Câmbio em Santiago: como encontrar a melhor cotação? Vale a pena sacar dinheiro no Chile? E o cartão de crédito?

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Todo mundo sempre busca a melhor cotação para trocar seu suado dinheirinho quando viaja, não é mesmo? Afinal, quanto mais os nossos reais rendem, mais podemos gastar durante a viagem. No Chile não é diferente, por isso montamos esse pequeno guia com todas as informações necessárias sobre a moeda do país e as casas de câmbio em Santiago, incluindo onde, quando e como fazer o câmbio mais vantajoso.

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Qual é a moeda do Chile?

No Chile, a moeda utilizada é o peso chileno (CLP), emitido em notas de 1.000, 2.000, 5.000, 10.000 e 20.000 pesos e moedas de 1, 5, 10, 100 e 500 pesos. No dia a dia, os chilenos chamam cada mil pesos de luca. Então se você vai comprar uma cerveja no bar por 3.000 CLP, por exemplo, ela custará tres luca, dito assim, no singular mesmo.

Quanto vale o real e o dólar em pesos chilenos?

Hoje, 14/11/2018, um real equivale a 181 pesos chilenos, mas tenha em mente que esse valor costuma variar com frequência. É comum o real valer algo entre 165 e 200 pesos. A moeda americana também oscila bastante, entre 600 e 700 por cada dólar – em novembro de 2018, estava valorizada, a 691 pesos chilenos.

Qual moeda levar para o Chile, peso, dólar ou real?

As casas de câmbio brasileiras não costumam ter a melhor taxa de conversação para o peso chileno. Melhor levar seus reais para trocá-los em solos chilenos, preferencialmente numa casa de câmbio em Santiago, onde você encontrará a melhor cotação. Fora da capital, o real tende a desvalorizar bastante. Nesses casos, pode ser mais vantajoso trocar dólares.

Porém, comprar dólares no Brasil para depois fazer o câmbio no Chile raramente é um bom negócio – a dupla conversão dificilmente compensa. Agora, se sobraram dólares da sua última viagem e você os tiver guardados, pode trazer! A moeda americana é mais forte que o real e costuma ter uma taxa melhor.

Além disso, ao pagar a sua estadia nos hotéis em dólar, ou também com cartão de crédito internacional, o turista tem a isenção do IVA (Impuesto al Valor Agregado, um imposto de 19 por cento incluído em todos os bens e serviços no Chile). Essa medida, aprovada para estimular o setor turístico, vale unicamente para o pagamento de hospedagem. Como nem sempre a comunicação sobre esse tema é muito clara, procure sempre confirmar com o seu hotel se o valor da diária informado inclui ou não a taxa, para evitar surpresas.

Onde é melhor trocar dinheiro?

Como o real é considerado uma moeda forte no mercado chileno, você vai conseguir um bom preço por ele nas casas de câmbio do país. É sempre bom chegar ao seu destino com pelo menos um trocado, para qualquer eventualidade. Nesse caso, melhor comprar alguns pesos ainda no Brasil, apenas o suficiente para a chegada, uma vez que o aeroporto e as rodoviárias sempre têm as piores taxas, independente da moeda. Ou deixar para sacar em algum caixa eletrônico do aeroporto. Fazer câmbio nesses locais nunca vale a pena.

No geral, a regra é: os lugares de maior concentração turística terão a pior cotação. É por esse motivo que as casas de câmbio ao lado de agências turísticas também costumam ter taxas ruins. Da mesma forma, a conveniência tem o seu preço: a Afex do Shopping Costanera, aberta todos os dias até as 22h, tem uma das piores cotações da cidade.

Isso não impede que a mesmíssima empresa, a Afex, tenha outra loja com ótimas cotações. Ela está localizada na Agustinas, rua no centro da cidade sinônimo de câmbio vantajoso. Ali, no trecho entre as ruas Banderas e Paseo Ahumada, você encontra uma casa de câmbio ao lado da outra, o que facilita na hora de comparar os preços e encontrar o melhor valor. A maioria funciona entre 9h e 18h, algumas até as 20h; você pode conferir uma lista com diversas casas de câmbio e seus respectivos horários no site oficial da cidade.

Mas atenção, nessa região você pode se deparar com a figura de estafadores, homens e mulheres bem vestidos que vão prometer um câmbio melhor, levar você até um recinto privado e dar um jeito de sumir com seu dinheiro. Segurança sempre: troque seu dinheiro somente em casas de câmbio oficiais.

Quando é melhor trocar dinheiro?

Durante o dia, a cotação do peso pode variar de 1 a 5 pesos. Em resumo, seu dinheiro vale mais durante o horário bancário em dias de semana, entre 10h às 15h. Isso porque as casas de câmbio definem as suas cotações com base nas informações do mercado financeiro que os bancos proveem. Depois do encerramento das atividades bancárias, o normal é fixar a taxa em um valor mais baixo, para evitar possíveis perdas de lucro diante da oscilação da moeda.

Além disso, após as 18h, horário em que muitas casas de câmbio fecham, aquelas que permanecem abertas aproveitam para desvalorizar ainda mais a moeda, seja o dólar ou real.

Sábado e domingo são os piores dias para fazer câmbio. Na sexta-feira à tarde, uma cotação baixa é definida para todo o fim de semana.

Como eu devo trocar meu dinheiro?

Agora que você já sabe o melhor lugar e o melhor momento para trocar o seu dinheiro, esteja atento a certas condições para que a sua troca seja vantajosa. Em primeiro lugar, privilegie bilhetes de grande valor, como notas de 50 e 100, sejam reais ou dólares. Notas de 10 ou 20 costumam ter um valor de câmbio mais baixo. Praticamente nenhuma casa aceita trocar moedas.

Depois, observe se as suas cédulas estão em excelente estado. Notas manchadas ou rasgadas valem menos ou, em alguns casos, dependendo da condição, sequer são aceitas.

Ao fazer o câmbio, informe quantos pesos você deseja adquirir e forneça o valor correspondente, em peso ou dólar. Embora muitas casas de câmbio ignorem esse protocolo, é obrigatório apresentar documento com foto e o comprovante de entrada no país (o papel da PDI).

Vale a pena sacar dinheiro em caixas eletrônicos no Chile?

Talvez. Pontos negativos: Hoje em dia a Redbanc, rede que conecta todos os caixas eletrônicos no Chile, de diversos bancos, cobra uma taxa de 4.500 CLP (quase 25 reais!) por saque, independente do valor – sem falar no IOF de 6,38 por cento que é cobrado pelos bancos brasileiros para saques internacionais. Pontos positivos: Por outro lado, os bancos geralmente usam um câmbio muito parecido com o oficial para esse tipo de saque, melhor que os das casas de câmbio, e isso pode compensar. Recomendamos ver com o seu banco qual o spread utilizado por eles para saques internacionais. 

Portanto, quando você coloca na ponta do lápis, pode ser que a economia de levar o dinheiro vivo não seja tão grande assim, em especial se você não se esforçar bastante para encontrar a casa de câmbio com a melhor cotação e dentro do seu melhor horário de funcionamento, conforme explicamos acima. Sem falar no risco de se deslocar carregando uma quantia muito grande de dinheiro vivo.

E o cartão de crédito?

Para compras fora do Brasil no cartao de crédito vale a mesma regrinha dos 6,38 por centro de IOF. Por outro lado, se você estiver inscrito em um programa de milhagens, é legal usar o seu de crédito para acumular milhas (e já ir se preparando para as próximas férias!). Já as vantagens acabam sendo praticamente as mesmas do uso de cartão de débito internacional: um câmbio melhor que pode compensar a taxa de IOF, porém, aqui, sem a cobrança dos 4.500 CLP pelo saque.

A principal desvantagem do cartão de crédito é que o Real pode desvalorizar até o fechamento da sua fatura e você acabar pagando mais caro no câmbio – fora o fato de que, passando tudo no cartão, é mais difícil ter um controle dos seus gastos durante as férias.

Recomendamos também ler esse artigo do Ricardo Freire para entender melhor esse assunto e decidir o que encaixa melhor para a sua viagem.

Anotaram todas as nossas dicas? Esperamos ter ajudado vocês. Qualquer outra dica, conta pra gente aqui nos comentários!

Carla Boechat é jornalista, mestranda, curiosa que só, carioca da clara, inquieta e turista por vocação - e criação. Sempre com a mochila e um sorriso prontos, aposta que toda estrada pode esconder uma dica em potencial. E aqui é assim: se ela foi e gostou, virou post!

Discussion2 Comentários

  1. Oii! Adorei o post.
    Tenho uma pergunta: e se eu for para o Atacama e fizer uma parada em Santiago. Mas não terei tempo de ir até o centro da cidade.
    O que fica melhor: trocar no aeroporto, trocar em San Pedro, ou sacar no caixa eletrônico? 🤔 muito obrigada!

    • Ei, Jessica!
      Olha, o câmbio de San Pedro costuma ser bem parecido com o de Santiago, entao vai depender de sorte do dia para ver qual estará mais vantajoso. Mas a diferença certamente será bem pequena. Já para sacar, recomendaria ver com seu banco qual o spread utilizado por eles e se cobram alguma taxa para você sacar no exterior (além da que o próprio caixa eletrônico chileno vai cobrar). Infelizmente sao muitas variáveis para observar e é difícil bater o martelo de qual vai ser mais vantajoso. Eu costumo sacar sempre, pois sei que em San Pedro o câmbio estará ruim e porque nao gosto de andar com muito dinheiro na bolsa.
      Espero ter ajudado!

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