Eurotrip: meu roteiro Zagreb x Budapeste x Bratislava x Viena x Praga

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Esse é um roteiro moleza de fazer pela Europa Central e que rende ótimas surpresas. Eu moro em Zagreb, então no meu caso essa cidade foi apenas o ponto de partida. Mas, se você quiser incluí-la no seu roteiro, ela fica a cerca de cinco horas de Budapeste e um dia e dois noites por aqui (digo assim para que você tenha realmente um dia inteiro, e não um dia picado devido ao deslocamento para outra cidade) são o suficiente para conhecer o básico da capital da Croácia. Mas, se você tiver mais dias, ainda vou fazer posts aqui com dicas dos meus cantinhos preferidos no entorno de Zagreb.

Nesse post de hoje vou fazer um geral do meu itinerário de 7 dias, com dicas de como me desloquei entre as cidades, onde me hospedei e um geralzão do que fiz por lá – depois vão vir os posts mais completinhos e detalhados sobre cada um desses destinos. Atenção: preços e cotações de novembro de 2015. E ao final vou dar umas dicas básicas pra sua trip sair ainda mais redondinha que a minha. Bom, então como Zagreb não foi parte do meu roteiro turístico, apenas ponto de partida, a viagem ficou assim:

2 noites em Budapeste, 1 em Bratislava, 1 em Viena, 2 em Praga

1 euro = 7,5 HRK (Kuna, moeda da Croácia)

1 euro = +- 300 HUF (Forint, moeda da Hungria)

1 euro = +- 26 CZK (Coroa, moeda da República Tcheca)

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Dia 1:

Ônibus de Zagreb, na Croácia, para Budapeste, na Hungria. Essa viagem durou um pouco mais de cinco horas e custou 125 kunas. Comprei com a agência Panturist.

Cheguei a Budapeste e me hospedei no Pal´s Hostel, que tem dormitórios, suítes e apartamentos. Eu fiquei num dos apartamentos (acomoda muito bem até 4 pessoas, tem mini cozinha toda equipada, é espaçoso), com varanda de frente para a Catedral de São Estevão, localização excelente.

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À noite fomos conhecer os famosos Ruinpubs da cidade. Começamos pelo Szimpla Kert, o mais antigo de todos, e lá emendamos no Instant, maior Ruinpub de Budapeste e com uma pegada mais de night. Ambos com uma decoração muito maneira, mas meu lugar preferido foi o Szimpla.

Szimpla kert, tipo um ferro velho, mas juro que é legal! Hahaha
Szimpla kert, tipo um ferro velho, mas juro que é legal! Hahaha

Dia 2:

Acordamos um pouco tarde, como se pode imaginar, e almoçamos no Étkezde. Local pequeno e aconchegante, comida húngara tradicional excelente e preço ótimo. Chegue até meio dia para não pegar fila, pois eles não fazem reservas. Depois, tour pelo lado Buda da cidade, onde fica o Buda Castle e a Matthias Church e com uma vista incrível de Budapeste. Não pegamos o teleférico e subimos andando, foi de boa. De lá, descemos de ônibus para o lado Peste e fomos ao monumento Shoes on the Danuber, ao enorme Parlamento e depois pegamos outro ônibus para ir ao Széchenyi Thermal bath, o spa de águas termais mais famoso de Budapeste e que todo mundo precisa ir. É incrível! À noite fomos ao Ruinpub Durer kert, era mais ou menos perto do spa e fomos andando. Comemos um sanduíche delicioso e mais tarde ia rolar algum show de rock. Terminamos nossa noite no Szimpla kert para despedir.

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Dia 3:

Café da manhã no Café Vian, pertinho do hostel, e depois trem de Budapeste para Bratislava, na Eslováquia. Precisamos pegar dois trens: um para Vác, que custou 325 HUF (com desconto de estudante). Depois um único trem para Bratislava, porém tivemos que comprar dois tickets: o primeiro custou 1310 HUF e o segundo 21 euros. Sim, surreal de caro. Não deixe para comprar na hora na estação como nós fizemos (compre online antes). Essa viagem durou no total umas 4 horas, mas se tivéssemos nos planejado, poderíamos ter pego trens diretos e mais rápidos.

Leia em mais detalhes:

Onde ficar em Budapeste – Pal´s Hostels

Roteiro de dois dias em Budapeste: o que fazer, onde ficar, o que comer e beber, quanto custa

Cheguei a Bratislava e me hospedei no Hostel Blues. Localização legal, consegui fazer tudinho andando, mas sempre precisava caminhar uns 10 a 15 minutos até o centro da cidade. Super organizado e estiloso, lá fiquei numa suíte compartilhada feminina com 6 camas. Excelente!

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Fiz check in e fui correndo conhecer o Castelo de Bratislava. Subi andando e foi uma boa caminhadinha cansativa. Mas a vista compensa. Estava uma chuva chata nesse dia, então não deu tanto para curtir em lugares abertos. De lá voltamos para o centro antigo e era inauguração dos mercadinhos de Natal (final de novembro). Lindo! Procure também por ali, próximo à praça central, a estátua Men at Work – todo mundo tira foto nela! Olhe para o chão para encontrá-la 😉 À noite fomos conhecer os barzinhos da cidade e começamos pelo Dubliner Irish Pub, estava bem cheio e lá tomamos o chopp mais vendido na Eslováquia, o Zlaty Bazant. De lá fomos conhecer uma área que é conhecida como Bermud Triangle, onde ficam três barzinhos: o Vydrica, o Andy Gallery e o U Certa. Fui aos três e curti mais os dois últimos. Terminamos a noite no BarRock, mas não era muito a minha praia porque estava tocando um rock com um monte de copo quebrado no chão e uma galera já bem bêbada. Fim de noite!

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Dia 4:

Antes de ir embora, fomos conhecer a Blue Church. Bonitinha, mas nada demais. É apenas uma Igreja toda azul, inclusive por dentro. De lá pegamos um trem para Viena. A viagem durou cerca de uma hora e custou 10 euros. Lá me hospedei no Hostel Ruthensteiner. Fiquei numa suíte privativa. Apertadinha, mas atendeu em tudo o que eu precisava. Esse hostel é uma graça. Ele até era bem localizado e dava para fazer algumas coisas a pé, mas andávamos bastante e acabamos preferindo pegar transporte público em muitas das vezes.

Leia em mais detalhes:

Onde ficar em Bratislava – Hostel Blues

Roteiro de um dia em Bratislava: o que fazer, onde ficar, o que comer e beber, quanto custa

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Como a viagem foi curta, cheguei a Viena em tempo de turistar bastante. Lá encontramos uma amiga do meu amigo que mora em Viena há 2 anos e que fez o papel de nossa guia. Começamos o dia no mercado Naschmarkt, com várias comidas e bebidas locais, e de lá fomos andando por toda a parte turística da cidade. Viena é linda, e qualquer prédio de esquina pode te confundir como um palácio. E havia mercadinhos de Natal para todos os lados. Em um deles comemos goulash no pão (tipo, o pão é a própria cumbuca onde o goulash é servido). Uma delícia. Conhecemos ainda a St Charles Church, a Opera House, St Stephen´s Cathedral, o Imperial Palace Hofburg, Michaelerplatz, Museums Quartier, andamos pelas principais ruas de compras. Estava muito frio! Ao fim do dia paramos para um café e um vinho no Café Leopold. Depois dali terminamos o dia na 1516 Brewery Company Vienna, onde é servido um dos melhores chopps da cidade. O hambúrguer de lá também já foi eleito entre os 50 melhores do mundo.

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Dia 5:

Fizemos check out no Hostel e saímos de mochilão nas costas para conhecer dois palácios de Viena: o Schonbrunn (meu preferido!) e o Belvedere. Bem ao lado desse último, almoçamos na Salm Brau, uma cervejaria artesanal que também tem uma comida excelente. Não é barato. Mas é Viena, né, uma cidade naturalmente mais cara. Prove o Schnitzel, bife de porco à milanesa com salada de batata. E a cerveja da casa, claro.

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De lá, fomos de ônibus para Praga. A viagem durou cerca de cinco horas, mas confesso que não me lembro quanto paguei na passagem.

Leia em mais detalhes:

Onde ficar em Viena – Ruthenstein Hostel

Meu roteiro de dois dias em Viena: o que fazer, onde ficar, o que comer e beber, quanto custa

Chegamos em Praga e ficamos no Sophie´s Hostel. Lindo, moderno, parece até um hotel. Eles têm dormitórios, suítes e apartamentos. Fiquei num apartamento para duas pessoas excelente, espaçoso, com mini cozinha, um banheiro espetacular (com uma banheira ótima). Localização ok, andava uns 15 minutos até o centrinho onde tudo acontece.

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Como chegamos lá tarde, só foi o tempo de sair para conhecer a noite de lá. Acabamos na Karlovy Lazne, maior boate da cidade com 5 andares e um bar de gelo no térreo. O lugar é irado, mas estava mais vazio por ser um domingo.

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Dia 6:

Acordamos tarde, claro. Passamos pelo Dancing Building e de lá fomos para Old Town. Vimos as igrejas, o Relógio Astronômico, fomos ao bairro Judeu. Almoçamos no Krcma, com comida tradicional tcheca. Muuuuito bom e preço ok. E de lá atravessamos a Charles Bridge e fomos ao Castelo de Praga. Subidinha tensa, mas é lindo e com uma vista bem legal da cidade.

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À noite saí para conhecer uns barzinhos. Fui ao Pivovarsky Dum, onde dizem que tem uma das melhores cervejas artesanais da República Tcheca! Depois fui andando para o U Bubenicko. A decoração era muito engraçada. Havia outros bares na lista, mas como era uma segunda-feira, todos fecharam mais cedo.

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Dia 7:

Fui dar uma volta pelos mercados de Natal de Praga e repeti alguns dos passeios turísticos com uma amiga que fiz na Hungria e que tinha acabado de chegar a Praga. Não fomos a Petrin, que chamam de a cópia da Torre Effeil, justamente porque eu não estava muito a fim de ver.. uma cópia menor da torre Effeil. Mas fui à rua Dhoula, que me indicaram como a rua dos bares de Praga. Não achei tão animada assim, mas curti o bar Lokal. Faça reserva ou chegue cedo (tipo umas 17h). Depois também fui ao Prague Beer Museum, um bar com dezenas de tipos de cervejas. Tomamos uma, mas logo buscamos outra opção porque estávamos com fome. Pegamos um ônibus e fomos ao Parlament jantar. Excelente dica, pub moderno, comida boa, lugar legal.

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À noite foi fim de festa e peguei meu bus de volta para Zagreb 🙁

Leia em mais detalhes:

Onde ficar em Praga, na República Tcheca – Sophie´s Hostel

Roteiro de 3 dias em Praga: o que fazer, onde ficar, o que comer e beber, quanto custa

Roteiro de 5 bares em Praga para beber cerveja como os tchecos

Dicas extras:

– claro que 6 noites e 7 dias foram pouco. Se eu pudesse refazer esse roteiro, ele ficaria assim: 3 noites em Budapeste, 2 em Bratislava, 2 em Viena, 2 em Praga.

– um segundo roteiro que eu recomendaria é: 2 noites em Zagreb, 2 noites em Liubliana (Eslovênia), 3 noites em Budapeste, 2 em Bratislava, 2 em Viena, 2 em Praga. Muito em breve vou dar dicas da Eslovênia aqui no blog!

– se você quiser ainda mais tempo pra curtir a noite e os bares de Praga, aumente um dia nesse itinerário e não se preocupe em ter que acordar tão cedo para fazer turismo 😉

– Viena é cara. Mas as outras cidades são mais baratas e equilibram os gastos

– se planeje e compre suas passagens de ônibus e trem com antecedência (no mííínimo 3 dias antes, mas de preferência um mês antes). Sai BEM mais barato

– eu uso os sites Rome2rio e GoEuro para pesquisar passagens terrestres. Para passagens aéreas uso o Google Flights e o Skyscanner

– baixe aplicativos de mapas que podem ser acessados off-line durante suas viagens, como o Maps.me

– use o aplicativo Foursquare para encontrar restaurantes e bares próximos de você e com boas pontuações dadas pelos usuários (dá para buscar por preço, localização, melhor nota)

– pesquise seus hostels pelo HostelWorld, leia as resenhas de lá e depois confirme se elas também são boas no Booking.com e no TripAdvisor

– eu saquei dinheiro nas cidades onde o Euro não era aceito. Tenho conta no Itau e, para cada saque realizado, pago uma taxa fixa de R$9 (+ IOF). Por isso, no meu primeiro dia na cidade, sacava uma quantidade maior que eu achava que seria suficiente para todos os meus gastos lá. O amigo que estava comigo levou tudo em Euro e comprou moeda local em cada país. Veja as taxas do seu banco e calcule o que vale mais a pena para você

…E é isso aí que vocês vão ver aqui no blog nos próximos dias. Um pouquinho de Budapeste, mais outro pouco de Bratislava, depois Viena, e por fim meu relato Praga. Tudo com mais detalhes, um destino por vez, minhas impressões, preços, como se locomover, o que comer e beber. Acompanhem por aqui e nas redes sociais!

E vocês, como planejam as suas viagens? Usam algum buscador de passagens ou aplicativo diferente? Se jogam sem planejamentos? Ficariam mais dias ou menos dias em alguma dessas cidades? Contem pra mim e compartilhem as dicas de vocês com todos os viajantes dessa blogosfera também 😀

Carla Boechat é jornalista, mestranda, curiosa que só, carioca da clara, inquieta e turista por vocação - e criação. Sempre com a mochila e um sorriso prontos, aposta que toda estrada pode esconder uma dica em potencial. E aqui é assim: se ela foi e gostou, virou post!

Discussion

  1. Pingback: Onde ficar em Bratislava – Hostel Blues | Fui, gostei, contei | por Carla Boechat

  2. Pingback: Dicas de Paris por uma insider – Parte 3: Vida Noturna | Fui, gostei, contei | por Carla Boechat

  3. Olá Carla boa tarde! tudo bem? Queria agradecer as dicas, em fevereiro vou fazer este percurso porém inverso, para deslocamento de uma cidade a outra usarei Ônibus (empresa flixbus.com)… Se tiver mais dicas para dar agradeço!

    Muito obrigado mesmo!!!

  4. Carla,
    Adorei o blog.
    Iremos a Budapeste e de lá a Bratislava em outubro e estou sem saber como faço para comprar a passagem de trem.
    Você comentou sobre a possibilidade de comprar com antecedência a passagem. Só que eu não consigo encontrar o site da companhia oficial para realizar a compra. No máximo serviços agenciados como o Rail.Europe. Você saberia informar como faço para comprar a passagem de trem pela Internet direto pela companhia?

  5. Carla,

    Bom dia.
    Vou fazer o Roteiro: genebra;Milão;triste;Liubliana;Zagreb e Budapeste. Gostaria de saber como foi a viagem de ônibus de Zagreb para Budapeste, pois pelo que vi, a viagem de ônibus é mais rápida do que de trem neste caso. A estrada tem muitas curvas? Li que você foi com a Flixbus
    Vou no inverno europeu, por isso prefiro os trens, mas neste caso, estou vendo o ônibus também.
    Obrigado pela ajuda.

    • Oii, Mauricio!
      A viagem de ônibus foi bem tranquila. Ônibus confortável. Sobre as curvas, não se te dizer, porque sempre durmo viajando de busao hehehe
      Mas tanto o trem como o ônibus são ótimas opções.

      • Oi Carla,

        Obrigado pelo retorno.
        Estou tentando achar a passagem de trem de Zagreb para Budapeste no dia 4/1/18, mas não encontrei nem no site da companhia de trens da Croácia e nem da Hungria. Existe trem que faz esta ligação?
        Se não tiver, tenho que comprar o Flixbus.

        Obrigado mais uma vez.

  6. Olá Carla. Adorei seu blog. Estou indo fazer este roteiro em junho e estou com dificuldade de conseguir fazer o trajeto Zagreb-Budapest. Olhei no site do flixbus e vi que, se eu procuro passagens para este trajeto para algum dia de janeiro aparece duas opções: um trajeto com duração de 5 horas e outro com duração de 11 horas. Agora se eu procuro esta passagem para junho (que é quando vamos viajar) apenas aparece a opção de 11 horas. Saberia me dizer porque isso acontece? Seria porque estou procurando com muita antecedência? Mas se sim, porque aparece a opção de 11 horas? Estou preocupada porque se realmente o trajeto de 5 horas não estiver mais disponível terei que ver outras opções, as vezes até avião, e para ver uma passagem de avião sempre é bom ver com antecedencia. Então fico numa sinuca de bico. Será que você poderia me ajudar?
    Muito obrigada!

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