própria, sem guias, saiba que ele é bem sinalizado (acho que poderia ser melhor em alguns pontos, mas há pessoas que o fazem sozinhas e sem agência). Algumas vezes dá uma dúvida, sim, de onde entrar, mas siga rotas demarcadas no chão e não hesite em perguntar às pessoas que passarem por você. E se você começar a andar por um caminho e achar que ele está meio estranho ou perigoso (por exemplo, escorregadio, ou com mato muito alto), pode voltar. Todos os lugares por onde passei até agora eram absolutamente seguros
  • o valor de uma diária numa casa de família, como em Catuné, para quem chega lá por conta própria é de cerca de R$80 incluindo café da manhã e jantar
  • o valor de uma diária no Dourada Parque Hotel começa em R$310 para duas pessoas
  • sinal de celular por aqui é algo raro. A operadora que funciona melhor é a Vivo. O meu é Oi e está sem sinal desde que saí do Rio de Janeiro
  • mas você encontrará Wifi facilmente, visto que até mesmo os menores lugarejos têm Wifi gratuito em suas praças principais
  • normalmente eu prefiro viajar de forma independente, mas para esse percurso estou achando o apoio da agência um diferencial, em especial por ter o guia durante os trajetos a pé. Mesmo que ele não fique do nosso lado o tempo todo e cada um faça o percurso no seu próprio ritmo (nós não temos a obrigação de andar em grupo, e meu conselho é que você não force para acompanhar o ritmo de ninguém – faça seu próprio ritmo), ele sempre está por perto para tirar dúvidas ou indicar qual rota pegar ou quanto tempo falta

Leia como foram os dias seguintes do Caminho da Luz aqui:

Dias 3 e 4

Dias 5 e 6

Dias 7 e 8: a esperada subida ao Pico da Bandeira

 

Carla Boechat é jornalista, mestranda, curiosa que só, carioca da clara, inquieta e turista por vocação - e criação. Sempre com a mochila e um sorriso prontos, aposta que toda estrada pode esconder uma dica em potencial. E aqui é assim: se ela foi e gostou, virou post!

Discussion9 Comentários

  1. Carla, como te conheço bem mesmo, não sei como ainda está na trilha certa… Achei que já estivesse chegando no Caminho do Sol aqui em São Paulo, ahahahaha… Mais uma coisa: você acordou às 5h30 da manhã???? Impossível! Pra mim pode contar, vai…nem foi dormir né?
    Querida, brincadeiras à parte, estou amando sua aventura e seus textos, sempre maravilhosos e que deixam um gostinho de quero mais.
    Bom caminho, sissss…
    Baci,
    Ana

    • Hahahaha… Ana, o Caminho do Sol está nos meus planos! E o Franciscano também, hein! Vamos juntasss!!! rs
      E olha.. Aqui teve uma roda de viola ontem que, se deixassem, eu emendava até de manhã sim para seguir caminhando rsrs Você me conhece bem!!! 😛
      Que bom que está gostando, sis. Estou escrevendo com o maior carinho <3
      Beijão!

  2. Que espetáculo! O passeio e essa narrativa que faz a gente querer fazer o percurso…Este ano, o Caminho da Luz não me escapa!

    Abração pra vc!

    • Oi, Lenise. Muito obrigada pela sua visita!
      O Caminho da Luz está chegando ao final e estou muito encantada com todas as histórias que estou vivendo aqui.
      Com certeza uma semana inesquecível, e numa viagem tão pertinho da gente. Vale muito a pena.
      Espero que goste dos próximos posts!
      Beijo

  3. Pingback: Caminho da Luz, Minas Gerais – Dias 3 e 4 | Fui, gostei, contei | por Carla Boechat

  4. Carla, vou fazer o caminho da luz esse ano de forma coletiva em julho.Em pesquisa de experiências , encontrei esse blog maravilhoso com informações que refletem as minhas expectativas.
    PARABÉNS.

    • Ei Jader! Poxa, fico SUPER feliz em saber que o blog ajudou no seu planejamento do caminho da luz.
      Amei fazer essa peregrinação, e tenho certeza que também será uma experiência inesquecível para você 😉
      Abraços!

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