Dez coisas que aprendi me hospedando em hostels

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Já me hospedei em alguns hostels, tanto aqui no Brasil como fora, e é uma experiência que gosto bastante de ter, principalmente quando estou viajando sozinha, pois conheço mais gente, pego dicas menos turísticas e ainda posso economizar nas diárias. Mas foi nessa minha última maratona de hostels aqui no Rio para selecionar os melhores para se hospedar em Botafogo, que fui pegando as manhas para se dar bem e não extrapolar o orçamento quando se opta por esse tipo de hospedagem. É que, como as diárias são mais em conta, alguns itens podem não estar incluídos no valor cobrado.

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A cada novo hostel, eu pegava meu caderninho e ia anotando, com meus garranchos, como eu poderia ter me preparado melhor para evitar algumas furadas. Nada pior, para uma pessoa que está acostumada a se hospedar apenas em hotéis, que ir tomar banho, por exemplo, e esquecer que não vai ter uma toalhinha pendurada do lado de fora do box te esperando (já aconteceu comigo em São Paulo, hahahaha). Quer evitar esse tipo de mico? Anota aí:

1- NEM TODO HOSTEL OFERECE TOALHA DE BANHO INCLUÍDA NA DIÁRIA
Já que comentei sobre as toalhas aí em cima, comecemos por elas. Nem todo hostel inclui toalhas de banho no valor da diária. Normalmente eles oferecem a opção de alugá-las. Se você quer economizar essa graninha, guarde espaço na mochila e leve a sua própria. Além disso, dependendo do estilo do hostel, as toalhas poderão não ser tão novinhas como você espera. Ou, caso você prefira alugar a sua lá, avise isso logo no check in. O recepcionista poderá esquecer de oferecer a toalha antes de você ir para o quarto e você fatalmente entrará no chuveiro sem ter como sair depois (sério, não é legal!).

2- TENHA SEU PRÓPRIO CADEADO
Apesar de a grande maioria dos hostels oferecer lockers aos hóspedes (de graça), nem todos têm cadeados disponíveis (mesmo que você queira pagar pelo uso deles). Alguns até alugam cadeado, mas é recorrente a situação do hóspede se esquecer (sem querer ou não) de devolver o cadeado na saída. Ou então deixá-lo no locker, porém trancado. Se ninguém mais tem a senha, vira um cadeado inútil. Isso motivou que alguns hostels desistissem de oferecer esse serviço ao hóspede, pois acabavam tendo prejuízos. Portanto, se quer suas coisas bem seguras no locker, lembre-se de levar cadeado próprio.

3- LEVE ADAPTADOR DE TOMADA
Poucos hostels oferecem comodidades similares às de um hotel. Então, para garantir que terá seus aparelhos carregados, tenha em mãos um adaptador de tomada, de preferência daqueles com mais de uma entrada. Asim você recarrega mais de uma coisa ao mesmo tempo ou pode dividir a mesma tomada com outro hóspede que esteja compartilhando quarto com você. É um acessório pequeno e que não ocupa espaço na mala.

4- SE É MULHER, PERGUNTE POR QUARTOS FEMININOS
Hoje em dia muitos hostels oferecem quartos compartilhados exclusivamente femininos – e eu acho isso maravilhoso! Como vem aumentando o número de garotas que pegam estrada sozinhas ou apenas com outras amigas, essa é uma atenção bem importante que os hostels vêm dando a esse tipo de público. A liberdade é muito maior. Quando pesquiso por hostels, sempre dou preferência àqueles com quartos femininos, pois me sinto mais à vontade.

5- SE ESTÁ ACOMPANHADO, PERGUNTE POR QUARTOS PRIVATIVOS
Alguns hostels hoje oferecem também a opção de quartos privativos, além dos compartilhados. Essa pode ser uma boa opção para quem está viajando acompanhado, pois, ao comparar preços, pode não haver diferença entre três amigos no quarto compartilhado, por exemplo, ou a diária do quarto individual para três pessoas. Você estará curtindo o hostel, com gente descolada, um bar legal, clima informal, mas com o conforto do quarto privativo. Isso vale também para casais. Compare os preços e veja o que vale mais a pena para você e o que você procura.

6- LEVE CHINELO
Em especial quando for tomar banho. Parece meio óbvio, né! Mas pode ser automático você chegar de tênis, só pegar uma roupa no locker e ir direto tomar banho – no banheiro que fica no corredor e longe do seu quarto. Como os banheiros de hostels são compartilhados, é comum o hóspede tomar banho de chinelo. E ninguém merece ter de voltar no quarto para buscar o bendito depois que você já está “preparado” para entrar no chuveiro.

7- LEVE SABONETE
Mais um detalhe que parece senso comum, mas que, acredite!, acaba sendo esquecido muitas vezes. A gente lembra do xampu, do condicionador, hidratante, da escova, da pasta de dente. Coisas comuns e bem pessoais. Mas o sabonete, que é fornecido em qualquer hotel de quinta categoria, fará falta no banheiro compartilhado do hostel. Pode acreditar.

8- LEIA REVIEWS
Antes de fechar com o hostel em questão, leia comentários no Booking e no TripAdvisor, que são muito confiáveis, pesquise no Google se algum blog já deu dicas do lugar, jogue o endereço num serviço de mapas online, trace rotas desde o hostel até lugares que pretende ir. Tudo isso é muito importante para evitar qualquer surpresa e dor de cabeça na sua viagem.

9- NÃO SEJA ESPAÇOSO OU BARULHENTO
Se está num quarto compartilhado, cuide para que suas coisas não fiquem espalhadas. Ter uma necessaire ou sacolinha para reunir objetos que ficam dispersos é importante. E também evite ser barulhento, em especial se você chegar no quarto e outro hóspede já estiver dormindo. Para não acender a luz, recorra à lanterna do celular. São detalhes que fazem a diferença. É como dividir uma casa com amigos. Se cada um se esforçar pelo bom convívio, todos sairão mais satisfeitos.

10- JOGUE FORA QUALQUER PRECONCEITO
Por muitos anos houve a ideia de que hostels e albergues eram lugares baratos, sujos e de quinta categoria. É, pode até ser que ainda existam alguns assim. Mas a verdade é que esse mercado se reinventou e hoje há inúmeros hostels sensacionais, bem estruturados, com gente preparada para atender o hóspede, limpinhos, organizados. E, sim, baratos. Sim, cheios de gente incrível para conhecer. Sim, com dicas mais locais e menos turísticas. Sim, com bares irados e ótima localização. Feita sua pesquisa detalhadinha e com uma mochila bem organizada, se jogue nessa experiência.

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Carla Boechat é jornalista, mestranda, curiosa que só, carioca da clara, inquieta e turista por vocação - e criação. Sempre com a mochila e um sorriso prontos, aposta que toda estrada pode esconder uma dica em potencial. E aqui é assim: se ela foi e gostou, virou post!

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