Pantanal sul-mato-grossense: não contrate a agência Indiana Tours nem se hospede no Hotel Fazenda Arara Azul

23

Um sonho de conhecer o Pantanal transformado em um pesadelo cheio de pernilongos à beira da estrada anoitecendo e sendo ignorado pela agência que te vendeu o tour. Sim, eu, com anos de estrada e bastante experiência, caí numa furada de comprar tour com uma agência que me enganou e me tratou como nenhum turista jamais deveria ser tratado. 

Primeira pegadinha: cheguei na fronteira do Brasil após imigração vindo da Bolívia e tinha um cara chamado Elizeu de uma agência local oferecendo tours. Disse que tinha uma van ali que podia nos levar até a agência, no centro, para vermos as opções sem compromisso. Como o táxi estava cobrando um absurdo pela corrida e o ônibus ainda ia demorar, aproveitamos a carona free.

Chegando na agência, que nem era das mais organizadinhas, nos deram café, água gelada, indicaram um PF baratinho ao lado, deram desconto no tour de um dia no Pantanal e ainda disseram que nos levariam de van até um caixa 24h pra sacar dinheiro caso precisássemos.

Tudo soava perfeito. Melhorou quando eles disseram que uma van iria nos buscar no hotel no dia seguinte pra nos levar até Campo Grande, sem precisarmos nos preocupar com mais esse trajeto.

Negociamos o desconto e pagamos. O serviço que contratamos incluía uma noite no hotel fazenda Arara Azul com 3 alimentações inclusas (jantar, café da manhã e almoço) + guia bilíngue + 4 passeios (safári fotográfico, excursão noturna, passeio de barco e pesca esportiva) + transfer até o hotel + van até Campo Grande no seguinte. Tudo ao preço de 330 reais por pessoa. O Elizeu me entregou um envelope todo grampeado e pediu que eu o entregasse na recepção do hotel. Me deu também um comprovante dos serviços contratados, como você vê abaixo. Reparando bem, vai perceber abaixo algo que nós, no momento da compra do serviço, não nos atentamos: eles nos deram um comprovante no valor de R$500 para duas pessoas, sendo que nós pagamos R$660 no total. Ou seja, eles não incluíram nesta nota o transfer do hotel até Campo Grande que nós pagamos, que custou R$80 por pessoa. Mais adiante você entenderá o impacto disso em nossa viagem.

tour-pantanal1

O combinado era que uma van iria nos levar pro hotel às 13:00, saindo da agência. Saímos pra almoçar rapidinho e às 12:50 estávamos de volta na agência pra sair.

Ao invés de sairmos direto pro hotel, eles nos levaram pra sacar dinheiro num caixa 24 horas. Sacamos e eles nos levaram de volta pra agência. Nisso já era por volta de 13:30 e nada de sairmos.

Perguntei o porquê do atraso e ele disse que perdemos a van que saía às 13:00, então teríamos que pegar a que saía às 14:00. Como assim “perdemos”, se às 12:50 já estávamos ali? Estranho… E já eram 14:10 e nada de sairmos também.

Quando deu umas 14:30, começamos a cobrar que estávamos atrasados e exigir que saíssemos logo. Por fim saímos por volta das 15:00.

Eu sou da filosofia de que nada vai me estressar. Nem mesmo estar sem tomar banho há dois dias no calor úmido do Pantanal após pegar 17 horas de ônibus de La Paz até Santa Cruz de La Sierra, de lá mais 14 horas de trem até Quijarro, e mais 3 horas no sol na fila da imigração da Bolívia. 

Eu estava nojenta, necessitando de um banho, mas tudo bem o atraso. A van estava saindo e logo logo eu estaria de banho tomado e fazendo focagem noturna de jacarés no Pantanal – o passeio pelo qual eu mais estava esperando!

Cochilei na van, acordei com os solavancos e logo ouvi o motorista da van perguntando a um sargento da Polícia Militar Ambiental onde tinha que nos deixar pra um Jeep do hotel nos buscar. Na mesma hora falei “como assim ele não sabe onde tem que nos deixar???? Alguma coisa tá errada”.

Ele parou a van e falou que podíamos descer. E não tinha nenhum Jeep para nos buscar ali. Perguntei ao motorista onde estava o Jeep e a resposta dele foi “não sei, só estou fazendo o favor de trazer vocês até aqui”.

Favor??? Sim, ele disse que nem deveria estar nos deixando ali na estrada porque na verdade ele estava seguindo com outros passageiros para Campo Grande. Mas que a agência pediu que ele nos deixasse no caminho e ele aceitou.

Eu disse que ele não ia nos deixar ali na beira da estrada sem saber nem quem viria me buscar, e que ele ia ter que se virar pra falar com a agência pra saber se alguém vinha me buscar e a que horas.

Nisso eu espantei 5 mosquitos que estavam na bochecha do meu amigo prontos pra fazerem aquela festa. E ao mesmo tempo dava mil tapas na minha perna e no meu braço pra evitar mais mordidas.

Já mencionei que não pegava celular onde estávamos?!

Nossa sorte foi o que o sargento da PM ambiental, que tem um posto ali, veio ajudar. No início ficou meio puto porque a gente também estava bem puto com toda a situação. Mas depois conversamos e ele disse que essa agência Indiana Tours e o hotel fazenda Arara Azul SEEEEMPRE dão problema pra eles. 

Ele começou a ligar pra Indiana Tours e ninguém atendia. Ligou pro hotel Arara azul e ninguém atendia. O motorista da van resolveu dar o celular do dono da agência dele, que se chamava Morena Tour, e que conhece o tal do Daniel, dono da Indiana Tours.

O sargento Yves ligou pro tal dono da Morena Tours, que passou dois números do tal Daniel.

O sargento, então, ligou pro primeiro número. Uma tal de Jane atendeu, que seria a mulher do Daniel. Se fez de desentendida, disse que o Daniel tinha saído pra buscar as crianças na escola, que ia tentar resolver e ligar de volta. Ligou pra você? Pois é, nem pra mim.

O sargento, então, ligou no segundo número. Caixa postal. 

Retornou pra tal Jane. Meu amigo começou a falar com ela. Misteriosamente a ligação cortou – eu diria que ela desligou na cara dele, mas prefiro evitar esse julgamento.

Nesse momento me lembrei do envelope que o Elizeu me entregou na agência. Abri para conferir o que era, e tinha ali 260 reais, certamente para pagar ao hotel nossas diárias. Ou seja, dos 500 reais que nós pagamos para duas pessoas, a agência estava embolsando quase metade, ou 240 reais.

A essa altura as outras pessoas que esperavam na van pra Campo Grande já estavam impacientes esperando. Como o sargento ficou de nos ajudar, liberamos o motorista da van e ficamos ali, à beira da estrada sem saber o que fazer.

Eram 17:20 e surgiu de algum lugar uma informação de que o hotel nos buscaria às 19:00. 

O sargento nos chamou pra entrar. Primeiro nos colocou num lugar que parecia um viveiro de passarinhos, porém sem nada dentro. Tinha apenas uma tela verde pra nos proteger dos mil mosquitos. Porém com vários deles já dentro da tela.

Aí acho que ele ficou com pena da gente e nos levou pra varandinha da casa dele. E seguiu tentando ligar pro Daniel ou pra Jane, os tais donos da Indiana Tours.

Por fim conseguiu falar com o tal Daniel. Eram quase 18:00 e já anoitecia. Ele garantiu que em trinta minutos nosso Jeep chegaria. Quando começamos a cobrar novamente os horários em que nos buscariam no dia seguinte pra nos levar a Campo Grande, a ligação, mais uma vez, caiu misteriosamente.

Não ligamos de novo e resolvemos esperar a meia hora.

Se passou mais UMA hora. E nada!

Já tinha anoitecido e o sargento Yves estava sendo mais do que educado. Era nossa única solução em meio à estrada.

Conversamos bastante e por fim ele nos ofereceu até pra tomar banho ali no alojamento deles. Vontade não faltou – minha pele está grudando. O Renato , meu amigo, aproveitou a oportunidade. Eu ainda fiquei na esperança de chegar logo ao hotel.

Bom… O Renato saiu do banho e ainda não tínhamos nem sinal do Jeep. Resolvi ceder e tomar banho também.

Pense num banheiro simples…. Mas foi um dos melhores banhos que já tomei. Sério, eu estava sonhando com aquela água gelada caindo na minha cabeça.

Voltei pra varandinha renovada. 

E sabe que horas o Jeep, que na verdade era uma camionete, chegou? Às 19:20. Nesse momento eu estava completando 7 horas desde que eu pisei na agência pra fechar o pacote. 7 horas esperando por um serviço de merda, que não faz jus a nada do que foi vendido.

Quando o motorista, que se chama Branco, chegou, avisou que precisávamos esperar mais um casal que ia pra lá também. Quanto tempo eles ainda iam demorar!? Entre 30 e 50 minutos. Sério, eu sou uma pessoa zen. Mas a essa altura eu já não aguentava mais.

Combinamos que, se em 20 minutos o tal casal não chegasse, íamos partir.

Nisso, o Branco veio e me perguntou se a agência tinha enviado um envelope para eles. Eu disse que sim. Ele perguntou “vocês abriram? Contaram quanto dinheiro tinha?”. Respondi que tinha 260 reais. Ele logo reclamou que a agência tinha que enviar 300 reais, e estava enviando menos do que devia. Só por aí você vê a desorganização desses caras. 

Quando eram 20:00, ou mais de 40 minutos depois, eu não aguentava mais e só falei “Branco, vambora!”.

Fomos pro carro e demos partida. Uns dez minutos de estrada de terra depois, o celular de um dos motoristas (sim, foram 3 lá nos buscar numa camionete) tocou avisando que o tal casal tinha chegado. 

Não tínhamos escolha. Àquela hora da noite, eles não tinham como nos levar e voltar. E também seria sacanagem com o casal deixá-los esperando lá como fizeram com a gente.

Por fim, voltamos. Mas não sem eu reclamar muito no ouvido do motorista Branco- que depois eu descobri que era gerente do Arara Azul. 

Voltamos, buscamos o casal e às 21:30 chegamos ao hotel (exatas 9 horas depois que chegamos à agência Indian Tours para contratar esse tour).

O caminho até lá até que não foi dos piores. Um motorista que acompanhava o Branco, e que agora não me lembro o nome, era simpático. Ele contou que estava ali porque o carro da Arara Azul tinha quebrado, então o contrataram de última hora para nos buscar. Quando dissemos que faríamos a pescaria no dia seguinte, ele disse que seria num barco que sairia às 7 da manhã para o rio Miranda (enorme aqui e onde muita gente vai pescar) e que voltaria entre 10 e 11 da manhã. Bom, ao menos um passeio ainda teríamos tempo de fazer – porque o safári de dia e a focagem noturna eu já havia perdido.

Quando chegamos ao hotel, uma moça veio e explicou que a pousada estava cheia, mas que ela tinha conseguido um quarto para nós – como assim cheia se eu fiz uma reserva mais cedo? Mas ok. Ela disse que o quarto não seria do jeito que deveria, mas o ar condicionado estaria gelado. Eu não fazia ideia de como seria o quarto antes, mas como esperava algo beeeem simples, não me surpreendi com o que recebemos – uma suíte com cama de casal e uma de solteiro e, sim, ar condicionado bombando.

Eles improvisaram um jantar para nós e o casal, e era uma comidinha caseira bem simples, mas gostosa. 

Na volta pro quarto, o Branco, o tal motorista-gerente, veio falar com a gente de novo. Disse que entendia o stress que tínhamos passado, então nos devolveria R$110 (dos R$500 que pagamos referentes aos serviços do hotel). Batemos o pé e falamos que não aceitaríamos aquilo. Sério, depois de nove horas esperando pra chegar ali, depois de quatro horas esquecida na beira da estrada, tudo o que eu queria era que aquele pesadelo acabasse logo e eu me livrasse daquele hotel. Nem se me pagassem pra passar por aquilo, eu aceitaria!

Acordamos, então, que metade do valor ficar conosco seria o mais justo – e seria justamente o valor que estava conosco em dinheiro no envelope e que a agência me tinha entregue. Esse era o único dinheiro que conseguiríamos de volta, os outros R$240 estavam com a agência em Corumbá e, óbvio, eles nunca me transfeririam essa grana. Então tive que aceitar essa situação.  

No dia seguinte, acordamos às 6:00 para tomar café e sair na pescaria em barco às 7:00.

Às 6:55 estávamos na recepção e vimos um carro saindo com dez pessoas. Logo imaginamos que fosse o nosso, né? Andamos em direção a ele e o Branco veio falar conosco. “Esse aí não é o de vocês não”. E explicou que nossa pescaria seria ali na propriedade do hotel mesmo, à beira de um lago – sem barco. Oi??? Não foi isso que me foi vendido não! Perguntei aonde aquele grupo ia e ele respondeu que seria um passeio de barco. Peguei meu comprovante de serviços contratados e lá estava assinalado que teríamos acomodação com 3 refeições, guia bilíngue, excursão noturna, safári fotográfico, pesca esportiva E passeio de barco.

Por que ele estava tentando nos enganar e não queria que fôssemos com aquele grupo?! A alternativa que ele ofereceu foi nos levar pra andar a cavalo ao custo de 45 reais por pessoa. Eu me neguei a pagar qualquer centavo a mais. Ele, então, nos mandou subir no carro que ia pro passeio de barco e que já estava lotado. Quando eu tentei subir na caçamba da camionete, ele acelerou o carro e os gringos tiveram que me segurar pra não cair dali de cima.

Fomos levados para o passeio, que estava lotado e por isso foi necessário pegar um barco menor para levar eu, meu amigo e um gringo mais. Foi um tour legalzinho pelo rio Miranda, vimos algumas aves, bastante natureza. O Branco nos acompanhou no bote, e ele chegou a comentar que se nós tivéssemos mais tempo no Pantanal, iria nos oferecer uma diária extra grátis no hotel por tudo que tinha acontecido. Simpático da parte dele, mas, mesmo que eu tivesse tempo, esse não era um lugar onde eu gostaria de passar uma noite mais. Nem de graça, nem pagando.

Sobre o passeio de barco, eu cheguei a comentar que, como parte de um pacote de tours, ele vale a pena, pois o lugar é bonito – não dá para negar. Mas como o único tour a ser feito no Pantanal (como acabou sendo nosso caso), não vale todo o transtorno que é chegar até essa fazenda distante uma hora por estrada de terra. Decepcionante.

Dali retornamos para o hotel para almoçar e então voltarmos para a beira da estrada para esperar nossa van, que chegaria às 15h para nos buscar e nos levar para Campo Grande. E, não bastando tudo o que já tinha acontecido até então, sabe o que o Branco fez para completar minha péssima experiência no hotel dele? Colocou cinco pessoas, mais o motorista, numa camionete para pegar uma hora de estrada de terra até o asfalto. Um carro que já é desconfortável para três pessoas atrás, e ainda tive que dividir o banco com mais três alemãs. Já se passaram dois dias e eu ainda estou com dor no lado direito do quadril, pois fiz todo o percurso sentada de lado, com as pernas dormentes e sem conseguir me mexer para me ajeitar melhor.

Chegamos à beira da estrada às 14h, uma hora antes da van chegar. Ficamos lá esperando num calor inexplicável. Quando a van para Campo Grande chegou, quem estava conduzindo era, veja só que coincidência, o Amarildo, dono do hotel fazenda Arara Azul. Sem pedir desculpas ou tentar entender o que tinha acontecido, ele apenas me cobrou o envelope com o dinheiro. Nessa hora eu já queria cuspir fogo de tanta raiva de ter que passar por tudo aquilo. Falei que eu nunca tinha passado por uma experiência tão ruim com uma agência ou hotel antes na vida, que era absurdo a forma como eles estavam nos tratando, que eu jamais pagaria para passar pelo que eu estava passando (e na verdade paguei, né, já que metade do meu dinheiro ficou na agência Indiana Tours, em Corumbá). O que ele fez foi falar mal da Indiana Tours e dizer que a culpa era toda deles, que eles são péssimos e que eles não trabalham juntos mais há meses. Mas parece que ele esqueceu de avisar isso pra Indiana Tours, né, já que eles nos venderam esse pacote. No fundo, para mim, pareceu apenas encenação de um jogando a culpa pra cima do outro, quando na verdade todos eles falharam, e feio, conosco.

Por fim entramos na van para seguir para Campo Grande. E não bastando tudo isso que já havia acontecido, quando descemos em Campo Grande em frente à rodoviária, um cara que estava acompanhando o Amarildo e que infelizmente não perguntei seu nome (só me lembro que ele falava hebraico), veio falar conosco na maior grosseria. Disse que na verdade o hotel estava nos oferecendo o pior serviço possível porque nós nos recusamos a pagar o valor inteiro do pacote que contratamos (acho que ele perdeu a parte em que nós ficamos esquecidos quatro horas na beira da estrada e perdemos dois passeios contratados, enquanto ligávamos sem parar pro hotel e pra agência sem sermos atendidos). Foi o fim. Ali ele acabou de cagar com todo o serviço ruim que eles vinham oferecendo até então.

Estou me sentindo uma completa idiotia nesse momento. Enganada. Frustrada com meu primeiro dia no Brasil, com minha primeira experiência no Pantanal, uma região que eu sempre quis conhecer. Nunca comprem com a Indiana Tours, nunca se hospedem no hotel fazenda Arara Azul. Não desejo para mais ninguém o que eles me fizeram passar.

E se você tem dicas de agências ou hotéis bons no Pantanal, peço que compartilhe aqui nos comentários e ajude que outros viajantes tenham uma experiência diferente da minha nessa parte linda do Brasil. Me desculpem o desabafo, mas aqui também preciso contar as partes ruins das minhas viagens. Pra vocês verem que não é apenas paraíso todos os dias. E para jamais precisarem passar por isso.

Atualização: No flyer da Indiana Tours indica um site como sendo deles, mas ao digitar no meu navegador, diz que a página não existe. Também acabo de buscar por Indiana Tours no google. Eles não têm site, não estão no TripAdvisor e a página deles no Facebook tem apenas reviews negativos. Cuidado com esses caras.

Atualização 2: Estava dando entrevista agora para um jornal local do Mato Grosso do Sul que quer escrever sobre tudo isso que aconteceu comigo, quando me perguntaram se eu sabia o site desse hotel fazenda Arara Azul. Foi quando descobrimos, juntos, que o hotel também não tem site (se jogar o nome no Google, você encontrará um hotel de mesmo nome e perfil, porém no Mato Grosso). Cheirinho de falcatrua no ar… Mais uma vez: cuidado.

tour-pantanal3.jpg

Carla Boechat é jornalista, mestranda, curiosa que só, carioca da clara, inquieta e turista por vocação - e criação. Sempre com a mochila e um sorriso prontos, aposta que toda estrada pode esconder uma dica em potencial. E aqui é assim: se ela foi e gostou, virou post!

Discussion23 Comentários

  1. Poxa Carlinha, que história louca! Como podem fazer isso com turista?!?!? Lendo seu texto consegui sentir um pouco do que vc passou… um absurdo isso.
    Triste como existem pessoas assim… triste como o nosso país tem um “mercado obscuro” que se aproveita dos estrangeiros..
    Espero que você tenha uma nova oportunidade de conhecer o Pantanal.

    • Isa, foi decepcionante!
      Eu fui escrevendo tudo no celular conforme as coisas iam acontecendo, pra não perder nenhum detalhe de tudo o que aconteceu.
      Triste mesmo ver isso, mas espero que o post ao menos alerte muitas pessoas para que não caiam na mesma furada que eu caí!
      E também espero voltar lá em breve.. com uma experiência completamente diferente!

  2. Terrivel essa experiência que tiveram. Conheci o Pantanal de Mato Grosso me hospedando no SESC PANTANAL. Tem que reservar com muita antecedência mas vale a pena, tem uma van que faz o translado e os passeios são organizados pelo hotel. Ótimo atendimento

  3. Que horror! Importante divulgar para que mais ninguém passe por uma situação assim…
    Minha experiência no pantanal sul foi totalmente diferente, a viagem dos sonhos, fechei um pacote bonito-pantanal com a empresa Jaguarete Tour, na época (2015) quem nos atendeu foi Leída, nossa hospedagem no pantanal foi na Pousada Pequi… Super recomendo eles…

    • Leana, MUITO obrigada por compartilhar sua experiência aqui e indicar uma empresa confiável. Isso que eu queria poder fazer quando estive lá.
      Vou deixar a dica aqui nos comentários para quem for, e quem sabe quando eu for também conheço o serviço deles! Obrigada mais uma vez!

  4. Carlotaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, sinto muito que tenha passado por tudo isso. Vou fazer o máximo de compartilhamentos desse post como forma de alertar a todos. Quando voltar pra cá, você vai ter uma experiência nota 1000 no Pantanal!

    • Will, pensei taaaanto em vc e nos 3 hoteis que vc me indicou!!! Caí numa furada master…
      Obrigada mesmo se puder compartilhar, as pessoas precisam ser alertadas e essa agência não pode continuar enganando ninguém mais.
      Quero muito voltar aí pra desmanchar essa imagem horrível! Tenho certeza que o Pantanal tem coisas incríveis pra mostrar!

  5. Eu tive problema com essa Indiana tours e o Daniel em dezembro agora!

    Eu tinha acabado de cruzar a fronteira e cai na besteira de pegar uma van com eles pra bonito.

    Conclusão: paguei 130 por pessoa qdo devia pagar 90 no máximo, fui deixada no meio da estrada a Deus dará. Tive que ir pra Campo Grande pra conseguir chegar em bonito.

    COMO pessoas como essas ainda não estão na cadeia?

  6. Você já foi embora? Temos uma operadora confiável que faz Bonito e Pantanal. O nome dela é Brasil Eco Vip. Eles são especialistas. Fiquei pasma com esse relato, espero que conheça devidamente tudo que não deu certo dessa vez. Abraços!

    • Ei Ana Paula. Já vim embora sim. Eu precisava pegar um voo em Campo Grande, então meu tempo no Pantanal foi curtinho.
      Mas obrigada pela dica. Vou guardar o nome para a próxima vez em que for aí! Quero muito voltar ao Pantanal para uma experiência completamente diferente desta que eu tive agora
      Beijão

  7. Chocada! Como pode pessoas assim ficarem impunes ? O pior é que a gente vê sempre agências dando golpe e estragando sonhos . No fundo vocês até tiveram sorte … pessoas assim são capazes de qualquer coisa! Obrigada por compartilhar com tanta riqueza de detalhes. Tomara que muitas pessoas vejam esse post e não caiam nessa cilada. Beijos

    • Absurdooooo, Jô! Como pode uma agência dessas ainda funcionar.
      Sim, eu tive sorte de não estar sozinha e de ter tido o policial que ajudou demaaais. Podia ter sido bem pior.
      Obrigada pela visita, e eu espero conseguir chegar ao máximo de pessoas com esse post para que ninguém mais passe pelo que eu passei.
      Beijão

  8. Oi Carla, boa tarde! Eu como uma Corumbaense, sinto-me envergonhada pela situaçao que passou… Trabalhei na rodoviária intermunicipal e já conhecia a fama dessa agência e de seus donos! São cheios das falcatruas, e sempre que podem, os funcionários e ate mesmos os Guarda-municipais que trabalham na Rodoviária geralmente “alertam” os passageiros (turistas) a não fechar pacotes com a Indiana Tur. Espero que volte a Corumbá, e desfrute das maravilhas que tem por aqui! Abraços!

    • Ei, Renata!
      Caramba, então a fama dos caras é das piores mesmo. Ah, se alguém tivesse me alertado! Teria evitado muitas dores de cabeça..
      Mas agora estou tentando fazer minha parte, e alertar também o máximo de outras pessoas.
      Espero voltar aí em breve, sim, e ter uma experiência completamente diferente!
      Obrigada pela visita e pelo relato

Leave A Reply