Trilhas cariocas: subindo até o Corcovado

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Dica de uma sedentária asmática: se prepare psicologicamente para fazer a trilha do Corcovado!
São cerca de 2 horas de subida pesada, com bastante inclinação e pedras expostas que exigem uso das mãos. A trilha é bem sinalizada e, na guarita do Parque Lage, você recebe um mapinha e informações sobre a atividade. Segundo os guardinhas, o percurso tem apenas 2,5 km, porém te leva a 700 metros de altitude. E fique atento, pois já rolaram várias assaltos nessa trilha, por ser em mata fechada e próxima a algumas favelas. Não leve nada de muito valor. Eu levei água, gatorade e cereais para manter o pique – e o celular para bater fotos, claro!

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foto: Davi de Castro

Dica 2: antes de atravessar o trilho do trem para continuar a subida até o Cristo (onde tem a plaquinha com uma seta escrito Corcovado), siga para a direita, ao lado do trilho mesmo, por mais cinco minutinhos. Você vai dar de cara com dois guardinhas proibindo a galera de continuar por esse caminho, mas também vai se deparar com uma vista sensacional, de toda a Lagoa Rodrigo de Freitas, Jockey, Orla de Ipanema… Lindo demais! Recupere ali seu fôlego para continuar subindo e tire as melhores fotos do passeio. A segunda parte que vem aí é tranquila, o pior já passou.

Com mais uns 15 minutos chega-se aos pés do Cristo. Ali você tem acesso à lanchonete e à lojinha com souvernirs. Se quiser, também pode comprar o ingresso para visitar o monumento. Custa 27 reais e dá direito a descer de van até as Paineiras. É um percurso de 3 km de descida em terreno acimentado, o que, convenhamos, para quem já se matou pra subir até aqui pelo meio da mata, parece brincadeira de criança, né? Eu já conhecia o Corcovado, então topamos a descida trotando (tome cuidado para não forçar os joelhos, concentre o peso do seu corpo no calcanhar).

Chegando nas Paineiras, as opções para ir embora são: andando (mais 6 km até alguma civilização? Tô fora!), táxi (com preços fixos e sem taxímetro? Tô fora também!), o trem do Corcovado (23 reais por pessoa) ou de van – ambos têm ponto final no Cosme Velho. Optamos pelo último, que cobrava singelos 10 reais por pessoa e teve saída rápida. E que, no embalo das curvas, parecia uma canção de ninar.


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Carla Boechat é jornalista, mestranda, curiosa que só, carioca da clara, inquieta e turista por vocação - e criação. Sempre com a mochila e um sorriso prontos, aposta que toda estrada pode esconder uma dica em potencial. E aqui é assim: se ela foi e gostou, virou post!

Discussion18 Comentários

  1. Excelente blog Carla.
    Gostaria de saber com quem você fez essa trilha? Agência ou foi com alguém que já conhecia?
    Obrigada

  2. Pingback: 77 dicas do que fazer no Rio de Janeiro – pra ninguém ficar em casa! | Fui, gostei, contei | por Carla Boechat

  3. Oi Carla! Quanto paga para ter acesso a trilha? Quanto tempo gastou entre subida, pausa para as fotos e descida?
    Adorei as fotos!!

  4. ARNÓBIO MARQUES DE FREITAS

    Boa tarde Carla, tudo bem?
    Sou de Brasília e passarei uma semana no Rio, de 07 a 14 de Março desse ano, eu morei entre 1997 a 2000 e subi a pé umas 3 vezes com dois amigos, mas dessa vez irei sozinho e pretendo fazer esse feito novamente, gostaria de subir comigo, sei que de lá pra cá muita coisa mudou, se aceitares meu singelo convite fico grato desde já ok?
    Um abraço!
    Arnóbio Marques de Freitas

    • Oie Arnóbio!
      Essa trilha realmente é sensacional. Infelizmente vou ter que recusar o convite, pois estou viajando pela América do Sul.
      Mas te desejo uma excelente viagem! Curta muito o Rio por mim!

  5. ARNÓBIO MARQUES DE FREITAS

    PARECE LOUCURA, MAS EU SUBI PELA LINHA DO BONDE, QUANDO O MESMO VINHA EU ENCOSTAVA NAS PEDRAS PARA O MESMO PASSAR, FOI UMA EXPERIÊNCIA ÍMPAR, NÃO SEI COMO ESTÁ HOJE, MAS EU FARIA NOVAMENTE, GASTEI UMA HORA E MEIA PARA SUBIR E UMA HORA PARA DESCER!

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