Roteiro de um dia em Bratislava: o que fazer, onde ficar, o que comer e beber, quanto custa

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Bratislava foi meu segundo destino na eurotrip que também incluiu Budapeste (leia esse post com as dicas do que fiz lá), Viena e Praga. Normalmente renegada a uma cidade sem muitos atrativos e ofuscada por outras metrópoles europeias, a capital da Eslováquia acaba sendo deixada de lado para dar lugar a mais dias de viagem em seus países de fronteira. O que acho injusto!

Fiquei lá apenas uma noite e dois dias, mas ambos cortados ao meio devido aos deslocamentos entre países (da Hungria para Eslováquia, e depois de lá para Áustria). Por isso eu indicaria ficar lá duas noites, assim você consegue garantir ao menos um dia completo para conhecer Bratislava com calma.

O QUE FAZER

Cheguei lá numa sexta-feira à tarde, fiz check in e fui correndo conhecer o Castelo de Bratislava. O problema da época em que eu fui (meados de novembro), é que anoitece muito cedo (antes de 17h). Pra tentar aproveitar o restinho de luz do dia, subi andando (leia-se: a passos acelerados) e foi uma boa caminhadinha cansativa até chegar lá em cima. Mas a vista compensa. Estava uma chuva chaaaaata nesse dia, daquelas bem fininhas e que não acabam nunca, então não deu tanto para curtir em lugares abertos.  Do alto se tem uma vista bem bonita de Bratislava, com o Danúbio cortando a cidade, mesmo já sendo fim do dia. Estava um céu azul bem bonito e as luzes da cidade enfeitaram as fotos. Não entramos no castelo nem no museu. Nosso tempo já estava um pouco curto, e na real lá eu preferia mesmo era ver o castelo por fora, tirar fotos, curtir o visual.  Mas sempre há exibições no Slovak National Museum, dentro do próprio castelo, e você pode conferir preços e horários para visita aqui.

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De lá voltamos andando para o centro antigo e para a praça principal da cidade chamada Hlavné námestie e naquele dia era justamente a inauguração dos mercadinhos de Natal. Lindo, que sorte! Músicas natalinas, comidinhas, bebidinhas, pessoas felizes, souvenires , uma chuva chata que não dava trégua. Por mim eu ficava ali horas. Mas não tinha espaço embaixo das barracas pra todo mundo se proteger da chuva e o clima não estava exatamente propício para ficar lá curtindo.

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Voltamos, então, pro hostel, e nos arrumamos pra conhecer a noite de Bratislava. Lá há vários bares legais e rolam umas noitadas também. Começamos pelo The Dubliner Irish Pub, que estava bem cheio e lá tomamos o chopp mais vendido na Eslováquia, o Zlaty Bazant. Curti bastante esse pub.

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Na saída, fomos em busca da estátua Men at Work, próxima à praça central de Bratislava – todo mundo tira foto nela! Na língua local ela é chamada de Cumil, e para achá-la você deve olhar para.. o chão! Hehehe

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Várias estátuas foram criadas nas ruas fechadas para pedestres de Bratislava após uma mudança política que tentou reavivar a cidade, não só limpando e restaurando antigos edifícios, mas também espalhando esses personagens de bronze que acabaram se tornando super populares entre os turistas. Outras estátuas de bronze que você pode procurar por lá são o Schoner Náci (dizem que foi inspirada num morador que era um dos mais elegantes da cidade e tinha o hábito de caminhar pelas ruas usando terno elegante e chapéu, e distribuía flores ou cantava para as damas que passassem), o Paparazzi (não descobri a origem específica, mas é uma estátua de um homem na esquina da Laurisnka street, meio se escondendo, segurando uma máquina fotográfica, como se tentasse flagrar celebridades) e Napoleon´s Soldier (Sua origem vem das duas vezes em que o exército de Napoleão entrou na cidade. Na primeira, em dezembro 1805, 300 pilotos e 9000 soldados de infantaria marcharam nas ruas de Bratislava. Depois disso, o próprio Napoleão teria entrado na cidade). Esse último fica bem no meio da praça principal, a Hlavné námestie.

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Eu e o elegante Schoner Náci

Bom, eu só consegui achar duas dessas estátuas quando estive lá. Boa sorte em sua caça! 😛 Brincadeirinha, vocês acham que eu não vou dar o caminho das pedras pra vocês! Eles ficam bem um ao lado do outro e eu que ainda não sabia da existência de todos eles para ir atrás. Tá aqui o mapa com a localização das quatro estátuas de bronze pra você não comer mosca que nem eu:

De lá fomos conhecer uma área que a recepcionista do meu hostel me indicou e que é conhecida como Bermud Triangle, onde ficam três barzinhos: o Vydrica, o Andy Gallery e o U Certa. O engraçado é que ela comentou assim “Tem esse nome porque ninguém consegue sair de lá”. Eles não ficam exatamente no coração de Old Town, mas no percurso que fizemos para ir para o castelo mais cedo. Chegamos no primeiro e não curti muito. Uma galera meio alternativa demais, parecia que estava rolando alguma festa particular, não tinha espaço direito. Ainda assim tomamos duas ou três cervejas lá.

Saímos e fomos para o do lado, o Andy Gallery. Nos sentamos perto de uma máquina Jukebox e pedimos a primeira cerveja. Nisso uma americana veio conversar com a gente porque ela queria colocar dinheiro na máquina para escolher música. Nos pediu ajuda, e no final escolhemos juntos umas dez músicas pra tocar, desde Backstreet Boys até Bob Marley e Jamiroquai. Bom, então tivemos que ficar lá tomando mais umas até esgotar o repertório, né.

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E a hora voou. Quando saímos, poxa, só faltava um bar para completar o triângulo. Bora lá! Entramos, sentamos, pedimos mais uma cerveja, um uísque porque o preço estava super amigável. E a gargalhada já rolava solta. A decoração desse bar era muitcho louca. Olhem essas paredes e tetos. Me-do!

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Bom. A teoria da recepcionista do meu hostel se confirmou. Fomos pra tomar uma cerveja e não conseguimos mais sair de lá – e sem nenhum motivo especial, simplesmente fomos emendando de cerveja em cerveja. Na volta passamos por um rapaz tocando violão. Meu amigo puxou papo e, quando vi, ele já tinha catado o violão do cara e estava puxando uma música brasileira. Emendou em outra, e mais uma. Começaram até a colocar dinheiro pra ele, hahaha. Foi demais.

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Por fim, terminamos a noite no BarRock, mas não era muito a minha praia porque estava tocando um rockzão com um monte de copo quebrado no chão e uma galera já bem bêbada. Não ficamos lá nem meia hora e partimos. Fim de noite!

Olhem nesse mapa qual foi meu roteiro nesse dia:

No dia seguinte, antes de ir embora, passamos para conhecer a famosa Blue Church. É bonitinha, super fofa e tal, mas não achei nada demais. É apenas uma igreja toda azul, inclusive por dentro. De lá, fim de jogo em Bratislava para nós! O próximo destino era Viena.

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ONDE FICAR

O ideal é estar em Old Town ou em seu entorno. Como Bratislava é pequena, dá para fazer quase tudo a pé por ali. Eu fiquei no Hostel Blues. Localização legal, consegui fazer tudinho a pé, mas sempre precisava andar uns 10 minutos até o centro da cidade onde tudo rolava. Super organizado e estiloso, lá fiquei numa suíte compartilhada feminina com 6 camas. Excelente! Mas o que eu mais curti mesmo foi a recepção, eles simplesmente me deram a dica de tu-do o que fazer na cidade. Bom demais ser recebido assim. Conto mais sobre o Hostel Blues aqui.

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O QUE COMER E BEBER

Teve uma iguaria eslovaca que experimentei na feirinha de Natal: o tal do Zemiskové Placky. É tipo uma panqueca feita de batata e com e queijo por cima. É bem salgadinha e nada light, mas eu curti!

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Outras sugestões são Bryndzové halusky (ou potato dumplings), que são batatas em um molho com queijo de ovelha, bacon e sour cream; Kapustnica, uma sopa com vegetais, linguiça, cogumelos e carne – mais encontrada na época de Natal, Cesnacka, sopa cremosa de alho servida no pão.

No hostel onde me hospedei, o Hostel Blues, toda semana eles oferecem uma aula de culinária para ensinar a preparar comidas típicas do país.

A cerveja mais popular e mais vendida no país é a Zlaty Bazant.

QUANTO CUSTA

Ai, ai. Bratislava é mais um destino barato dessa eurotrip. E olha que lá é tudo na base do euro, hein galera! Olhem alguns preços pra você se planejar:

– dormitório em hostel: a partir de 8 euros a diária

– 1 cerveja no bar: 2 euros

– 1 ticket de ônibus: 0,70 euros para percursos que durem até 15 min / 0,90 euros para percursos que durem até 30 min / 1,20 para percurso que durem até 60 min / 3,50 para viagens ilimitadas pelo período de 24 horas

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Quer saber mais sobre essa viagem que fiz entre Budapeste, Bratislava, Viena e Praga! Então você pode gostar desses posts abaixo:

Onde ficar em Bratislava – Hostel Blues

Eurotrip: meu roteiro Zagreb x Budapeste x Bratislava x Viena x Praga

Roteiro de dois dias em Budapeste: O que fazer, onde ficar, o que comer e beber, quanto custa

Onde ficar em Budapeste – Pal´s Hostel

Para fazer sua reserva no Hostel Blues, clique aqui.

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Carla Boechat é jornalista, mestranda, curiosa que só, carioca da clara, inquieta e turista por vocação - e criação. Sempre com a mochila e um sorriso prontos, aposta que toda estrada pode esconder uma dica em potencial. E aqui é assim: se ela foi e gostou, virou post!

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