Salzburgo caiu no meu roteiro por acaso. Eu precisava estar em Berchtesgaden, na Alemanha pertinho da divisa com a Áustria, logo depois do reveillon. E como ficaria longe ir de Zagreb (onde eu estava morando) direto pra lá, optei por fazer uma “escala” de uma noite em Salzburgo.
E que decisão acertada, hein! Eu nem esperava tanto, mas Salzburgo é mesmo linda de morrer. Fofa toda vida. Pequenininha do tipo que você não se sente tão culpado em tentar espreme-la em apenas um dia – fica a sensação de que valeu a pena ter dado um jeito de ir até lá! Está localizada próxima aos Alpes, na fronteira com a Alemanha, e é tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.
Não cheguei a ficar lá nem mesmo 24 horas. Cheguei num dia no fim da tarde e fui embora no outro antes do almoço. Mas deu pra bater perna por lá. Vejam meu roteiro:
O QUE FAZER EM SALZBURGO
Mundialmente conhecida como a capital da música clássica, prepare-se para ver a carinha de Mozart em cada esquina de Salzburgo. Para quem não sabe, foi aqui que Mozart nasceu. Você vai vê-lo em chocolates, souvenirs, camisas, além de vários lugares que levam seu nome, como museu, restaurante, hotel.
Salzburgo é cortada pelo rio Salzach e rodeada por três montes alpinos. De um lado do rio fica a Cidade Nova e do outro a Cidade Velha. Estive lá no auge do Inverno, em janeiro. Como meu hotel ficava na parte nova de Salzburgo, comecei o meu tour pela parte nova da Cidade, onde fica o Palácio Mirabell, com jardins que devem ficar lindos em épocas mais quentes. Infelizmente no Inverno parte deles estava fechada. Ele é também conhecido como Palácio do Amor, pois foi construído pelo arcebispo Wolf Dietrich von Raytenau em 1606 em homenagem a sua amante – e dessa união teriam nascido 15 filhos! Mirabell também já recebeu muitos concertos de Mozart, foi cenário do filme A Noviça Rebelde e seu Salão de Mármore é considerado um dos mais belos para casamentos no mundo. Hoje o palácio abriga o escritório do prefeito e do conselho municipal, além de alguns eventos.
Dali peguei para a direita para ir margeando o rio Salzach e atravessei para a parte antiga de Salzburgo pela ponte dos cadeados, chamada Makartsteg. Sim, mais uma ponte para os apaixonados!
E seguimos para uma rua encantadora, a Getreidegasse. O charme delas está nas plaquinhas de todas as lojas, feitas em ferro. Uma lei municipal exige que todas sejam assim, o que torna esta rua única. Suas casas altas e estreitas são uma herança da arquitetura medieval da cidade e hoje abrigam inúmeras lojas (em especial de luxo), joalherias, restaurantes e lojinhas de souvenir.
Não deixe de observar o número 9 da rua, onde fica a casa em que Mozart nasceu e que hoje funciona como um museu (é uma casa bem alta amarela). A Getreidegasse é para curtir sem pressa, admirando cada detalhe.
Ali pelo entorno também há várias comidinhas de rua, uma boa oportunidade de experimentar algo tradicional por um precinho show 😉
Em minhas andanças por ali me deparei com uma Igreja um tanto curiosa, feita de pedra, a Sankt Blasiuskirche. Achei bem bonitona! Mas por dentro ela não chama atenção, curti mais o visual por fora. Pesquisando mais sobre ela agora, não vi menção em nenhum outro blog, apenas num post do blog Para Viagem que conta que ela é uma igreja gótica em homenagem ao santo dos doentes (aliás, as dicas desse blog estão excelentes). Essa Igreja fica no comecinho da Getreidegasse e pertinho de uma loja da Louis Vuitton.
Da Getreidegasse, fui para a Mozartplatz, a praça que leva o nome do músico e onde fica sua uma estátua em sua homenagem. Quando fui, ela estava rodeada por uma pista de patinação no gelo.
Pertinho dali fica a Domplatz, onde está a Catedral de Salzburgo (linda, por sinal), e, seguindo em frente, a Kapitelplatz com um monumento curioso chamado Sphaera: uma esfera dourada bem grande e no alto dela um pequeno homem olhando para o horizonte. Dizem que ele estaria olhando diretamente para a estátua de uma mulher. Nós bem que procuramos, mas não conseguimos encontrar a moça que o hipnotizou não, rsrs.
Termine seu tour pegando o funicular que leva até a Fortaleza de Hohensalzburg, onde fica o Castelo de Salzburgo e de onde se tem uma boa vista da cidade – também é possível ir a pé. Infelizmente não tive tempo de ir até lá, mas é um dos maiores castelos medievais de toda a Europa.
Esse trajeto ficaria mais ou menos assim:
A Di, do blog Histórias da Di, foi para Salzburgo em um grupo a partir de Munique e conta a experiência dela aqui.
Outros blogs que adoro e onde você pode ler mais dicas de Salzburgo:
Um dia na charmosa cidade de Mozart, blog Vícios de Viagem
O que fazer em Salzburgo em um dia, blog Tá indo pra Onde
ONDE FICAR EM SALZBURGO
O ideal é ficar a uma curta distância a pé do centrinho de Salzburgo. Me hospedei no Hotel Haunspergerhof, que foi a opção com melhor custo benefício que encontramos para aquela noite. Um hotel simples, mas com quarto espaçoso, arrumadinho, limpinho, cama boa, armários grandes. Pegamos um quarto para três pessoas. O banheiro ficava num pequeno cômodo separado, e também era bem direitinho. A localização do hotel também é boa, apesar de não ser bem dentro do centro antigo da cidade, ficava a uma curta distância a pé. O café da manhã estava incluído na diária.
Veja mais opções de hospedagem em Salzburgo aqui.
BATE-VOLTA A PARTIR DE MUNIQUE
O bate-volta mais utilizado é a partir de Munique, na Alemanha. Quando estive por lá, a opção mais barata para fazer esse trajeto era com Blablacar (aplicativo de caronas famoso lá fora e que chegou há pouco tempo no Brasil – se você não conhece, clica aqui nesse post!). A diferença de preço era impressionante! Mas também é possível ir de trem e a viagem leva menos que duas horas. Os tickets são carinhos, então a dica para economizar é comprar o Bayern Ticket – o blog Sundaycooks dá todas as dicas nesse post.
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Respostas de 4
Adorei o post e a menção ao blog, Carlinha! Ficou demais! Obrigada 😉 Beijão
Ei Carol! Seu post está ótimo, me ajudou muito. Não tinha como não recomendá-lo aqui! 😀
Beijão
Brigada Carlinha linda!!!!
Beijos e continue dominando o mundoooooo!!!
Beijos linda!
<3 <3 <3