Noite em Santiago: festas, bares, rooftops e a vida noturna na capital chilena

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Depois de um dia aproveitando os melhores passeios de Santiago, é hora de descobrir o que a noite em Santiago tem a oferecer. Embora não tenha a fama de uma cidade que nunca dorme, como Buenos Aires ou São Paulo, e mesmo que alguns a considerem até um pouco careta, a capital chilena proporciona muitas alternativas para curtir a vida noturna.

Vale comentar que beber em Santiago não é exatamente barato, mas tampouco é muito mais caro que em capitais brasileiras: um chope, por exemplo, custa cerca de 2.000CLP (R$10) e uma pinta (500ml) de cerveja artesanal, por exemplo, custa em média 3.500CLP (quase R$20), enquanto um drinque sai a partir de 7.500CLP (pouco mais de R$40).

Outra coisa que encarece a conta é a obrigatoriedade de pedir, em quase todos os bares, uma porção de comida para acompanhar os tragos. Isso acontece porque as licenças comerciais no Chile são muito rígidas e a maioria dos estabelecimentos não têm autorização para vender exclusivamente bebidas alcóolicas.

Agora, se você não quiser economizar nos atrativos noturnos, pode aproveitar as experiências gratuitas que Santiago oferece e seguir o nosso guia de bares, baladas e festas sem culpa. A diversão é garantida!

Restaurantes em Santiago

Para muitos viajantes, a noite em Santiago começa com o jantar em algum restaurante. A gente já recomendou alguns dos melhores restaurantes de Santiago em cada bairro — vários deles, inclusive, também têm ótimos bares. O Bocanáriz e o Sarita Colonia, por exemplo, são ideais para dar a largada. Mas lembre-se que, se a ideia é visitar vários bares, é bom pegar leve na comida: pode ser necessário pedir um petisco para conseguir uma mesa.

Bares em Santiago

Chipe Libre

José Victorino Lastarria 282

A origem do pisco, uma aguardente de uva, é uma disputa antiga entre Chile e Peru. Esse bar resolveu acabar de vez com o conflito fundando a República Independiente del Pisco, um território neutro para provar as suas melhores variedades, independente do país produtor. É possível pedir uma degustação de piscos ou drinques preparados a partir da bebida (o Pisco is in the Air, com suco de framboesa, limão, mamão, manjericão e mel é uma delícia!).

The Clinic

Av. Brasil 256

Bar da tradicional revista homônima, com seu viés satírico de esquerda, The Clinic tem um ambiente descontraído, com decoração repleta de referências políticas e boa música. O cardápio tem vários trocadilhos que revelam um pouquinho da cultura chilena. A comida não é o forte da casa, melhor pedir algo só pra beliscar. O bar de Bellas Artes, na rua Monjitas, infelizmente fechou, mas resta a filial do bairro Brasil.

La Piojera

Aillavilú 1030

Poucos lugares são tão emblemáticos para a noite em Santiago como esse bar, situado próximo ao Mercado Central. Diz a lenda que o nome pegou depois que o presidente Arturo Alessandri visitou o local, em 1922, e soltou “Y a ésta piojera que me han traído?”, que poderia ser traduzido como “e esta ‘espelunca’ que me trouxeram?”. De fato, o ambiente é bastante simples, mas a atmosfera é animada e os preços convidativos. Você vai encontrar desde os tiozões bêbados até estudantes, artistas e turistas. A pedida é o clássico Terremoto, preparado com um vinho doce, sorvete de abacaxi e granadina.

Kunstmann Kneipe

Constitución 57

Original de Valdívia, a Kunstmann é uma das cervejas mais apreciadas do país. Nesse bar em Bellavista é possível provar as 15 variedades produzidas pela cervejaria — a Torobayo, a mais clássica de todas, é simplesmente imperdível. A casa oferece várias comidinhas de bar, com destaque para o Crudo Kunstmann, um prato de carne crua com condimentos como cebola, coentro e pimenta, para comer com torradinhas e a maionese da casa.

S33W70

Pío Nono, Bellavista, Constitución, Dardignac

As coordenadas geográficas apontam para um dos bares mais descolados de Santiago, do hotel boutique The Hip, situado no Patio Bellavista. O espaço é super bem decorado e o menu traz pratos e drinques sofisticados. De vez em quando organizam festas com DJ, geralmente sábado e domingo.

Rooftops em Santiago

Já há alguns anos, a moda dos bares no topo dos edifícios de Santiago veio para ficar. Também, com vistas espetaculares para a Cordilheira dos Andes e para o skyline de Santiago, não é surpresa que os rooftops façam sucesso. Muitos deles estão situados nas coberturas ou nos terraços de alguns dos melhores hotéis da cidade, e costumam ter um ambiente mais elegante (e preços mais elevados).

Opera Catedral

José Miguel de La Barra 407

Um dos terraços mais clássicos de Santiago, esse restobar próximo ao Cerro Santa Lucía oferece uma ótima gastronomia por um bom preço durante o dia e uma animada cena musical à noite, com apresentações ao vivo. Durante a semana, a entrada costuma ser grátis, mas sábado e domingo pode ter algum custo (dificilmente mais de 5.000CLP, que podem ser convertidos para bebida).

The Singular Rooftop Bar

Merced 294

Esse é um dos terraços mais requintados da cidade, com coquetéis de autor e comidinhas pra lá de caprichadas — vale experimentar os ostiones (tipo de molusco) com avocado e jalapeño. O drinque Hilito, com pisco, suco de uva moscatel e manjericão, faz sucesso. O espaço é um tanto limitado, mas dificilmente o lugar está cheio.

Azotea Matilde

Antonia López de Bello 118

No coração de Bellavista, esse terraço está a poucos passos do Cerro San Cristóbal e da casa de Pablo Neruda — inclusive, o nome do estabelecimento é uma homenagem à última amante do poeta. A vista é incrível e o ambiente muito aconchegante, perfeito para ver o pôr do sol, comer algo (a entradinha de camembert no forno, com uvas, frutos secos e mel, é muito gostosa) e seguir para um dos muitos bares da região.

Room 09

Antonia López de Bello 40

Clube exclusivo para membros, esse bar secreto pode ser descoberto se você jantar no restaurante 040, no térreo. Para chegar lá, você passa por uma entradinha escondida e sobe em um elevador dos anos 20, era que serviu de inspiração para o Room 09 — um speakeasy, os estabelecimentos clandestinos da época da Lei Seca nos Estados Unidos. O ambiente industrial, movido pelo jazz, tem uma coquetelaria de luxo e uma vista incrível. Uma experiência inusitada.

Casas Noturnas em Santiago

A verdade é que Santiago pode deixar a desejar no quesito casas noturnas. As opções são um tanto limitadas e, mesmo entre as existentes, nenhuma casa em particular se destaca. A maioria cobra uma entrada, que pode variar de 5.000 a 10.000CLP, às vezes podendo converter para consumação. Ah, e não espere ver o sol raiar: a maioria dos estabelecimentos fecha por volta das 4h ou 5h da manhã.

O Club La Feria (Constitución 275), em Bellavista, é um dos lugares mais bacanas, voltado principalmente para festas de música eletrônica; os preços das bebidas são mais elevados que a média. Na mesma região, o Club Chocolate (Ernesto Pinto Lagarrigue 192) tem shows ao vivo de diferentes estilos musicais e, depois do espetáculo, começa a festa. Bellavista conta ainda com o Bunker (Bombero Nuez 159), uma boate GLS super animada, com apresentações de dança e performance de drag queens.

Em Vitacura, o Club Eve (Av Vitacura 5480) e o Club Amanda (Embajador Doussinague 1767) são duas baladas enormes, super concorridas, com várias pistas, e relativamente próximas uma da outra. Por aqui ficava também Las Urracas, uma das baladas mais famosas e recomendada por vários blogs de viagem, mas a casa fechou em 2017 após um incêndio.

Festas em Santiago

Quarta-feira é o dia em Santiago! Toda semana ocorrem, nesse dia, duas festas famosas, a Miércoles Po, itinerante, e a After Office, no centro. São dois eventos que valem a pena se você estiver em Santiago durante a semana. Já contei minha experiência nessas festas aqui.

Um dia eu ignorei todas as críticas e saí para conhecer o mundo. Desde então já acumulei mais de 45 países visitados, juntei as mochilas com um cara foda e abri uma agência de experiências que já recebeu mais de 1.500 brasileiros no Chile. E a aventura mal começou.

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  1. Pingback: Melhor época para visitar Santiago: o mês certo para cada experiência de viagem | Fui, gostei, contei | por Carla Boechat

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