Roteiro de três dias em Praga – o que fazer, onde ficar, o que comer e beber, quanto custa

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Praga foi a última cidade do meu roteiro que começou em Zagreb e também passou por Budapeste, Bratislava e Viena. Confesso que estava bem ansiosa para chegar lá. Já tinha ouvido falarem muiiiito bem da capital da República Tcheca, o país que mais bebe cerveja no mundo! São 143 litros por pessoa por ano. Um total de 1,5 bilhões de litros em todo o país!

Três dias e duas noites foram mais que suficientes para eu conhecer todo o basicão da cidade e ainda repetir muitos dos passeios. Se você só tem dois dias, não se apavore. Dá tempo de dar uma boa turistada por Praga.

O QUE FAZER

Cheguei a Praga num domingo já no final da tarde – como era final de Outono, já anoitecia mais cedo, por volta de 17h30. Foi o tempo de fazer check in no meu hostel e ir conhecer a noite da cidade. Acabei na principal e maior boate de Praga, a Karlovy Lazne, com 5 andares e um bar de gelo no térreo. O lugar é irado, mas estava mais vaziiiio por ser um domingo. Aliás, a cidade estava bem morta, e lá foi o único lugar que encontramos com alguma vida.

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Com certeza em alta temporada essa boate é mais agitada, mas nem por isso nossa noite foi desanimada. A entrada na Karlovy Lazne custa 200 CZK, e se quiser ir no bar de gelo custa mais 150 CZK e dá direito a um drink lá dentro. Se eu não me engano, o tempo máximo de permanência é de 15 minutos. O bar de gelo é pequeno, mas funciona como uma boate mesmo. Entra um grupo, curte, tira foto, morre de frio, toma o drink e sai correndo antes que vire pinguim Hehehe. De lá fomos para a boate. Alguns andares estavam absolutamente vazios! Mas encontramos um mais animado e montamos base lá. A boate é irada, mas certeza que preciso voltar lá no verão para conhece-la de verdade.

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No dia seguinte acordei tarde, claro (mas o meu hostel tinha café da manhã até meio-dia, conto mais abaixo). Desci andando em direção ao Rio Vlata, enorme e que corta a cidade, e já passei por um famoso ponto turístico de Praga que merece uma foto: o Dancing Building.

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Dali, segui andando para Old Town. Vi a Igreja de São Nicolau, a Torre da Antiga Prefeitura (dá para subir nela e ter uma vista linda da cidade), o Relógio Astronômico (ou Oroloj), o Convento de Santa Agnes. Nessa região há diversas barraquinhas com comida de rua. Pare por ali para experimentar algo típico do país por precinhos bem em conta.

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Ah, e programe-se para visitar o Relógio Astronômico em horas cheias (1h, 2h, 3h,…), pois há um mini espetáculo de procissão dos apóstolos acompanhados pela Vaidade, Avareza, Morte e o Turco, que neste caso representa a invasão pagã. Ouvi tanto falar disso, que confesso que esperei mais. Mas de qualquer maneira vale a pena assistir. Chegue pelo menos uns 5 minutos antes para garantir de ficar ali pertinho.

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A próxima parada pode ser o bairro Judeu (Josefov) para visitar a Velha/Nova Sinagoga, a Sinagoga Espanhola e o Cemitério. Veja mais informações sobre visitas aqui.

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Dali, circulamos pela Parizska Street, uma rua com lojas de grife, e almoçamos no Krcma, bem pertinho do bairro Judeu, com comida tradicional tcheca. Apesar da localização bem próxima a muitos pontos turísticos, é um restaurante mais discreto e com comida excelente. Eu pedi uma carne assada que veio com um molho muito cremoso, e um creme de natas que levava até cranberries, e estava impecável de tão saboroso (é um prato típico da República Tcheca e eu não consegui descobrir o nome certinho dele. Na descrição do meu menu vinha como: kraví plátek na smetane, celtovy knedlec, lesnie bobule). Vinham uns pães super macios para acompanhar e produzidos no próprio restaurante. Meu amigo tinha recebido a sugestão da namorada de pedir a costela. Cara, é gigantesca! Sério. Pelo que me lembro, ele não deu conta de terminar de comer. Imagino que sirva bem duas pessoas (a depender dos seus apetites, claro). O meu prato custou 145 CZK e o do meu amigo 235 CZK.

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Na sequência, seguimos andando para o cartão postal mais famoso de Praga, a Charles Bridge. Passei por ali umas seis vezes e não me cansei. É linda e a mais antiga da cidade, hoje em dia é fechada apenas para pedestres, possui inúmeras esculturas barrocas, pessoas tocando instrumentos musicais, barraquinhas vendendo artesanato. E um visual de cair o queixo! Lindo, maravilhoso, tanto de dia, como à noite.

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E quando passar pela Charles Bridge, não deixe de encostar na estátua de Nepomuceno – você verá uma aglomeração em volta dela. Dizem que passar a mão nas esculturas em relevo ao pé da estátua traz boa sorte e te levará novamente a Praga muito em breve!!!

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Já estando na Cidade Baixa, como é chamada esta outra parte da cidade, vá ao Castelo de Praga. Rola uma subidinha tensa, mas a vista compensa. Se preferir, pegue o bonde 22 para subir e ele te deixará ao lado do castelo. Mas, um conselho: antes de ir ao Castelo de Praga, estude bem o que você quer ver lá, senão pode chegar perdidinho igual a mim. Explico: o Castelo de Praga não é apenas um palácio, mas um bairro inteiro, com Igrejas e museus. Ele inclusive é titular do Maior Castelo do Mundo segundo o Guinnes, além de Patrimônio da Humanidade – são 70 mil metros quadrados e mais de mil anos de história. Há muuuuuito o que ver lá, e só depois eu me dei conta de que não conheci nem um quinto do que poderia. Para se guiar, indico muito esses dois posts: do blog Vontade de Viajar e do blog Turomaquia. Com eles, sua visita ao Castelo de Praga será muito mais proveitosa.

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Bom, e como quem está em Praga precisa entender porque a República Tcheca é o país onde mais se bebe cerveja no mundo, à noite fiz um tour de bares. Na verdade não consegui ir a todos os que eu queria, pois era uma segunda-feira e muitos fecharam cedo.  Mas fui a dois! Comecei pelo Pivovarsky Dum, onde dizem que tem uma das melhores cervejas artesanais da República Tcheca!

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Depois fui andando para o U Bubenicko. A decoração era muitoooo engraçada, ficamos tirando altas fotos dos quadros nas paredes. Quando deu umas 23h, a cidade estava bem mortinha, então o jeito foi ir para o hostel.

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No dia seguinte pela manhã fui dar uma volta pelos mercados de Natal de Praga (era o primeiro fim de semana em que estevam começando a decorar a cidade, então os mercadinhos não estavam a todo vapor, mas consegui visitar unzinho!).

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E depois repeti alguns dos passeios turísticos com uma amiga que fiz na Hungria e que tinha acabado de chegar a Praga. No fim do dia tínhamos planejado ir a Petrin, onde fica o que chamam de a cópia em miniatura da Torre Eiffel. Mas acabamos desistindo porque… Enfim, não estava muito a fim de ver apenas uma cópia menor da torre Eiffel 😛

Mudamos o roteiro e fomos à rua Dhoula, que me indicaram como a rua dos bares de Praga. Não achei tããão animada assim, confesso que eu esperava um lugar mega bombado, mas eu curti demais o bar Lokal. Nada turístico e lotado em plena terça-feira. Faça reserva ou chegue cedo (tipo umas 17h).

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De lá também fui ao Prague Beer Museum, um pub com dezenas de tipos de cervejas. Tomamos uma, mas logo buscamos outra opção porque estávamos com fome. Até tentamos voltar para comer no Lokal, mas já estava lotado e não havia mais mesas disponíveis. Pegamos, então, um ônibus e fomos ao Parlament jantar. Excelente dica! O lugar é super bonito, fora do roteiro turístico, com comida boa, uma galera legal. Pedimos pescoço de porco marinado por três dias em cerveja acompanhado de batatas cozidas – o molho de mostarda que acompanhava esse prato era sensacional! – e uma lasanha com legumes muito gostosa também. Cada prato custou cerca de 185 CZK.

À noite foi fim de festa e peguei meu bus de volta para Zagreb 🙁

ONDE FICAR

Em Praga o ideal é ficar ali perto de old Town, pois você poderá fazer tudo a pé se quiser. Eu fiquei no Sophie´s Hostel. Lindo, moderno, parece até um hotel. Eles têm dormitórios, suítes e apartamentos. Fiquei num apartamento para duas pessoas excelente, espaçoso, com mini cozinha, um banheiro espetacular (com uma banheira ótima). Localização nota 9, andava uns 15 minutos até o centrinho onde tudo acontece.

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Falo mais sobre ele nesse post aqui.

O QUE COMER E BEBER

Bom, bebida eu nem vou me estender muito. Beba cerveja! A República Tcheca tem infinitas cervejas muito boas e, o melhor, baratas! Cansei de entrar em um café pensando em tomar, juro!, um café. Mas eu olhava o preço e a cerveja custava, juro de novo!, a metade do preço do café. Poxa, gente. Tentador, né! Mas as cervejas mais populares por lá são: Staropramen, Kozel e Urquell.

Já com relação a comida, sopas são muito comuns lá, e o bom é que elas são bem cremosas. Não experimentei nenhuma, mas, para prato principal, posso recomendar o prato que mencionei no início do post e que não consigo descobrir o nome. É muito saboroso! Alguém sabe como se chama!

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Outra coisa bem comum lá é um queijo à milanesa, chamado Smàzny syr. Eu comi um dia numa barraquinha de rua, num sanduíche. Vinha pão, salada, molho e o queijo à milanesa substituindo a carne.

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Em barraquinhas de rua também era bem comum ver Halusky, uma mistura de batata, repolho e bacon feita em panelas enormes. Muita gente pedia esse prato e comia em pé ali pela pracinha de Old Town.

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Um doce que você deve experimentar, e que até hoje me arrependo amargamente por ter adiado essa prova sempre para a próxima lanchonete (e acabei vindo embora sem comer), é o Trdelnik. Você vai ver em qualquer barraca de rua ou lanchonete. É uma massa doce, redonda em formato de anel (só que grande). Difícil de explicar. O mais tradicional é com açúcar apenas, mas vi em vários lugares até com Nutella! #BenzaDeus

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QUANTO CUSTA

Custa baratiiin, baratiiiin. Com moeda própria, Praga é uma cidade com preços ótimos. E 1 euro = 25 CZK. Vamos lá:

– 1 diária em quarto compartilhado em hostel: a partir de 200 CZK

– 1 chopp: 25CZK

– 1 café: 40 CZK

– transporte público: em viagens que durem até 30 min o ticket custa 24 CZK; até 90 minutos, 32 CZK (busque sempre comprar antes nas maquininhas, se comprar direto com o motorista, sai a 40 CZK)

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Para fazer sua reserva no Sophie´s Hostel, clique aqui.

Para pesquisar hospedagens em Praga, clique aqui.

Para pesquisar hospedagens na República Tcheca, clique aqui.

Atenção, leitor: me hospedei no Sophie´s Hostel como um convite para conhecer seus serviços e poder indica-los no blog. Não aceito parcerias que não tenham o perfil do blog e sou absolutamente transparente em meus relatos e experiências. Obrigada pela confiança!

Carla Boechat é jornalista, mestranda, curiosa que só, carioca da clara, inquieta e turista por vocação - e criação. Sempre com a mochila e um sorriso prontos, aposta que toda estrada pode esconder uma dica em potencial. E aqui é assim: se ela foi e gostou, virou post!

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