Bar do Gomez: o melhor boteco de Santa Teresa, RJ

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A dica para conhecer o Bar do Gomez veio da Bindu, querida proprietária do Casa Beleza, onde eu estava hospedada em Santa Teresa, no Rio (contei sobre essa pousada maravilhosa aqui). Ela me disse: “Saindo daqui, você desce a rua, não vai andar nem cinco minutos, e já vai estar no Bar do Gomez, que fica bem na esquina”.

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Fiz como ela falou. Saí e fui procurando o tal melhor bar de Santa Teresa – pelas palavras da Bindu. Segundo ela, o Casa Beleza só fica ali por reivindicação do marido dela, que fazia questão de morar a, no máximo, cinco minutos andando de seu bar preferido. Com uma descrição dessas, eu é que não ia perder de conhecer o tal boteco.

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Mas só que andei, olhei para uma esquina, olhei para outra, e nada do Bar do Gomez. Isso embaixo de um sol que fazia uns 45 graus no verão. Avistei um bar simpático, super aconchegante, chamado Armazém São Thiago. Parei ali mesmo e pedi uma Bohemia (sim, além dos chopps, eles tinham várias cervejas de garrafa geladíssimas). Amei o lugar! As pessoas! A decoração! O atendimento! O clima!

E agora, como é que eu ia conseguir fechar minha conta e ir atrás do tal Bar do Gomez… Pedi a segunda Bohemia e fiquei mais um pouco batendo papo, numa mesa alta que ficava na calçada mesmo. Amo essa informalidade. Na hora de fechar minha conta, perguntei, toda contrariada de ter que sair dali, “Por favor, onde é um tal de Bar do Gomez, que me disseram que seria aqui por perto”. E, rá!, quem diria! A resposta veio como um alento: “É aqui mesmo, moça. O nome daqui é Armazém São Thiago, mas somos mais conhecidos como Bar do Gomez”.

E é aí que a gente percebe quando um bar é bom de verdade. Esse me fisgou até com o nome errado! Eu, que não trocava por nada o Bar do Mineiro, que fica uns 10 minutinhos andando dali, precisei rever essa decisão. Gostei mais do Bar do Gomez, como é que pode! No início porque ele estava mais vazio, parecia uma daquelas descobertas gostosas de se fazer, dava a impressão de que era frequentado apenas pelos locais ou pelos bem informados. Um achado nada turístico – bingo! Mas foi só cair a noite que, caramba, ele me conquistou de novo – e, dessa vez, por estar infinitamente mais cheio que o Bar do Mineiro em qualquer dia de feriado!

O Bar do Gomez (liga não, vou chamar assim porque foi como aprendi) é de origem espanhola, apesar dos famosos bolinhos de bacalhau que saem de sua cozinha. E, olha só, ele está ali naquela esquina desde 1919. Seu nome original, Armazém São Thiago, é uma referência a Santiago de Compostela, cidade natal de seu dono. Ali antes funcionava a mercearia de um português, que logo foi arrendada por Jesus, ex caixeiro que se tornou fundador do badalado e tradicional bar.

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O Bar do Gomez começou como um estabelecimento sofisticado que vendia vinhos importados, bacalhau, azeites espanhóis e portugueses. E ficou famoso com esse nome devido à vinda da Espanha de um sobrinho de Jesus, o Gomez, muito carismático e que ainda aparece de vez em quando no bar e conta suas histórias de vida. Os trilhos do bondinho passando bem ali na porta são outro trunfo do bar, impossível não se render.

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Todos os móveis e utensílios, muitos datados da década de 20, foram restaurados em 2003. E por isso o Bar do Gomez mantém um estilo antigo, que combina perfeitamente com o clima bucólico do bairro de Santa Teresa.

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O movimento por ali à noite é de não dar conta. Aquela esquina bomba de gente de todas as tribos: frequentadores antigos, gringos, grupos de jovens. E gosto muito quando o clima do lugar é de gente feliz e sem pressa – foi isso que encontrei ali. Todo mundo estava no Bar do Gomez simplesmente para tomar uma e jogar conversa fora, entre amigos.
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As cervejas que você encontra lá são bem variadas. Além do chopp Brahma bem tirado no balcão (tem até jarra de 1,5 litro de chopp!), há as garrafas de Antártica, Bohemia, Brahma Extra, Original, Serra Malte, Skol, Bohemia Confraria, Bohemia Weiss, Cerpa, Stella Artois, Norteña, Patrícia, Quilmes, Franziskaner, Spaten, Hoegaarden, Leffe, Lowenbrau. Becks. E muitas caipirinhas, cachaças, grapas, conhaques, licores, vinhos, uísques. A carta de cachaças é de deixar qualquer um vesgo!

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Como deu pra ver, ali não é um lugar tanto para comer, não. Mas, se bater aquela fominha, eles servem frios e vários petiscos feitos na hora, como o famoso bolinho de bacalhau, pasteis, polenta frita, aipim frito, linguiças, caldinho de feijão, entre outros. Para mais sustância, há algumas opções de sanduíche, com variados queijos e embutidos.

Agora que já te convenci que o melhor bar de Santa Teresa, quiçá do Rio de Janeiro (é sério!) é o Bar do Gomez, anote o nome certo para não errar:

Armazém São Thiago
Rua Áurea, 26, Santa Teresa, Rio de Janeiro
Funciona de segunda a sábado, de 12h à 1h, e aos domingos, de 12h às 22h.
Tel: (21)2232-0822
Email: armazemsaothiago@gmail.com

E bom proveito! 🙂

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Carla Boechat é jornalista, mestranda, curiosa que só, carioca da clara, inquieta e turista por vocação - e criação. Sempre com a mochila e um sorriso prontos, aposta que toda estrada pode esconder uma dica em potencial. E aqui é assim: se ela foi e gostou, virou post!

Discussion5 Comentários

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  2. Oi Carla, obrigada pelas dicas de Santa Tereza. Neste momento estou tomando uma gelaaada no Bar do Gomes depois de ter subido a escada e visitado o museu! Tudo maravilhoso.

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