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De motorhome na Islândia: guia de viagem com roteiro completo

Viagem de Motorhome na Islândia: o que fazer

De motorhome na Islândia: guia de viagem com roteiro completo

Ao pensar em uma viagem para a terra do fogo e do gelo, logo surgem dúvidas sobre o que fazer na Islândia, em especial se você está planejando viajar de motorhome pelo país.

Afinal, a Islândia é um prato cheio para quem busca aventuras, imersão na natureza, paisagens alucinantes e boas recordações de viagem. 

Passei dez dias viajando de motorhome por lá e separei dicas valiosas para quem está querendo montar um roteiro pela Islândia

Então, acompanhe esse artigo para conferir dicas maravilhosas para criar seu itinerário de turismo na Islândia!

Turismo na Islândia: o que fazer?

O turismo na Islândia é muito interessante e oferece opções diversas para os viajantes. 

E, apesar de ser uma ilha pequena facilmente e rapidamente percorrível, há muitas opções do que fazer na Islândia.

A escolha dependerá de fatores como:

  • Quanto tempo você tem disponível;
  • Seus pontos de interesse no país;
  • Seu orçamento de viagem;
  • Clima;
  • Seu estilo de viagem, entre outros aspectos.

Assim, antes de mais nada, é importante compreender que tipos de atrações o país oferece e a partir disso, montar um roteiro adequado para o que você busca.

Então, o que fazer na Islândia? Confira algumas dos destinos e atividades mais populares e buscadas na terra do fogo e do gelo:

Golden Circle

O Golden Circle, ou Círculo Dourado, é a rota mais popular para quem visita a Islândia. Esse trajeto fica próximo da capital Reykjavik e inclui os pontos de interesse:

  • Gullfoss: um dos pontos mais impressionantes da Islândia, Gullfoss é a catarata mais popular do país.
  • Geysir: é uma área geotérmica que conta com incríveis gêiseres. Eles entram em erupção de tempos em tempos, lançando a água da terra a alturas que chegam aos 20 metros.  
  • Thingvellir: um parque nacional popular por ser o ponto de encontro entre as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia, que leva o nome de “fissura de Silfra”.

Lagoas de águas termais

Devido à forte atividade geotérmica na ilha do fogo e do gelo, as lagoas de águas termais são uma das atrações mais populares da Islândia. 

A opção mais famosa é a Blue Lagoon, mas se você quiser explorar locais menos turísticos, uma ótima alternativa é a Myvatn Nature Baths.

Cachoeiras e cataratas

As cachoeiras e cataratas estão sempre presentes nos panoramas da Islândia, por isso, você não pode deixar de conhecer algumas delas.

As cataratas por lá possuem diversas características únicas, como a Gullfoss, que possui uma queda d’água dupla, ou a Seljalandsfoss, em que você pode caminhar atrás de sua queda d’água. 

As opções de cachoeiras são muitas e se você viajar de carro ou motorhome como eu fiz, verá várias nas estradas pelo caminho. 

Praias

As praias da Islândia também são muito populares, principalmente por suas características particulares.

Algumas opções são a Vik Beach, com suas areias pretas, a Pedra do Rinoceronte, com suas formações rochosas peculiares, ou até mesmo a praia Jökulsárlón, com pedaços de gelo na areia que se assemelham a diamantes.

Reykjavik

A capital da Islândia, Reykjavik, merece um dia inteiro ou pelo menos algumas horas do seu itinerário de turismo na Islândia.

Reykjavik é um charme, além de ser muito rica culturalmente e historicamente, com diversos museus e a imponente igreja Hallgrímskirkja. 

Além disso, a cidade em si tem uma vibe muito agradável, eu amei e recomendo bastante.

Passeio de observação de baleias

A Islândia também é um destino famoso pela possibilidade de observar baleias em períodos específicos do ano, como os meses de verão.

Assim, se você estiver no país entre os meses de junho a agosto, vale a pena adicionar esse passeio ao seu roteiro.

Aurora boreal na Islândia

A aurora boreal é um dos atrativos mais buscados na Islândia, mas, diferentemente de outros pontos turísticos, ela não tem hora, nem lugar fixo para aparecer. 

Então, caçar a aurora boreal na Islândia é uma atividade muito divertida, cheia de expectativas e que com certeza deixará sua viagem ainda mais especial. 

E quando o momento de vê-la chegar, apenas desfrute. Afinal, é praticamente indescritível a sensação de observar esse fenômeno da natureza.

Qual a melhor forma de viajar pela Islândia?

É possível viajar pela Islândia em diversas modalidades, seja de motorhome, com pacotes de viagem, acampando e pedindo carona, entre outros.

No meu caso, decidimos nos aventurar e fazer tudo por conta própria. Então, alugamos um motorhome (eu e mais 3 amigas) com nossa parceira nessa aventura, a Motorhome Trips, e percorremos a ilha de norte a sul por lugares incríveis. 

A melhor forma de viajar, vai depender muito do seu estilo de viagem e do seu orçamento. A Islândia é um país caro, então, é importante analisar qual formato de viagem mais se encaixa nas suas condições.

Contudo, independente do formato, tenho certeza que você viverá momentos inesquecíveis no país.

Como funciona o aluguel de motorhome na Islândia?

Mulher em um motorhome na Islândia

Caso você, assim como eu, opte por alugar um motorhome, mas não sabe por onde começar esse processo, as dicas a seguir serão muito úteis.

Para começar, essa opção é muito boa para quem quer viajar com mais liberdade e no seu próprio ritmo.

Além disso, recomendo fortemente a Motorhome Trips, não só pelos preços e condições, mas especialmente pelo suporte que eles oferecem em toda a viagem. A empresa é brasileira, o que já é um diferencial incrível, porque você obtém suporte totalmente em português, facilitando o entendimento e a comunicação.

Se você conferiu o artigo com dicas gerais para saber antes de visitar a Islândia, já viu que as condições climáticas podem impactar significativamente a viagem pelo país.

Principalmente neste aspecto, a Motorhome Trips foi essencial, nos mandando alertas climáticos sempre que necessário e nos ajudando em todo o percurso. Eles têm uma excelente equipe de suporte pelo WhatsApp e estão disponíveis para ajudar com qualquer dúvida que surgir no meio do caminho. 

Diante disso, o aluguel de motorhome na Islândia com a Motorhome Trips incluiu:

  • Quilometragem ilimitada;
  • Seguro com cobertura ampla (franquia de 2800 EUR por perda);
  • Kit cozinha;
  • Suporte de bicicleta;
  • 4 conjuntos de cama por pessoa;
  • 4 conjuntos de toalhas por pessoa;
  • Limpeza externa;
  • Taxa de serviço;
  • Taxa de serviço de domingo;
  • Taxas europeias;

A nossa viagem durou 10 dias e o veículo serviu muito confortavelmente para quatro pessoas. 

O aluguel com todos os itens mencionados custou 2.959 EUR para quatro pessoas (cerca de R$15.400).

Para reservar um motorhome, você pode entrar em contato com a Motorhome Trips através do site da empresa. 

Além disso, consegui um desconto de 3% se vocês usarem o meu código – FUIGOSTEICONTEI – na contratação com a Motorhome Trips. Não deixe de mencionar o código para ter o desconto validado.

Roteiro Islândia: minha experiência com dicas completas

Antes de falar sobre o nosso roteiro pela Islândia, é preciso ressaltar que as estradas por si só já são impressionantes e fazem a viagem de motorhome parecer um sonho. Assim, só o fato de estar dirigindo pela ilha já é algo maravilhoso. 

Então, vamos ao roteiro! A seguir estão os pontos de interesse e a rota que fizemos durante nossa viagem. Você pode adaptar ou mudar esse itinerário da forma que preferir.

Meu perfil de viagem é mais livre e não gosto muito de seguir as rotas mais turísticas, como você vai perceber abaixo. 

Então, esse roteiro é apenas uma sugestão para te oferecer uma estrutura base do que fazer na Islândia.

Assim, fique a vontade para alterar as rotas de acordo com seus interesses. Confira meu roteiro pela Islândia:

Dia 1: Retirada e explicação sobre o motorhome

No primeiro dia, buscamos o motorhome perto do aeroporto no local indicado pela Motorhome Trips. Foram umas duas horas de explicação sobre o motorhome, condições da estrada na Islândia e do tempo. 

Nos foi avisado que dois dias depois de nossa chegada haveria ventos fortes e não seria recomendado dirigir nesse dia. 

Então, adaptamos nossos planos, que inicialmente envolvia ir para o sul da ilha, em sentido anti-horário. Mudamos para começar pelo norte em sentido horário.

Nesse dia também fomos ao supermercado. Para compras básicas, recomendo o mercado Bonus, é o mais barato que encontramos. 

Dormimos no estacionamento do mercado, mas na Islândia, em teoria, é proibido dormir fora de campings pagos. No entanto, dormimos lá e não tivemos problemas.

Dia 2: Cachoeira Morsafóss ou Golden Circle

No segundo dia, acordamos, tomamos café da manhã e fomos em direção à capital para comprar um chip de celular na Siminn, operadora local. Custou 3.000kr por 10 GB e funcionou muito bem no país todo.

Nesse dia decidimos ir à cachoeira mais alta da Islândia, a Morsafóss. A cachoeira tem cerca de 240 metros de altura e foi descoberta apenas em 2007.  

Há uma trilha para chegar e o trajeto de ida e volta leva cerca de 2h30 a 3h de caminhada, aproximadamente 8 km totais.

É indicado usar botas de trilha e levar água. Não chegamos até a cachoeira principal pois havia uma parte onde precisaria molhar os pés e a canela num rio e atravessar se segurando por um cabo de aço, que não achei tão firme. 

Mesmo assim, valeu muito a pena pois os cenários são incríveis. Uma opção é levar papete se você tiver, isso facilita a travessia.

Outra opção para este dia, já que estávamos próximas à capital, seria fazer o Golden Circle, que inclui Gullfoss, Geysir e Thingvellir, mencionados anteriormente.

Mas, como era uma zona muito turística, optamos por pular essa rota e ir diretamente para a cachoeira. 

Terminamos o dia dormindo no camping Rock n Troll, que custou 5.000kr para 4 pessoas de motorhome – incluía uso dos banheiros e a hot tub quentinha (tem que pagar mais 1.200kr para usar a eletricidade). Gostei muito, foi o melhor camping da viagem.

Dia 3: Barnafoss e Borgarnes 

Barnafoss, Islândia

Os ventos do terceiro dia estavam fortes, principalmente na Costa, o que exigiu cautela na direção.

Seguimos a indicação que recebemos no nosso camping de ir até Barnafoss, um local onde corre um rio que deságua de dentro das pedras vulcânicas, amamos muito a experiência. 

A entrada é gratuita e mesmo num dia nublado as águas estavam translúcidas. Recomendo a visita!

Depois voltamos pra estrada e dirigimos até Borgarnes, que foi a dica que recebemos da Motorhome Trips. 

É uma cidade pequena, ótima para passar a noite. Tinha também posto de gasolina, mercado, lojinha de souvenir, etc. Como havia previsão de muito vento, decidimos estacionar e dormir ali mesmo. 

Dia 4: Pedra do Rinoceronte, Godafoss e águas termais Myvatn Nature Baths

Mulher na Pedra do Rinoceronte, Islândia

No quarto dia, tínhamos previsto visitar a península Snæfellsjökull, no entanto os ventos estavam muito fortes para aquele lado e precisamos abrir mão dessa parte da Islândia. 

Então dirigimos direto até a Pedra do Rinoceronte, um mirante incrível a uma curta caminhada de cinco minutos do estacionamento, em que você pode descer para chegar na beira da praia e desfrutar do panorama incrível.

Lá também tem uma cachoeira que deságua em frente ao mar. Foi uma sorte grande esse dia de sol.

Nossa próxima parada foi a cachoeira Godafoss, com entrada gratuita e assim como a pedra do rinoceronte, a uma caminhada de menos de cinco minutos até o mirante.

Nesse dia pegamos estradas lindíssimas. Viajar de carro pela Islândia por si só já é uma experiência surreal.

Nosso destino final seriam as piscinas de águas termais Myvatn Nature Baths, parecidas com as famosas Blue Lagoon, porém menos comerciais, com menos gente. 

No entanto, ficou tarde e deixamos para o dia seguinte. Mas você pode se organizar melhor e incluí-las no seu roteiro nesse dia. 

Minhas amigas que foram, me informaram que as águas das piscinas estavam bastante quentes. 

Além disso, a infraestrutura era muito boa, oferecendo shampoo, condicionador, sabonete e secador. A entrada custou 6.490 kr por pessoa.

Dia 5: Cratera do Hverfjall, Grjótagjá Cave, Namafjall Hverir + Viti Lake Crater e passeio de barco para observação de baleias

O quinto dia foi muito cheio e pudemos conhecer diversos pontos maravilhosos. Começamos subindo até a cratera do Hverfjall. Esse vulcão esteve ativo há 2500 anos e a cratera tem 1 km de diâmetro. 

Uma curta caminhada inclinada, mas fácil de fazer, e 15 minutos depois chegamos ao topo. A vista é simplesmente espetacular.

Depois fomos para Grjótagjá Cave, onde tem as águas termais azul cristalina. Esse local ficou famoso por causa da série Game of Thrones, na qual Jon Snow, uma das personagens principais da série, tomou banho nesta gruta.

Na sequência visitamos o campo geotérmico Namafjall Hverir que me lembrou um pouco o Atacama. 

O local é uma área vulcânica ativa, onde é possível ver elementos como vapor que sai da terra, piscinas de água fervente e um cheiro predominante de enxofre. 

Essa é uma área privada, então é necessário pagar estacionamento, no valor de 3.000Kr. É bastante caro, mas pelo panorama e os elementos tão vivos da atividade vulcânica do local, vale a pena. 

Viti Lake Crater e passeio de barco para observar baleias

mulher no barco em um passeio de observação de baleias

Em seguida, partimos para o Viti Lake Crater, uma lagoa na cratera de um vulcão, uma paisagem muito linda. Neste lugar estava nevando, então não ficamos muito tempo. 

No geral, até aqui todos os lugares que visitamos foram de caminhada fácil e todos gratuitos, exceto por alguns lugares que cobram estacionamento.

Terminamos o dia fazendo um passeio de barco para observar baleias. O tour dura três horas e custa 11.300kr. Compramos com a empresa North Sailing. 

No entanto, a melhor época para ver baleias é nos meses de verão, geralmente de maio a agosto, e como fomos no final de setembro, era improvável que conseguíssemos ver as baleias, e de fato, não vimos.

Apareceu apenas uma baleia muito rápido, e quase ninguém viu. Por conta disso, a empresa deixou o ticket conosco para reutilizar quando quisermos, sem data de expiração, para repetir o passeio. 

O clima também não ajudou em nada. Estava extremamente frio, o barco era todo aberto e estava chovendo. Apesar de eles darem duas capas extras de roupa, ainda assim é muito frio. 

Então, se você for fazer o passeio fora da época recomendada, recomendo levar uma bandana para proteger o rosto, usar duas meias quentes e luvas impermeáveis. 

No fim do passeio eles dão chocolate quente e cinnamon roll. Mas o barco estava balançando muito, tinha gente passando mal, foi realmente um perrengue. 

Eu só repetiria em um dia de boas condições de clima e navegação e no verão.

Nessa noite dormimos estacionadas atrás da igrejinha da cidade de onde sai o passeio de barco, se chama Husavik. 

Dia 6: Dettifoss, Selfoss, Rjukandi Waterfall

No nosso sexto dia, acordamos cedo para seguir viagem e nosso primeiro destino foi Dettifoss – cataratas incríveis. 

A entrada é gratuita e é preciso caminhar 1 km até o mirante. Além disso, tem uma caminhada maior de 4 km para ir até Selfoss, outra cascata maravilhosa.

Depois pegamos 3 horas de estrada e no caminho havia uma cachoeira lindíssima na beira da estrada chamada Rjukandi Waterfall que vale a parada.

Foi um longo dia dirigindo para avançar e finalmente chegar no sul da ilha. Paramos pra dormir no Camping Horn – Viking Cafe, que custou 2.500 kr por pessoa. 

Não tivemos acesso a eletricidade, pois chegamos tarde e todas as correntes de energia já estavam todas sendo usadas. 

Também não oferecem lugar para despejar água cinza ou preta. Mas contam com um café super fofo e aconchegante. 

Além disso, se você se hospedar nesse camping, ganhará o ingresso à praia privada que dizem ser linda.

À noite saímos para caçar a aurora boreal, no entanto o céu estava com muitas nuvens. 

Ficamos até mais de 2h da manhã rodando de carro procurando os melhores locais onde a aurora poderia aparecer. Ela estava presente, mas atrás das nuvens. 

Dia 7: Ice Cave, Vik, praias Vik í Myrdal e Reynisfjara

No sétimo dia acordamos cedo para seguir viagem até o ponto de encontro para a Ice Cave, um passeio que contratamos no dia anterior. 

O tour foi um trekking para uma caverna de gelo e foi uma das atividades mais caras da viagem, custou 24.900 ISK. Escolhemos a empresa Troll Expeditions, lá eles oferecem duas opções de passeios. 

Uma opção é mais cara, pois te leva de Jeep até mais próximo do local, ao invés de precisar caminhar sobre o gelo. A trilha dura em média 3h. 

Já a segunda opção é mais barata, mas a duração é 4 horas de trilha na caverna de gelo, sem a aproximação com o Jeep.

Acabamos optando por esse último, pois o clima estava bem ruim e achamos que faria mais sentido pegar um de menor esforço físico. 

Chegamos 20 minutos antes, conforme recomendado, e ficamos impressionadas com a paisagem, pois o estacionamento era de frente para uns icebergs enormes, que inclusive tínhamos planejado visitar. O estacionamento custou 1.000 ISK.

O passeio valeu muito a pena mesmo sendo bastante caro. O guia foi muito atencioso e recebemos equipamentos de segurança, como capacete e crampons para colocar embaixo do sapato e não escorregar no gelo.

Você pode conferir um pouco dessa experiência no reels que fiz sobre esse trekking na Ice Cave.

Vik, Vík í Myrdal e Reynisfjara

Voltamos para a estrada e duas horas depois, chegamos em Vik, onde a ideia era tomar a famosa “lava soup”, que vem dentro de um pão preto.

Porém, ao chegar me dei conta que é de carne (beef goulash), então pedi a vegetariana de couve flor cremosa. 

Estava bem gostosa e pode repetir à vontade. O restaurante se chama The Soup Company, custou 2.290 ISK.

Saindo dali, dá pra andar 10 min até uma praia lindíssima de areia preta chamada Vík í Myrdal. Para ir de carro, o caminho estava com bastante buraco. De motorhome tem que ir bem devagar. 

Também dirigimos até outra praia próxima chamada Reynisfjara, também popular por suas areias pretas e colunas de basalto. Lá tivemos que pagar 1.000 kr de estacionamento. 

Seguimos dirigindo por mais uma hora, até chegar no camping Hvolsvollur Camping Grounds.

Custou 2.000 ISK por pessoa, com cozinha compartilhada, banheiros limpinhos, chuveiro (paga à parte para usar a água quente, custava 400 kr e tinha que pagar em dinheiro), eletricidade (paga 1.000 extra para usar), máquina de lavar e de secar gratuita, mas precisa levar sabão em pó. 

Tínhamos visto no mapa que neste dia teríamos a chance de ver a aurora boreal, mas não tivemos sorte mais uma vez. 

Vimos apenas algumas manchas claras no céu, que facilmente passariam despercebidas. Ficamos até umas 2h da manhã tentando e decidimos voltar a dormir.

Dia 8: Catarata Seljalandsfoss e Selfoss

Cataratas Seljalandsfoss

No oitavo dia, seguimos para as cataratas Seljalandsfoss, o interessante dessa cachoeira é que dá pra andar por detrás dela, oferecendo uma perspectiva totalmente diferente de uma cachoeira. 

Estava bem cheio de gente, pois é um atrativo mais próximo da capital. O estacionamento é pago e custou 900 ISK.

Em seguida, dirigimos até Selfoss, uma cidade bem fofinha. Decidimos ter um dia mais relaxado. 

Paramos num café fofo chamado Kaffi Krús. Tomei café, refil, que custou 490 ISK e pedi um kleina, tipo um donut típico da Islândia, por 440 ISK.

Ficamos em um camping muito bom chamado Guesthús Selfoss, com ótima infraestrutura e bem grande. 

Aqui, o responsável pelo camping me explicou que no norte do país pode fazer “wild camping” em qualquer lugar, porém no sul tem que ser mais cauteloso, pois a polícia pode multar se encontrar.

Dia 9: Aurora boreal na Islândia e Reykjavik

O nono dia começou cedo e cheio de emoções. Finalmente conseguimos ver a tão esperada aurora boreal na Islândia. 

Acordamos às 4h da manhã pois tínhamos visto que o céu estaria limpo e a aurora presente. Fomos nos guiando pelo mapa da aurora, até que finalmente começamos a ver as luzes no céu. 

Nesse artigo eu dou dicas gerais da Islândia e conto quais aplicativos usei para acompanhar o clima, me guiar e encontrar a aurora boreal

É algo indescritível! Só dá para ter a dimensão vendo ao vivo. Confesso que já estava começando a achar que ver a aurora era meio superestimado, mas definitivamente é único. Eu gritava, dançava, chorava. Nunca vou esquecer esse dia.

Depois da tão almejada aurora, tivemos mais uma manhã mais lenta, pois voltamos para dormir. Saímos do camping ao meio-dia e seguimos rumo a Reykjavik, a capital da Islândia. 

Mais uma vez, decidimos pular o Golden Circle e fomos passear pela capital. Amei Reykjavik, a cidade é um charme, cheia de cultura e lugares interessantes. Recomendo bastante! 

Dia 10: Devolução do motorhome

No décimo e último dia da viagem não fizemos nenhum passeio e nos dedicamos à devolução do motorhome e organização para ir embora do país. 

A noite anterior foi cheia de emoções e também a última noite em que eu e minhas amigas dormimos juntas. Essa viagem foi memorável!

Conclusão

Como você pôde acompanhar, saber o que fazer na Islândia pode ser desafiador, pois o país oferece muitas opções de atividades e destinos, condições climáticas não tão amigáveis e preços muito altos.

Mas, apesar desses fatores, uma vez que você está lá, não importa o roteiro pela Islândia que você escolheu fazer, sua experiência certamente será incrível.

O país tem uma história e uma cultura interessantes e uma beleza natural incomum, o que a torna surpreendente e inesquecível.

Assim, se você tinha dúvidas sobre o turismo na Islândia e o que fazer por lá, agora você conheceu detalhes da minha experiência e as minhas dicas e sugestões de roteiro pela terra do fogo e do gelo.

E se você, assim como eu, quer fazer esse rolê de motorhome, eu recomendo sem hesitação a Motorhome Trips, minha parceira nessa aventura, que além de tudo, disponibilizou um desconto exclusivo para vocês.

Então, aproveite 3% OFF no aluguel de motorhome com a Motorhome Trips usando o cupom – FUIGOSTEICONTEI e vá explorar a Islândia de um jeito único!

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