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Monte Sinai: significado, história e como visitar

Monte Sinai, Egito

Monte Sinai: significado, história e como visitar

Um dos lugares mais buscados por turistas ao visitar o Egito é o famoso Monte Sinai. O local, localizado mais ao sul na Penísula de Sinai, é histórico e tem um significado sagrado e espiritual para três grandes religiões monoteístas: cristianismo, judaísmo e islamismo. Aqui Moisés teria recebido a tábua dos 10 mandamentos!

Por isso, ao longo dos anos, esse lugar tem atraído turistas e peregrinos das três religiões que buscam desbravar o local considerado sagrado.

Na minha ida à região, também pude vivenciar essa experiência e resolvi reunir todas as informações neste artigo. Acompanhe o post para saber mais sobre a história do Monte Sinai no Egito e como fazer a visita ao local!

A história do Monte Sinai

Você provavelmente já ouviu falar sobre a história do monte, mas de forma breve, acredita-se que foi no alto desta montanha que Moisés ouviu as instruções de Deus sobre os Dez Mandamentos.

O local também é conhecido como Monte Horeb e fica localizado na Península de Sinai, Egito. Como mencionado, este é um local de peregrinação para três grandes religiões. 

Na tradição cristã, acredita-se que foi nesta montanha que Moisés recebeu os Dez Mandamentos de Deus, como relatado no livro Êxodo da Bíblia. 

Já na tradição judaica, acredita-se que Moisés encontrou Deus cara a cara e recebeu as leis para guiar o povo de Israel. 

Na tradição islâmica, por sua vez, a história conta que foi nesta montanha que o profeta Maomé teve sua noite de viagem celestial.

Independente da razão para subir o Monte Sinai, preciso dizer que essa é uma experiência única e que realmente vale a pena.

Como visitar o Monte Sinai?

A visita ao monte requer organização. Por exemplo, é necessário ter um guia para entrar no parque onde está a montanha.

Além disso, se você sai de Dahab, precisa viajar ao menos 2h para chegar ao local.

Assim, organizar-se da melhor forma é indispensável. Veja a seguir as opções para visitar o Monte Sinai!

Bate-volta a partir de Dahab

Trilha do Monte Horeb

A primeira opção é fazer um bate-volta com uma agência saindo de Dahab, uma cidade litorânea a mais ou menos duas horas de distância do parque onde está o Monte Sinai.

Essa foi a nossa opção e escolhemos a agência Wolf Safari, localizada bem no centro turístico de Dahab para fazer o passeio.

Pagamos 20 EUR por pessoa e neste valor estava incluso o transporte de ida e volta, o guia e o ingresso ao parque. Achei que valeu a pena. 

No geral, os preços e ofertas de serviços para esse tour são bem padronizados. 

Então, cabe verificar qual agência é mais bem avaliada e escolher a que você achar melhor, pois aparentemente não tem muita diferença entre uma e outra no final das contas.

Dormir em Santa Catarina

Santa Catarina, Egito

A outra opção para visitar o Monte Horeb é dormir em Santa Catarina (ou St Katherine), localizado aos pés do monte e onde está o Mosteiro de Santa Catarina – declarado patrimônio da humanidade pela UNESCO. 

Para entrar no parque você precisará de um guia, assim como saindo de Dahab.

Contudo, na hora de subir o monte, percebi que acaba que você não precisa necessariamente do guia ao seu lado. No nosso caso, fomos no nosso ritmo e só encontramos novamente o guia ao final da trilha, já na base do monte.

Ainda, Santa Catarina oferece algumas possibilidades de hospedagem, que vou compartilhar nos próximos tópicos. Então, você ficaria muito mais próximo do monte.

Subindo o Monte Sinai: minha experiência

A nossa experiência subindo o Monte Sinai foi muito especial e eu super recomendo se você planeja visitar o Egito. 

Aqui vai o relato da minha experiência neste lugar!

Percurso e preparação

Contratamos o passeio com a Wolf Safari e o ponto de encontro era na própria agência. 

Saímos de Dahab às 22h rumo a Santa Catarina. No caminho, paramos em pelo menos 4 checkpoints policiais, como em outras regiões do Egito.

Contudo, diferente das outras vezes, em que sempre pediram nossos documentos (passaporte), dessa vez nosso guia tinha uma lista com as informações dos passageiros e não precisamos lidar com nada.

Porém, fica a dica de levar uma cópia do seu passaporte para caso necessite. No meu caso o motorista pediu a cópia impressa do nosso passaporte, mas eu não tinha recebido essa orientação e não levei. No entanto, não tive problemas.

Ao chegar em Santa Catarina, nos preparamos para começar a subir em direção ao cume por volta das 1h da manhã. 

No local, existem algumas pessoas que alugam vestimentas e cobertas para o frio. 

Principalmente agora no inverno, é importante ir muito bem agasalhado, pois lá no topo da montanha faz realmente muito frio. 

Como se vestir para subir o Monte Sinai

Por ser Inverno e de madrugada, eu fui bem agasalhada, com duas camadas de roupa na parte inferior, quatro na parte superior, além de luvas, gorro, cachecol, meias de lã e bota de trekking. 

Além disso, levamos nossos sacos de dormir e um colchão inflável de camping, porque sabíamos que teríamos que esperar o nascer do sol no frio lá em cima. Éramos os únicos tão bem equipados lá no alto!

No final, usei tudo, então super recomendo se você tiver esses equipamentos com você. No entanto, se não tiver, lá em cima eles alugam mantas de lã.

O que levar pra subida do Monte Sinai

Oriento também levar alguns snacks para comer ao longo do caminho ou quando chegar no topo, não só pra ter um lanchinho que vai te energizar, mas também pelos preços dos locais no caminho.

Para ter uma ideia, um café lá em cima custava 50 EGP, enquanto na cidade custa no máximo 30 EGP em um restaurante caro. 

Então tudo tem um preço inflacionado, que faz até sentido, devido à logística para que os produtos cheguem lá. 

Assim, se quer evitar pagar preços inflacionados, programa-se para levar alguns snacks.

Leve também: papel higienico e lanterna de cabeça.

Subida ao Monte Sinai

Com tudo preparado, começamos a subida. O cume fica a 2.285 metros de altitude e levamos em média 2h30 para subir com tranquilidade. 

A trilha tem em média 5 km de distância, e após 4 km, você chega na placa onde ficam os 750 degraus de pedras para chegar ao cume do Monte Sinai. 

O grupo começou o percurso reunido, mas aos poucos cada um foi fazendo o caminho no seu próprio ritmo. No final, eu e meu namorado chegamos no topo antes de todos. 

Poder andar no nosso ritmo foi maravilhoso. Pudemos desfrutar melhor de tudo: do lugar, de estarmos mais conectados com a natureza, do céu estrelado e com tudo que estar ali representava. 

Além disso, escolhemos o melhor lugar para ver o amanhecer, já que depois encheu de gente. Dica: usei o aplicativo Night Sky para pesquisar em que posição o sol iria nascer!

Estrutura da trilha do Monte Sinai

No percurso, além de ter algumas “vendinhas” para comprar água ou snacks, tem também muitos camelos disponíveis para serem alugados para ajudar quem não consegue ou não quer subir a pé.

Vocês já devem conhecer minha opinião sobre o assunto. Foi realmente muito chato ter que ficar dizendo não a cada vez que parávamos para respirar e alguém nos oferecia um camelo para subir o monte. Sem falar que os animais estavam cansados e não eram muito bem cuidados. Eram basicamente explorados para os turistas.

Sobre a subida em si, não achei difícil, já que é possível caminhar no seu próprio ritmo, sem a pressão do grupo, e já que você vai ter “tempo de sobra” esperando o nascer do sol. 

Pelo caminho também há estrutura de banheiros – mas são sujinhos.

No cume do monte

Chegando lá, por volta das 3h30 da manhã, montamos nosso “acampamento”, já que levamos colchão inflável e saco de dormir, e ficamos esperando o nascer do sol, que só chegou algumas horas mais tarde.

Estava muito frio, então foi importante ter os equipamentos para nos proteger do frio, a temperatura mínima foi de pelo menos -3ºC.

Por volta de 5h50 começaram a surgir os primeiros sinais do amanhecer. Ou seja, ficamos duas horas lá em cima no frio esperando amanhecer.

Eu não entendi muito bem o porquê de subirmos tão cedo se teríamos que esperar horas no topo do monte no frio.

No final, achei que estaria mais cansada por virar a noite sem dormir, mas eu estava com tanta adrenalina que não senti nem sono. Me senti energizada de estar ali. 

Às 6h30 o sol começou a aparecer atrás das montanhas e foi um momento mágico. O frio foi diminuindo e as montanhas no entorno foram ganhando tons alaranjados.

Fechei os olhos, rezei e agradeci pela oportunidade de estar ali vivenciando aquela experiência.

Descida do Monte Sinai

Começamos a descer por volta das 7h30 da manhã, sempre com tranquilidade e no nosso ritmo. Na base tem uma cafeteria e banheiros, que custam 5 EGP para usar.

Chegamos à base às 9h e às 10h estávamos na van para voltar para Dahab. Na viagem de volta o cansaço finalmente bateu e eu dormi bastante. Por volta de 11h30 fomos deixados no centrinho de Dahab, na porta do nosso hostel.

Onde se hospedar para visitar o Monte Sinai?

Booking.com

Como mencionei, é possível ficar em Santa Catarina ou em Dahab para contratar um passeio para subir o Monte Sinai. 

Pensando nisso, selecionei algumas hospedagens para te ajudar a programar seu passeio da melhor forma. 

Veja algumas opções a seguir, incluindo aquela que eu escolhi!

Hospedagens em Dahab

Auski Hostel

O Auski Hostel foi a minha escolha em Dahab e eu gostei de ficar lá. Era bem próximo do centro e deu para fazer tudo caminhando.

Um aspecto que poderia melhorar é a cozinha do hostel. Praticamente não dava para usar, a menos que você quisesse esquentar uma água para um chá ou café. Um ponto positivo era a limpeza do lugar como um todo.

Mas no geral, gostei da acomodação. Pagamos 20 EUR na diária sem café da manhã em quarto privado. As diárias em quartos compartilhados são a partir de 11 EUR. 

As avaliações no Booking têm nota 8.4/65 avaliações.

Dolphin Camp

O Dolphin Camp é uma das opções mais em conta que encontrei, com diárias a partir de 16 EUR para um quarto privado e banheiro compartilhado.

A praia fica a apenas 650m do hostel e eles oferecem um café da manhã pago à parte.

O hostel também está em uma região central e possui boas avaliações no Booking (8.7/408 avaliações).

Rafiki Hostels

Apesar de ser um hostel, essa opção é mais cara comparada aos outros, entrando na categoria intermediária de preços. 

O preço (31 EUR por noite) inclui café da manhã, quarto privado e banheiro compartilhado. 

Eles também oferecem a opção de quarto compartilhado com diárias a partir de 11 EUR, com café da manhã.

A distância para o centro da cidade é de 800m e as avaliações no Booking são de 9.7/65 avaliações.

Ladybird – Golden Europe Hotel

O Ladybird Golden Europe Hotel fica a apenas 700 m do centro de Dahab. 

Este hotel com valores intermediários, oferece diárias quartos e banheiros privados com café da manhã a partir de 42 EUR.

Ainda, eles têm uma opção de hospedagem que vem inclusa além do café da manhã, o jantar. Os preços dessa opção são a partir de 54 EUR.

As avaliações do hotel no Booking tem uma excelente nota: 8.4/928 avaliações.

Swiss Inn Resort Dahab

Para uma estadia mais luxuosa, uma opção é o Swiss Inn Resort Dahab, que fica um pouco mais distante do centro da cidade (2,3 km).

O resort oferece algumas opções de reserva que incluem café da manhã e jantar ou um sistema all inclusive. 

Para a primeira opção, os preços são a partir de 95 EUR. Já para o sistema all inclusive, as diárias são a partir de 142 EUR.  

As avaliações no Booking são de 8.2/1.476 avaliações.

Hospedagens em Santa Catarina

Em Santa Catarina, encontrei apenas duas opções de hospedagens. Acredito que porque a maioria das pessoas faz o passeio de bate-volta a partir de Dahab, há mais opções por lá. A grande vantagem de se hospedar em St Katherine é poder subir o Monte Sinai durante o dia – evitando ter que passar a noite acordado e pegar temperaturas tão baixas na madrugada.

O casal do Mundo Sem Fim fez dessa maneira e mostrou a experiência no canal deles no YouTube.

De qualquer forma, aqui vão as opções que encontrei no Booking:

Sheikh Mousa Bedouin Camp

O Sheikh Mousa Bedouin Camp está localizado bem perto do Monte Sinai, a mais ou menos 2 km de distância, sendo ideal caso você queira se hospedar nos arredores do monte.

Eles oferecem acomodações tanto em quarto compartilhado, quanto em quarto privado. 

Além disso, as diárias incluem café da manhã, entretanto, os banheiros são compartilhados nas duas opções de reserva. 

Os preços são a partir de 20 EUR em dormitório compartilhado e 37 EUR em quarto privado para duas pessoas. 

A nota da hospedagem no Booking é de 8.9/328 avaliações. 

Morgenland Holly Village

A outra opção que encontrei é bem mais cara e, pelas avaliações, não oferece um bom custo-benefício. Mesmo assim, incluí na lista já que só encontrei essas duas hospedagens na região.

O local fica em média a 7 km de distância do Monte Sinai e oferece opções apenas de quartos privados a partir de 117 EUR com café da manhã. 

Além disso, o hotel não tem uma nota muito satisfatória no Booking (6.4/18 avaliações).

Vale a pena visitar o Monte Sinai, Egito?

Subir o Monte Sinai foi uma experiência incrível e eu recomendo a ida caso você vá ao Egito. 

A experiência foi mágica e realmente especial. Além disso, você pode aproveitar a ida para passar alguns dias em Dahab, uma cidade bem “good vibes” e praiana que eu também adorei e que você encontra dicas completas em outro artigo aqui no blog.

Então, sim! Vale a pena conhecer o Monte Sinai e ver com os próprios olhos este, que é um local considerado sagrado por três grandes e importantes religiões. 

Espero que esse relato tenha te ajudado a programar sua viagem com mais clareza e tranquilidade. Nos vemos no próximo post! 

Enquanto isso, continue navegando pelo blog para conferir as novidades que tenho soltado por aqui!

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4 respostas

  1. Eu também tive a experiência de subir o Monte Sinai, só que acompanhando o resto da caravana demoramos umas 5 horas.O nascer do sol é extraordinário,o topo parece uma pintura,nem parece real. Único ponto negativo são os beduínos toda hora pedindo dólar e te chamando de família,os caras passam correndo por você subindo o monte como se fosse uma descida,no demais,uma experiência inesquecível… quero voltar

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