Não são somente as fantásticas paisagens terrenas que encantam os turistas no destino mais desejado no Chile. Entre tantas belezas, o Deserto do Atacama é conhecido também por seu incomparável céu estrelado e pelas condições ideais para investigação dos astros. Por isso, várias agências passaram a oferecer o Tour Astronômico no Atacama, um passeio dedicado exclusivamente à contemplação de estrelas e de outros corpos celestes.

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A seguir, vamos explicar o que faz do céu do Atacama um atrativo tão especial, como são os tours astronômicos, qual a melhor época para fazê-los e como escolher o melhor passeio para você, entre outras dicas importantes.

Atração noturna: o céu do Atacama

Basta erguer os olhos na sua primeira noite no Atacama para se dar conta que você está diante de algo excepcional. Mesmo sem telescópios ou equipamentos profissionais, é possível ver uma profusão de estrelas e — dependendo da época do ano — até mesmo o arco completo da Via Láctea e o centro da nossa galáxia.

Uma série de fatores geográficos e climáticos tornam o céu do Atacama especial e proporcionam as melhores condições para observá-lo. Para começar, estamos a mais de 2400m de altitude, no deserto mais árido do mundo, com baixíssima umidade relativa do ar. Ou seja, a quantidade de vapor d’água no ar é mínima. E quanto menor a umidade, menor o desvio da luz, emitida pelas estrelas, nas gotículas de água em suspensão na atmosfera.

O clima ainda dá uma ajudinha extra. Com mais de 300 dias de céus límpidos por ano, é raro nuvens encobrirem as estrelas e constelações. Exceções ocorrem principalmente durante a época de chuva no Deserto do Atacama, conhecida como Inverno Altiplânico, entre dezembro e março.

Outro fator que colabora para ótimas condições de visibilidade é a baixa luminosidade artificial da região. Nas cidades, as luzes de edifícios, carros e da iluminação urbana são refletidas pela atmosfera e dificultam a visão do céu noturno e a contemplação dos astros. Porém, pequenos povoados, como San Pedro de Atacama, emitem uma poluição luminosa bastante reduzida.

De qualquer forma, quanto mais distante das luzes de centros urbanos, melhor. Na diminuta San Pedro, isso significa afastar-se menos de 5km. A facilidade de acesso a lugares sem essa interferência contribui para que a prática de observação estelar seja bastante acessível.

Por que você deve fazer o Tour Astronômico

O brasileiro que vive em grandes cidades tem pouquíssimas ocasiões para realmente ver, apreciar e entender os astros. Uma pesquisa aponta que mais de 60% dos brasileiros não consegue ver nem um pedacinho da Via Láctea. Em cidades como São Paulo, a poluição luminosa é tanta que é como se nunca anoitecesse de verdade: cientistas se referem a um crepúsculo eterno.

A astronomia é uma das ciências mais antigas do mundo e foi decisiva para o desenvolvimento de muitas civilizações. Não por acaso, babilônios, gregos, árabes, egípcios, chineses, hindus, maias e incas faziam observações metódicas do céu. Para eles, o céu noturno era mapa, calendário e relógio.

Falando de astronomia moderna, o Atacama é sede do Projeto Alma, o maior observatório astronômico do mundo! Suas instalações estão a menos de 40km de San Pedro e podem inclusive ser visitadas.

Absorver um pouco de todo esse conhecimento e poder contemplar a nossa galáxia, nosso endereço nesse universo tão vasto, é uma sensação indescritível. Inclusive, esse é um dos nossos 10 motivos por que você PRECISA conhecer o Deserto do Atacama.

Além disso, por se tratar de um tour realizado durante a noite, dá pra facilmente conciliar com outros passeios, mesmo que você tenha poucos dias no Atacama.

Melhor época para fazer o Tour Astronômico no Atacama

Não é necessário se preocupar tanto com qual é a melhor época, ao longo do ano, para fazer esse passeio. Isso porque as distintas estações interferem pouco na contemplação dos astros — embora o céu seja diferente em cada uma delas, é claro.

Os meses de inverno são tidos como os de melhores condições, já que o clima é ainda mais seco. Além de você ter noites mais longas e mais tempo de contemplação. Os meses de verão,  conforme explicamos, correspondem ao Inverno Altiplânico, quando a probabilidade de tempo nublado e chuvas é maior. Muitas vezes, a saída do tour pode ser confirmada apenas no último minuto, quando não cancelada. Se não quiser arriscar, evite agendar sua viagem entre janeiro e fevereiro.

O que você deve realmente prestar atenção é no calendário lunar. O nosso satélite natural não tem luz própria, mas reflete a luz do sol: as fases da lua estão relacionadas a qual parte do território lunar está sendo iluminado. Quando esse brilho refletido é forte demais, ele interfere na observação dos demais astros.

É o que acontece na lua cheia. A maioria das agências sequer oferece o passeio, por considerar que a observação astronômica fica comprometida. Na verdade, é tudo questão de ajustar as suas expectativas: certamente você não verá a mesma quantidade de estrelas e corpos celestes, mas a observação da lua, com as suas crateras e topografia particular, não deixa de ser interessante. A Fui Gostei Trips, por exemplo, oferece o Tour Astronômico em todas as fases da lua, com o guia se especializando em cada tipo de observação que pode ser feita.

O oposto acontece durante a lua nova, quando o percentual de iluminação chega a zero. Essa é, sem dúvidas, a melhor ocasião para fazer o tour. É também a época em que a procura aumenta, então é bom reservar com antecedência para garantir a sua vaga.

Em épocas de lua crescente e minguante, pode ser uma boa ideia conferir um calendário lunar, com o horário do nascer e do pôr da lua. Você pode tentar reservar o seu tour para um horário que a lua ainda não tenha surgido no horizonte ou mesmo depois dela desaparecer. Assim, a interferência da sua luz será menor.

O que é visto no Tour Astronômico?

Não existe uma única resposta para essa pergunta. A configuração dos céus é diferente a cada tour astronômico, e os guias costumam mostrar aquilo que está em maior evidência. Podem ser estrelas, constelações, planetas, satélites, nebulosas, galáxias, entre outros.

A rotação da Terra em torno do seu próprio eixo e a translação em volta do sol faz com que o que vemos no céu seja sempre diferente. Afinal, nem mesmo ao longo da noite as estrelas permanecem no mesmo lugar, graças ao movimento aparente dos astros.

Atualmente, 88 constelações são reconhecidas pela União Astronômica Internacional. Destas, algumas podem ser vistas no hemisfério sul durante quase todo o ano, como o Cruzeiro do Sul. Outras aparecem no céu em determinadas épocas, como Órion, reconhecível pelas Três Marias e facilmente avistado durante os meses de verão. E há ainda constelações que sequer podem ser vistas daqui, como Ursa Maior e Menor.

Embora quase sempre se possa ver alguma parte dos braços espirais da Via Láctea, o centro galáctico, a região mais densamente povoada de estrelas, só pode ser visto de meados de fevereiro a outubro.

Existem cartas celestes e planisférios online que podem ajudar a descobrir quais corpos celestes serão visíveis em determinada data. Mas, no final, não é essa a graça de desvendar os céus durante um tour astronômico no Atacama?

Como funciona o Tour Astronômico no Atacama?

Apesar de bastante procurado pelos turistas, o tour das estrelas no Atacama não é oferecido por qualquer agência. Apenas algumas específicas organizam o passeio, que pode ser revendido por outras  agências parceiras, como a FGTrips.

De modo geral, os passeios saem do centro de San Pedro de Atacama em direção a observatórios nas proximidades do povoado, normalmente nas ayllus de Solor e Coyo, ao sul. Costumam ser organizadas duas saídas por noites: às 21h e 23h no verão e entre 19h e 22h no inverno. O tour completo leva em torno de duas horas.

Tradicionalmente, o tour é dividido em três partes. Na primeira, é feita uma aula básica de astronomia, a céu aberto. Os guias utilizam uma caneta laser, cujo feixe de luz parece chegar ao infinito, para apontar astros que são visíveis a olho nu, enquanto fazem as explicações. Mesmo quem não entende absolutamente nada de estrelas consegue sair com um bom conhecimento.

Na sequência, é feita a observação com telescópios. É comum as agências se venderem destacando quantos telescópios possuem ou o tamanho de tantas polegadas do equipamento. Sem entrar em méritos técnicos, já que vários elementos ópticos interferem na qualidade da imagem, é bom garantir que pelo menos haja uma boa proporção do número de telescópios para o tamanho do grupo. Sugerimos, por exemplo, ao menos um telescópio para cada 10 pessoas.

Também é interessante dosar as expectativas. Muitos turistas, esperando ver uma imagem como as do telescópio Hubble, se frustram ao se deparar com pequenos pontinhos pixelados.

Por fim, a terceira parte do tour costuma ser uma conversa com o guia, para tirar dúvidas sobre astronomia e discutir temas relativos ao nosso universo. O bate-papo é acompanhado de guloseimas e bebidas quentes, para dar aquela aquecida.

Tour astronômico: científico ou místico?

Outro elemento importante a considerar na hora de pesquisar as agências e escolher o seu tour é a abordagem na interpretação dos astros. Enquanto algumas agências focam em explicar os céus segundo o conhecimento científico ocidental, outras adotam uma narrativa voltada para a cosmovisão andina, abordando mitos, lendas e aprendizados ancestrais. As experiências, naturalmente, são bem diferentes. Com a Fui Gostei Trips você viverá essa segunda experiência, com maior foco na cultura local.

O que levar para o Tour Astronômico?

Roupas quentinhas. Lembre-se que você passará toda a duração do tour ao ar livre e que as temperaturas podem chegar, em épocas mais frias, a 0 grau. Vá bem agasalhado e leve gorro, luvas e cachecol.

Registrando o Tour Astronômico no Atacama

Quem não gostaria de ter registros dessa experiência? O céu do Atacama proporciona fotos maravilhosas, mas que exigem um bom equipamento e conhecimento fotográfico técnico. Não imagine que você vai conseguir tirar aquela foto digna de centenas de likes no instagram com o seu celular.

Se você deseja realmente se aventurar na astrofotografia, saiba que você precisará pelo menos de uma câmera com configurações manuais (para ajustar ISO, abertura e velocidade) e de um tripé. Você terá que fazer todos os ajustes por conta própria, então é uma boa ideia pesquisar por guias e dicas para fotografar estrelas na internet. Quem tiver interesse no tema, pode consultar a gente sobre as saídas do passeio Astrofoto, com um fotógrafo profissional – onde não há observação com telescópio, mas a olho nu, e com maior foco em fazer fotos noturnas.

Agora, não é porque você não dispõe do equipamento ou do conhecimento que você tem que ficar sem uma imagem fantástica do céu atacamenho! Hoje, mesmo no Tour Astronômico clássico nós costumamos oferecer fotos profissionais em grupo e também individuais, vendidas separadamente. Por cerca de 3.000 CLP, é possível ter um registro dessa experiência inesquecível.  

Qual a sua dúvida sobre o Tour Astronômico no Deserto do Atacama? Nos conte nos comentários ou nos escreva no contato@fuigosteitrips.com.br!

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